M6 e M5: os gamepads deslizantes da abxylute entram no Kickstarter querendo trazer experiência de console para o gameplay móvel
A abxylute lançou no Kickstarter os gamepads móveis M6 e M5, com controles deslizantes, conexão USB-C e recursos de console.
A abxylute abriu no Kickstarter a campanha dos controles móveis M6 e M5, dois gamepads deslizantes que encaixam o celular no meio e tentam aproximar o comando de celular do que já se espera de um controle de console. Quem entrar cedo paga US$ 65 no M6 (preço sugerido de US$ 89,99) e US$ 59 no M5 (sugerido de US$ 84,99). Fora da janela de early bird, os valores sobem para US$ 69 e US$ 65.
Os dois usam o mesmo desenho de trilho que abre para os lados e segura o telefone com um encaixe magnético. A diferença está no que cada um entrega. O M6 fica com Bluetooth 5.3 ou cabo USB-C, analógicos capacitivos (a marca diz que isso elimina o drift), curso de 20° nos sticks, gatilhos lineares com modo hair trigger, vibração em quatro níveis no eixo Z, giroscópio de seis eixos e bateria de 500 mAh para até 10 horas. O M5 abre mão do sem fio e da bateria: só USB-C, perfil fino de 8,5 mm na parte mais estreita e foco em caber no bolso.
A origem do projeto não começou dentro da empresa. Jinjiang, de Guiyang, na China, montava controles por conta própria depois de se cansar de gamepads finos demais e mal acabados. Ele aprendeu eletrônica, desenho de produto e modelagem 3D com a bagagem de engenharia da família, publicou o processo e passou de 3 milhões de visualizações nos vídeos. O time da abxylute, fundada em 2022, viu o material, alinhou a ideia do trilho deslizante com o suporte magnético e fechou a parceria que virou essa campanha.
Nos dois modelos dá para alternar entre modo Xinput (jogos de Android, nuvem e remote play), modo NS (esquema parecido com o do Nintendo Switch) e modo PS (layout de PlayStation, útil também no iPhone). O M6 ainda traz um botão Z na face, que sai de fábrica como L3 e pode ser remapeado para R3 ou para qualquer outro comando. O mesmo botão grava macros de vários passos. Os analógicos do M5 são mais baixos, no estilo deslizante, e trazem clique de LS e RS. Os gatilhos dele são de switch tátil, e a vibração fica por conta de um motor linear no eixo Z.
Quem quiser sessão mais longa pode usar o grip magnético opcional, que vem junto. O ajuste fino passa pelo app abxy, gratuito para iOS e Android: sensibilidade dos analógicos, curso do gatilho, deadzone, brilho e uma lista de jogos compatíveis para abrir remote play, emulador, nuvem ou título já comprado. No M6, o mapeamento de toque na tela está no firmware. O jogador arrasta o botão virtual para um comando físico, e a comunidade pode publicar e baixar perfis.
A página de pré-lançamento já tinha quase 2 mil seguidores quando a campanha foi ao ar, com cerca de 40 dias pela frente. Quem apoiou desde o começo pode pegar o M5 Founder’s Edition em verde translúcido, com o selo do canto inferior esquerdo personalizado com duas letras ou com a marca ABYX.
Donald Zhang, CEO da abxylute, resumiu a proposta assim: os controles móveis costumavam obrigar o jogador a escolher entre algo portátil e um formato grande, de console, que briga com a ideia de jogar no celular. O M5 empurra portabilidade e conexão direta; o M6 devolve recursos de controle grande sem abandonar o trilho deslizante.
A página da campanha dos abxylute M6 e M5 Mobile Controllers está no ar no Kickstarter.
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