Ir para o conteúdo

Billie Joe Armstrong, Travis Barker, Tim Armstrong e CJ Ramone tocam juntos em celebração ao legado dos Ramones

Billie Joe Armstrong, Travis Barker, Tim Armstrong e CJ Ramone formam o Cretin Family em tributo aos 50 anos do primeiro álbum dos Ramones.

Junior Candido
Billie Joe Armstrong, Travis Barker, Tim Armstrong e CJ Ramone tocam juntos em celebração ao legado dos Ramones

Billie Joe Armstrong, Travis Barker, Tim Armstrong e CJ Ramone estrearam neste domingo (30) o supergrupo Cretin Family no tributo oficial aos 50 anos do disco de estreia dos Ramones. O show aconteceu no cemitério Hollywood Forever, em Los Angeles — o mesmo lugar onde Johnny Ramone está sepultado.

A formação, conforme o Blabbermouth, tocou cerca de 20 músicas em menos de uma hora, no mesmo ritmo curto e direto que a banda de Queens inventou em 1976. Foi a primeira vez que o quarteto subiu ao palco juntos. Também foi a primeira vez que Billie Joe tocou com Travis Barker, segundo o próprio vocalista do Green Day falou no meio do set.

John Travolta apresentou a banda. O ator apresentou o tributo e ainda exibiu, depois do show, a estreia como diretor de Propeller One-Way Night Coach, ao lado da sessão de 50 anos de Carrie (1976), filme em que ele aparece. A arrecadação foi para a pesquisa de câncer do médico David Agus no Ellison Institute, uma vez que o próprio Johnny morreu de câncer de próstata em 2004, aos 55 anos.

A música veio através de Tim Armstrong (Rancid) e Billie Joe nas guitarras e vocais, Travis Barker na bateria e CJ Ramone no baixo — o baixista que entrou na banda em 1989 no lugar de Dee Dee Ramone e ficou até o fim, em 1996.

Publicidade

Também houve espaço para convidados. Fred Armisen cantou Danny Says. As Linda Lindas entraram em California Sun e I Wanna Be Sedated. Billy Idol fechou a noite com Beat on the Brat, Ready Steady Go (do Generation X) e Blitzkrieg Bop. Jason Freese, músico de turnê do Green Day, tocou sax em Do You Remember Rock ‘n’ Roll Radio?.

Idol resumiu a importância da banda de um jeito bem direto, como a própria banda, segundo a Rolling Stone: depois de ouvir os Ramones no Roundhouse, em Londres, em 1976, todo mundo acelerou o próprio som. “Foi foda.”

Billie Joe, no palco, destacou duas coisas ao mesmo tempo: tocar com Barker pela primeira vez e subir com “um Ramone de verdade”.

O show abriu no padrão clássico da banda, com o instrumental Durango 95 e em seguida Rockaway Beach. Vieram Cretin Hop, Teenage Lobotomy, Do You Wanna Dance? (tocada duas vezes), Gimme Gimme Shock Treatment, The Crusher e R.A.M.O.N.E.S. — esta última, vale citar, não é dos Ramones: é a faixa que o Motörhead escreveu em homenagem a eles, mas que foi muito bem vindo nesta homenagem.

Depois teve: Danny Says, Sheena Is a Punk Rocker, Do You Remember Rock ‘n’ Roll Radio?, California Sun, I Wanna Be Sedated, Commando, Havana Affair, Oh Oh I Love Her So, Surfin’ Bird, Beat on the Brat, Ready Steady Go e Blitzkrieg Bop.

Houve até um pinhead com placa de Gabba Gabba Hey no palco, citação direta a Rock ‘n’ Roll High School. O público, segundo quem estava lá, ia de criança no ombro do pai a gente que viu a banda ainda nos anos 70. O nome Cretin Family, inclusive, vem de Cretin Hop, faixa de Rocket to Russia (1977), sendo mais uma homenagem direta.

Publicidade

O tributo marca 50 anos de Ramones, o LP de estreia lançado em 1976 com Joey, Johnny, Dee Dee e Tommy Ramone. A Rolling Stone colocou o álbum no topo da lista dos maiores discos de punk neste ano e resumiu o impacto assim: o punk começou em 1976 em Nova York, quando quatro caras de Queens inventaram uma espécie de “bubblegum blitzkrieg”.

Aproveite que está aqui e siga o Arkade no 

O RG35XXSP tem cara de Game Boy SP, mas roda uma infinidade de jogos clássicos. Garanta o seu no AliExpress!

Aproveite Assassin’s Creed Black Flag Resynced com desconto e frete Prime na Amazon.

Ganhamos uma pequena comissão nos links compartilhados em nossos posts. Você não gastará nada mais com isso e ainda apoiará o jornalismo independente de games e cultura.

Próxima matéria Roger Glover explica por que nunca se cansa de tocar Smoke on the Water com o Deep Purple Música Roger Glover explica por que nunca se cansa de tocar Smoke on the Water com o Deep Purple Roger Glover explica por que ainda gosta de tocar Smoke on the Water e como a reação da plateia renova o clássico do Deep Purple.
Junior Candido

Conto a história dos videogames e da velocidade de ontem e de hoje por aqui! Siga-me em instagram.com/juniorcandido ou x.com/junior_candido

Mais matérias de Junior Candido

Buscar no Arkade