Análise Arkade: Baladins, um jogo cooperativo que mistura roguelite com RPG de mesa

Baladins é um jogo vindo do cenário indie que mistura a nostalgia dos RPGs de mesa com uma mecânica moderna de loop temporal. Desenvolvido pela Seed by Seed e publicado pela Armor Games Studios, o jogo foi lançado originalmente para PC em maio de 2024 e está chegando aos consoles (Nintendo Switch, PS4 e PS5) agora em 20 de fevereiro de 2026.
O jogo mistura elementos de Roguelite com narrativas de RPG de mesa onde devemos solucionar problemas em um reino utilizando as habilidades de cada personagem ao nosso favor e descobrindo formas de quebrar o ciclo de repetições.
A Premissa e a História
No jogo você controla os Baladins, uma trupe de artistas e aventureiros itinerantes cujo objetivo sagrado é entreter as massas e espalhar alegria pelo reino de Gatherac. No entanto, o mundo está sob a ameaça de Colobra, um dragão que devora o tempo e caberá a você quebrar esse ciclo fazendo missões e descobrindo o mistério por trás dessa maldição imposta a você.

No jogo o tempo é importante porque sempre que você falha em sua missão ou o tempo se esgota (que é contado em ciclos de 7 semanas/turnos), o dragão redefine o mundo, enviando você de volta ao início. O objetivo é usar o conhecimento adquirido em cada “viagem no tempo” para quebrar o ciclo e salvar o reino.

Mecânicas de Jogo
Em Baladins, as classes não são definidas por “quem bate mais forte”, mas sim por como elas interagem com o mundo e quais atributos usam para superar os desafios narrativos.

O jogo funciona como um tabuleiro digital cooperativo para até 4 jogadores, local ou online. Aqui somos apresentados a personagens com classes únicas como o Cozinheiro, a Dançarina, o Pyro, o Luxomante e o Bardo. Cada um tem atributos específicos (Finesse, Conhecimento, Criatividade, etc.) que afetam o sucesso em testes de dados e soluções para cada missão que é encontrada no jogo. Cada personagem é único e muda a forma de abordagem no mundo de Baladins.

No jogo temos recursos limitados como pontos de movimento (MP) e pontos de ação (AP) que serão gastos a cada turno, a princípio teremos que decidir qual a melhor forma de abordagem para usar esses pontos da forma mais sábia, como decidir entre ajudar um NPC, coletar um item ou explorar uma nova área. Tudo que fazemos aqui é crucial para descobrirmos novos enigmas (missões) e até como solucionar outros.

O jogo também possui uma progressão ao estilo Roguelite, embora o mundo resete no final de cada loop, você poderá escolher um item importante para o próximo início. Esses itens podem ser a chave para resolver enigmas que antes pareciam impossíveis de se concluir.
Audiovisual
O visual é um dos pontos mais fortes do jogo. O estilo “Paper-Cut” faz com que os personagens pareçam recortes de papel em um mundo 3D colorido, lembrando muito a estética de Paper Mario. O tom leve faz com que o jogo se torne mais vibrante e engraçado, focando em interações positivas (fazer festas, cozinhar para os outros e resolver conflitos pacificamente).

As cores vibrantes e o tom caricato se encaixam muito bem na temática do jogo, tornando uma experiência bastante descontraída.

A trilha do jogo é simples, mas complementa bem o seu estilo visual de humor descontraído. A música é animada e é inspirada em melodias medievais e de fantasia, o que encaixa bem com a estética do jogo.
Conclusão
Baladins é um jogo perfeito para quem busca um “RPG de mesa sem o estresse das regras complexas”. É uma experiência relaxante, charmosa e focada na narrativa coletiva. Mas com o tempo poderá se tornar maçante, pois o jogo não dá muitos desafios e consequências para as suas escolhas já que não afetam em nada a cada ciclo. Se você gosta de jogos como Monster Prom ou The Yawhg, mas prefere uma pegada mais cooperativa e fantasiosa, este jogo é para você.
Baladins está sendo lançado para PlayStation 4 e 5, Nintendo Switch (versão analisada) e Switch 2. Ele já conta com a versão de PC (Steam) lançada anteriormente. O jogo conta com legendas em japonês, francês e inglês (infelizmente não é traduzido para o nosso idioma).