Análise Arkade – Pac-Man World 2: Re-Pac garante diversão para crianças de todas as idades!

Pac-Man World 2 Re-Pac chega como o remake do jogo de plataforma lançado originalmente em 2002, com atualizações que mantêm o apelo do clássico enquanto atualiza muita coisa apresentando elementos modernos.
Desenvolvido pela Bandai Namco, o título consegue agradar quem jogou o jogo original, quem procura um game de plataforma criativo e original e também, crianças, que contam com um game acessível e que oferece bons recursos para os pequenos aproveitarem também.
Para quem busca uma experiência nostálgica com toques contemporâneos, essa versão se mostra uma opção acessível em consoles como Nintendo Switch, PlayStation, Xbox e PC. Por isso, vamos juntos falar um pouco mais deste game, que tem muito potencial de diversão.
O jogo leva Pac-Man e o jogador em uma jornada por Pac-Land para recuperar a Fruta Dourada roubada pelos fantasmas, que acabou liberando o vilão Spooky.
Para resolver o problema, o jogo apresenta 25 fases distribuídas em mundos variados, como florestas, montanhas nevadas, oceanos e vulcões, com mecânicas que incluem corrida, mordidas em fantasmas, os famosos “saltos de bunda” do personagem e rolagens.

Tudo o que o jogo original tinha, em suas mecânicas, continuam por aqui, assim como o primeiro game, dos tempos do PS1, que também recebeu um remake recentemente. E, por si só mostra que o game é um daqueles jogos antigos que seguem divertidos hoje, tal como os remasters dos clássicos jogos de Crash Bandicoot.
Mas é claro que há melhorias em Pac-Man World 2 Re-Pac, como a adição de uma sombra que faz controlar os saltos, ou recursos de acessibilidade, que ajudam as crianças a jogarem de forma mais fácil o game.

O jogo acaba ganhando um gameplay mais fluído, mantendo elementos básicos do jogo, que incentivam além do “passar a fase”, também a caça a colecionáveis como frutas e itens escondidos, com a vantagem de jogarmos com câmeras mais modernas, uma das maiores melhorias deste tipo de projeto.
Nos visuais, o game usa recursos atuais para garantir não só um mundo colorido, como também cenários mais detalhados, com efeitos de luz e sombras que dão profundidade aos ambientes.

Desavisados nem se darão conta de que se trata de um remake, pois o resultado visual lembra muito um outro jogo de PS2 que recebeu um remake anos atrás: aquele jogo do Bob Esponja, o Battle of the Bikini Bottom, que também não aparenta ser um jogo antigo, de tão caprichado que foi o trabalho de remake.
Assim, comparado à versão de 2002, o resultado é uma aparência mais polida, com hubs ensolarados e cenários temáticos e divertidos que mantêm a essência colorida da franquia.

O áudio também é bem feito, com uma trilha sonora rearranjada e efeitos divertidos, que deixam o jogo completamente indicado para crianças. Mesmo sem dublagem em português, as legendas são grandes e cumprem bem o seu papel.
E, ainda falando em jogar com os pequenos, que é o público que realmente eu recomendaria o game, se tivesse essa capacidade, trago o coop local para dois jogadores, com um drone fazendo quase que o mesmo que Tails fazia em Sonic 2, e o Modo Fada, que não se trata apenas de um “easy mode”, mas que garante vidas infinitas, energia infinita e simplifica plataformas, para as crianças se divertirem e para quem só quer lazer sem grandes dificuldades ignorarem os maiores desafios.

Meu sobrinho, de seis anos, jogou bastante o game. E ele só pedia ajuda nos puzzles de labirinto, o que é normal na idade dele. Mas com o Modo Fada, ele conseguia passar pelas fases e enfrentar os chefes (que aqui estão com mecânicas inteligentes, mas são bem mais complexos do que se esperaria em jogos assim), com a dificuldade que lhe cabe, mas adorando o game. E que me convenceu que os pequenos receberam atenção especial no projeto.
Mas mesmo os adultos nostálgicos podem aproveitar o jogo, com o conteúdo original, fases remixadas em uma campanha extra, trials se tempo e muita coleta. Uma vila também oferece conteúdo, e garante boa diversão dentro do contexto destes jogos de aventura de Pac-Man.

Obviamente, um jogo como este não deve ser encarado como um “jogo do ano”, e sim como um jogo honesto e decente. Suas mecânicas, apesar de serem mais complexas em comparação a outros jogos do gênero, tem uma curva de aprendizado honesta o suficiente para uma criança pequena se desenvolver no jogo, mesmo no Modo Fada.
E o remaster, apesar de bem feito, também não é o melhor de todos os tempos. O que mostra limitações tanto visuais, quando no gameplay. Mas como sempre digo, o que um jogo tem que ter, antes de tudo, é um bom fator de diversão. E isso o jogo entrega muito bem.
No fim, o game tem como público alvo dois perfis bem definidos: nostálgicos, que jogaram o original e querem reviver a experiência melhorada, e famílias, que podem dividir com as crianças uma aventura mais simples, que mesmo com mais mecânicas do que o normal em jogos assim, ainda é mais simples do que os games dos nossos tempos.
Pac-Man World 2 Re-Pac já está disponível para Nintendo Switch, consoles PlayStation, consoles Xbox e PC.