Melhores do Ano Arkade 2025: Donkey Kong Bananza

Depois de mais de 10 anos longe dos holofotes (e do protagonismo de um jogo que carrega seu nome), o gorila mais amado do mundo dos games chegou quebrando tudo em 2025! Donkey Kong Bananza foi uma grata surpresa e mereceu um lugarzinho entre os nossos Melhores do Ano!
Produzido pela mesma equipe responsável pelo consagrado Super Mario Odyssey, Donkey Kong Bananza é, antes de tudo, um ode à destruição maciça e à força imparável do seu protagonista. Mas, o jogo é inteligente o suficiente para embalar toda essa potência em uma história singela, que coloca Donkey Kong em uma jornada inesperadamente sensível ao lado de uma Pauline ainda criança.

Em Donkey Kong Bananza, nossa missão não é salvar o mundo nem derrotar um grande vilão cósmico, mas ajudar uma jovem tímida a reencontrar a coragem de cantar em público — e encontrar todas as bananas possíveis. É uma premissa bonitinha, que funciona justamente por contrastar com a brutalidade do gameplay.
E brutalidade e destruição são as palavras-chave aqui: em Donkey Kong Bananza, praticamente todo o cenário é destrutível, e essa ideia não é um detalhe técnico ou um mero chamariz de marketing: é o coração da experiência. Tudo gira em torno de dar socos e pancadas em diferentes direções, para escavar, quebrar e remodelar o ambiente, encontrar segredos e avançar. A progressão acontece literalmente na base da porrada, e vamos abrindo nossos próprios caminhos (no murro) enquanto avançamos.

Destruir coisas em Donkey Kong Bananza é genuinamente satisfatório, e o jogo entende isso muito bem. Antes de ser um plataforma/collectathon 3D, ele é um jogo sobre impacto, peso e sensação física. Cada pancada transmite força, cada superfície quebrada reforça a selvageria do personagem. As transformações, que podem deixar o gorila ainda mais poderoso ou lhe conceder novas habilidades temporárias, ampliam ainda mais essa sensação de domínio do jogador sobre o ambiente, tornando a destruição não apenas divertida, mas necessária para o progresso.
Isso cria um desafio de game design bastante particular. Quando o jogador pode cavar em qualquer direção, como deixar claro qual é o caminho certo? Como guiar a exploração? Como distribuir colecionáveis de forma que eles não se tornem aleatórios ou cansativos? A resposta está na expertise da Nintendo, que, mesmo com cenários amplamente destrutíveis e uma liberdade quase total de “como ir” e “para onde ir”, consegue manter a experiência aditiva e focada, graças a um level design inteligente e um sistema de progressão vertical que vai descortinando novos “andares” do mundo conforme escavamos.

O mais impressionante é que, mesmo reutilizando algumas ideias e estruturas que remetem a Super Mario Odyssey, Bananza nunca parece derivativo ou escasso de ideias. Muito pelo contrário: ele apresenta uma visão ambiciosa e muito clara do que Donkey Kong pode ser dentro da Nintendo moderna. É um jogo que respeita o passado do personagem, mas não tem medo de reinventá-lo, apostando em mecânicas próprias, identidade forte e um foco muito bem definido.
Somando tudo isso a um trabalho técnico e audiovisual impecável, com personagens carismáticos, músicas grudentas e ambientes deliciosamente destrutíveis, não tem como negar: Donkey Kong Bananza é mais um acerto da Nintendo, uma ótima adesão à biblioteca do Nintendo Switch 2 e um dos Melhores Jogos do Ano!
Relembre nossa análise completa de Donkey Kong Bananza.