NASA anuncia que Acordos Artemis chega a 76 países com adesão de Albânia, Croácia, Costa do Marfim e San Marino
A NASA anuncia que os Acordos Artemis chegaram a 76 países e detalha os próximos passos da cooperação internacional na exploração lunar.
Os Acordos Artemis agora reúnem 76 países, depois que a NASA confirmou a entrada de Albânia, Croácia, Costa do Marfim e San Marino. O grupo representa quase 40% das nações do mundo e já tem a assinatura de quase dois terços dos países que fazem parte do Tratado do Espaço Exterior de 1967, que serviu de base para o direito espacial moderno.
O que dizem a NASA e o administrador Jared Isaacman
Para o administrador da agência, Jared Isaacman, o ritmo de adesões mostra um compromisso crescente com uma exploração pacífica e responsável, e com a ideia de que o futuro no espaço será definido por quem se dispõe a liderar. Ele ainda destacou que quase um terço dos signatários entrou desde o início do segundo mandato do presidente Donald Trump, e que o presidente orientou a NASA a levar os americanos de volta à superfície lunar e a preparar o terreno para Marte.
Uma das expansões mais rápidas da cooperação espacial civil
Segundo a NASA, esse aumento recente está entre os mais rápidos da história da cooperação internacional em atividades espaciais civis. Vale lembrar de onde tudo partiu: em 2020, os Estados Unidos, por meio da NASA e do Departamento de Estado, lançaram o documento ao lado de outras sete nações, com a proposta de orientar o interesse global crescente pela Lua. Ali nasceu o primeiro conjunto de princípios práticos para dar mais segurança e coordenação à exploração da Lua, de Marte e de destinos além.
Quem assina se compromete a:
- explorar o espaço de forma pacífica e transparente;
- prestar auxílio a quem precisar;
- garantir acesso a dados científicos;
- evitar que suas atividades interfiram nas de outros países;
- preservar sítios e artefatos de valor histórico, desenvolvendo boas práticas para isso.
Como o grupo funciona hoje
O que começou como uma coalizão informal de poucos países virou uma comunidade estruturada, organizada desde 2024 pelo Signatories Group Method of Operations, um método de operação do grupo de signatários. Pelas regras, os países se encontram duas vezes por ano: uma em um workshop técnico e outra na Reunião de Principais, que acontece durante o Congresso Internacional de Astronáutica (IAC). Sessões virtuais completam o calendário e ajudam a colocar os combinados em prática.
Esse formato já rendeu recomendações acordadas sobre não interferência, interoperabilidade, compartilhamento de dados científicos e práticas de registro de objetos espaciais.
O que foi discutido nos workshops de 2026
Dois workshops neste ano reforçaram o alinhamento técnico entre os países. Os signatários revisaram seus planos de pousos lunares e missões em órbita e participaram de sessões práticas sobre ciência aberta e ferramentas para compartilhar dados da Lua. Especialistas de dezenas de países trabalharam com exemplos reais de como deixar as informações das missões mais fáceis de encontrar, usar e distribuir, o que inclui a divulgação de dados científicos lunares e a adoção de padrões comuns que reduzem a chance de interferência entre missões.
Próximo passo: reunião em Antalya, na Turquia
A Reunião de Principais deste ano será durante o IAC, em Antalya, Turquia, a partir de segunda-feira, 5 de outubro. A copresidência ficará com o vice-administrador da NASA, Matt Anderson, e com o major-general Roberto Melgar Sheen, diretor da Agência Espacial Peruana (Conida). Na pauta, formas de apoiar países que estão começando no setor espacial e a divulgação das recomendações para reduzir detritos na órbita lunar.
Moon Base e o convite aos signatários
A NASA também diz estar aplicando os princípios dos acordos na prática. Com a criação da Moon Base, a agência convidou todos os signatários a participar da volta à Lua com cargas científicas, demonstrações de tecnologia, CubeSats e outras capacidades. A expectativa é que mais países assinem nos próximos meses e anos.
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