Compositor dos clássicos Banjo-Kazooie topa voltar a trabalhar em novos jogos da série: “me chama!”
Grant Kirkhope diz que está pronto para compor um novo Banjo-Kazooie, enquanto propostas à Microsoft e à Rare seguem sem aprovação.
Grant Kirkhope topa voltar, na hora, a trabalhar com Banjo-Kazooie. O compositor da trilha original foi direto: se sair um jogo novo da série, “me chama”. A frase saiu numa entrevista ao podcast da FRVR, publicada em 1º de setembro de 2026.
O detalhe que mais chama atenção, conforme apontado pelo Time Extension, não é só a disposição dele. Kirkhope afirmou que conhece cerca de três empresas que já levaram propostas concretas à Microsoft ou à Rare para fazer outro Banjo-Kazooie. Pelo que ele sabe, nenhuma passou.
A última aventura inédita continua sendo Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts, de 2008. O que nos leva à 18 anos sem um jogo novo da dupla urso e pássaro.
De “zero chance” para “uma chance pequena”
Durante anos Kirkhope repetia que não havia chance nenhuma de um novo Banjo. Agora o tom mudou.
“Eu sempre dizia que a chance de outro Banjo-Kazooie era zero. Agora sinto que existe uma chance pequena”, afirmou. “Saí do ‘de jeito nenhum’ para o ‘máximo que consigo ir com isso’.”
Ele não se classifica como exigente. Disse que muitos tipos de jogo o atraem e que não é elitista na hora de escolher para quem compõe. Ainda assim, o nome da série que o consagrou no Nintendo 64 segue no radar.
Além da música de Banjo-Kazooie (1998) e Banjo-Tooie (2000), Kirkhope fez a trilha de GoldenEye 007, Donkey Kong 64, Perfect Dark e Viva Piñata. Também deu voz a personagens como Mumbo Jumbo, os Jinjos e Jamjars.
A Rare não consegue fazer algo sozinha, hoje
Na visão do compositor, a Rare não tocaria o projeto internamente, pois estúdio está ocupado demais. E o humor da série, segundo ele, é bem britânico. Então se alguém pegar a IP, precisa entender isso.
Kirkhope também descreveu um padrão antigo da empresa: recusar quase tudo. Já viu gente apresentar ideia de desenho animado e outras propostas e a resposta costumava ser não.
Isso pode estar mudando. Ele citou a saída de Craig Duncan e falou dos dois atuais responsáveis pelo estúdio. A impressão dele é que a porta ficou um pouco mais aberta, pelo menos para conversa.
Do lado da Microsoft, Kirkhope apontou Asha Sharma e a pressão por jogos. A leitura dele é simples: a empresa precisa usar as IPs que já tem. “Quem achou que era boa ideia deixar isso parado?”, brincou, no tom da entrevista.
Quem poderia assumir Banjo-Kazooie?
Kirkhope citou a Day 4 Night Studios como um time que faria sentido para continuar a série de aventura. O estúdio, formado por gente de Mario + Rabbids (incluindo Davide Soliani), trabalha em Bradley the Badger, plataforma 3D em que o próprio Kirkhope já fez música.
Além deles, a Toys for Bob, responsável pelo remake de Spyro, também já disse que topava mexer em Banjo se a Xbox liberasse. Mas nada disso vira jogo sem a Rare ceder a marca, e até agora a empresa não cedeu.
Como manter a série viva, hoje
Enquanto um Banjo-Threeie não sai, a série não sumiu de vez. Além da óbvia emulação, Banjo-Kazooie e Banjo-Tooie estão no Nintendo Switch Online. Banjo entrou em Super Smash Bros. Ultimate. Além disso, a franquia ganhou vinil, merchandising e port recente no Evercade.
Na comunidade da Xbox, a paixão pela dupla também é intensa. Em maio de 2026, o Xbox Player Voice mostrou Banjo-Kazooie como a franquia mais pedida para voltar. O tópico ficou por volta da 51ª posição geral, com mais de 700 votos.
Se a Microsoft e a Rare resolverem escutar, a fila já tem gente. O compositor original, pelo menos, já se candidatou.
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