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Lucro da CD Projekt sobe 37% no semestre e licenciamento de IP dispara quase 10 vezes

Junior Candido
Lucro da CD Projekt sobe 37% no semestre e licenciamento de IP dispara quase 10 vezes

A CD Projekt RED fechou o primeiro semestre de 2026 com 249 milhões de zlotys (quase R$ 340 milhões) de lucro líquido, uma alta de 37% na comparação anual, e bateu as projeções do mercado. A receita chegou a crescer 23%. No mesmo comunicado, o estúdio confirmou que o remaster de The Witcher 3: Wild Hunt chega em 29 de setembro.

O segundo trimestre pesou bastante no resultado. Só no período de abril a junho o lucro líquido ficou em 142,9 milhões de zlotys, bem acima dos 99,3 milhões que o consenso de analistas esperava. A margem líquida do semestre inteiro foi de 57,2%.

O que mais chama atenção nos números, e pouco aparece nas manchetes rápidas, é o salto no licenciamento. A receita com IP de terceiros foi de 9,4 milhões de zlotys no primeiro semestre de 2025 para 94,8 milhões neste ano. Quase dez vezes mais. O CFO Piotr Nielubowicz explicou esta situação: essa fatia está virando cada vez mais relevante e mostra o tamanho que as marcas já têm fora do jogo em si.

The Witcher 3: Wild Hunt passou de 65 milhões de cópias vendidas e a série inteira do bruxo já ultrapassa 90 milhões. Cyberpunk 2077, agora já perdoado pela comunidade e bastante jogado até hoje, cruzou as 40 milhões de unidades vendidas. O DLC Phantom Liberty, em menos de três anos, chegou a 15 milhões.

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O estúdio está tratando os dois universos como franquias de longo prazo, não como um jogo a ser lançado e esquecido. Na gamescom, a CD Projekt RED mostrou pela primeira vez o gameplay de The Witcher 3: Songs of the Past, o terceiro DLC do jogo, feito em parceria com a Fool’s Theory. Geralt volta à sua jornada uma última vez antes de Ciri assumir o protagonismo em The Witcher 4. E em um dia, a DLC entrou na wishlist de 500 mil pessoas. Agora já passa de 900 mil. Os três principais materiais de divulgação juntos somam 26 milhões de reproduções.

Songs of the Past fica para 2027. The Witcher 4 está em andamento para chegar no ano de 2028. E, no meio do caminho, o remaster de The Witcher 3 estreia em 29 de setembro no PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e, pela primeira vez, em versão nativa para Nintendo Switch 2. Quem já tem o jogo-base vai poder adquirir uma cópia de graça. E o remaster vem com Hearts of Stone e Blood and Wine inclusos. Além disso, também foi apresentada uma parceria com a Blizzard: o remaster e a DLC vão para o Battle.net.

A CD Projekt quer, de 2026 até a estreia do quarto jogo, ter um lançamento grande do universo Witcher por ano.

Do lado de Night City, a mesma lógica. Além das vendas contínuas e da edição para PS5 Pro, Cyberpunk: Edgerunners 2 estreia na Netflix em 20 de outubro, de novo com o estúdio TRIGGER. O card game de Cyberpunk virou o projeto de jogo mais financiado da história do Kickstarter, com mais de US$ 28 milhões e a cidade também apareceu em Wuthering Waves e Apex Legends.

Michał Nowakowski, co-CEO, resumiu: a base de vendas permite planejar o universo em vários anos, em vez de apostar tudo numa única data. No Cyberpunk, o ciclo de vida do jogo — como novas plataformas, suporte constante e licenciamento — é o que sustenta o faturamento quase seis anos depois do lançamento.

Para quem acompanha o estúdio, o semestre não traz só um balanço positivo. Ele também mostra o modelo que a empresa quer repetir daqui pra frente: um catálogo que continua vendendo, mesmo anos após o lançamento original, IPs que geram mais dinheiro fora do videogame e um calendário de Witcher com novidades até 2028.

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The Witcher 4

Ficha do jogo
Plataformas
PlayStation, Xbox, PC
Junior Candido

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