Análise Arkade: Death Stranding 2 no PC segue tão lindo e impactante quanto no PlayStation

14 de abril de 2026

Lançado originalmente para Playstation 5 no ano passado e dando o que falar com seu visual fantástico e sua geometria, Death Stranding 2: On the Beach finalmente chegou para PCs em uma versão cheia de funcionalidades que podem garantir uma experiência e tanto para os jogadores de PC.

Antes do review da versão de PC em si, vale lembrar que já analisamos o game completo aqui no Arkade em sua versão de PlayStation 5, quando foi lançado em 2025. Por isso, caso queira saber mais detalhes sobre seu enredo ou outras questões envolvendo jogabilidade e narrativa, dá uma conferida no texto do Renan do Prado! Agora sim, vamos ao review da versão de PC!

Continuação que expande a experiência

Mesmo que não entremos em detalhes sobre aspectos propriamente do jogo, vale ressaltar que Death Stranding 2: On the Beach não se trata daquelas continuações “mais do mesmo” que infelizmente surgem na indústria aqui e ali. Na verdade, o “Kojima game” expande consideravelmente a experiência apresentada no jogo de 2019, refinando aspectos da jogabilidade e também aspectos técnicos que já eram surpreendentes no primeiro jogo.

Na continuação nós voltamos a assumir o papel de Sam Porter Bridges, mas agora explorando paisagens mais áridas envolvidas com o cenário australiano, sempre com a missão de reconectar a civilização em um mundo cheio de bizarrices nada genéricas. Com momentos verdadeiramente épicos, Death Stranding 2: On the Beach pode surpreender bastante alguns jogadores, assim como chamou atenção no ano passado até de jogadores que não haviam gostado do primeiro título da franquia.

Antes de tudo, tecnológico

Essa versão de PC ficou a cargo da Nixxes Software, que tem um portfólio muito positivo de ports da PlayStation Studios para PCs, como os incríveis trabalhos executados em Horizon Forbbiden West, Ratchet & Clank Rift Apart e Ghost of Tsushima Director’s Cut. Com Death Stranding 2: On the Beach o resultado não foi diferente, trazendo uma versão estável e repleta de melhorias interessantes.

Um ponto que agrada bastante na versão de PC de Death Stranding 2: On the Beach é a quantidade de suportes a tecnologias variadas que o game apresenta desde o seu lançamento. Temos suporte total às principais tecnologias de upscaling disponíveis atualmente, como o DLSS 4.5, FSR 3.1 e Intel XeSS. Somado a isso, temos também a inclusão do Ray Tracing em reflexos e oclusão de ambiente, mesmo que isso cobre um baita preço do consumo de processamento e memória do seu PC.

Alguns detalhes da customização das configurações chamam a atenção positivamente, como a possibilidade de você já acessar essas configurações antes de abrir o jogo (algo que foi tendência em gerações passadas, mas que hoje é bem raro de se ver). Além disso, a tecnologia de geração de quadros também está disponível, possibilitando até 4x mais quadros por segundo.

“Olha essa geometria!”

Algo que me chamou bastante atenção nos meus testes de Death Stranding 2: On the Beach é o fato de que, mesmo nas configurações mais baixas, o jogo ainda tem uma aparência surpreendente. E olha que, como configuração mínima, o game pede placas de vídeo até antigas, como a GeForcer GTX 1660 ou a RX 5500 XT. O restultado disso é um visual estonteante mesmo em configurações mínimas, com a presença inclusive do selo de verificado para rodar no Steam Deck sem problemas.

A variação de configurações pré setadas vai do “portátil” ao “muito alto”, dando uma ampla gama de personalizações gráficas já pré estabelecidas, facilitando a adequação das configurações para a sua máquina em específico sem precisar ficar mexendo em cada pontinho separadamente. Além disso, outra vantagem que nem todo mundo comenta é o fato das configurações serem aplicadas na hora, sem precisar ficar fechando o game toda hora para isso.

Com tudo isso, podemos afirmar que o desempenho de Death Stranding 2: On the Beach nos PCs é extremamente estável e acessível na medida do que é possível ser acessível para um game desse escopo. Ele conseguir manter uma identidade visual e de performance mais que satisfatória mesmo em configurações gráficas menores é de cair o queixo, conseguindo traduzir o visual fantástico do jogo para a ampla gama de configurações distintas que vemos nos PCs, algo que nem todo port da PlayStation conseguiu fazer.

Para amantes de desafios

Entre as novidades da versão de PC de Death Stranding 2: On the Beach temos o novo nível de dificuldade chamado To the Wilder, que aumenta bastante os riscos quando estiver em conflito contra EPs e inimigos humanos, tornando cada viagem e missão algo precisamente calculado, já que a morte aqui é algo bem mais corriqueiro que nos outros níveis de dificuldade.

Inclusive, esse nível de dificuldade, a partir do momento que for escolhido, não poderá ser alterado pelo jogador naquele save mais. Esse nível de dificuldade vem como uma espécie de convite para uma nova experiência de jogo para quem já experimentou o título anteriormente ou simplesmente ama níveis de dificuldade mais elevados nos jogos em geral.

Um ótimo retorno

Death Stranding 2: On the Beach já havia feito bastante sucesso em seu lançamento para PlayStation 5, mesmo que sem conseguir levar muitos prêmios na época (afinal, a concorrência era Clair Obscure). Mas agora, com o lançamento para PCs, é a oportunidade perfeita para o jogo alcançar o público que só havia acompanhado a experiência por vídeos ou simplesmente não teve a oportunidade de adquirir o título no console da Sony.

Com um desempenho impecável, melhorias na qualidade de vida, aumento da gama de configurações gráficas e um novo nível de dificuldade, a equipe da Nixxes garantiu que esse novo alcance para o “Kojima Game” seja feito da mellhor maneira possível.

Death Stranding 2: On the Beach foi lançado originalmente em 2025 para PlayStation 5 e está disponível para PCs (via Steam) desde 19 de março de 2026.

Gilson Peres

Gilson Peres é Psicólogo, Mestre em Comunicação e aqui no Arkade fala principalmente sobre Realidade Virtual, jogos de PC e novas tecnologias desde 2019.

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