O Forza Horizon original está ganhando uma versão nativa para o Windows, e já tem build jogável para quem quiser testar

27 de agosto de 2026

O Pinyon Shift saiu da fase de preview interno e chegou à versão 0.1.0, sendo a primeira prévia pública jogável de uma recompilação nativa do Forza Horizon de Xbox 360 no Windows. O repositório no GitHub, mantido por arcanite24, foi atualizado em 27 de agosto de 2026 e, assim como projetos que tem aparecido com jogos do PlayStation, não é um remaster e sim um patch que necessita do jogo original para funcionar.

O projeto descreve o estado atual de forma realista: ainda inicial, por isso irregular mas, mesmo assim, jogável. O festival de velocidade no Colorado da Playground Games, lançado em 23 de outubro de 2012 com apoio da Turn 10 Studios, volta a aparecer como um game de PC, com esforços da comunidade.

O que o Pinyon Shift faz de fato com o Forza Horizon

O repositório entrega o launcher, as ferramentas de build, o código hospedeiro, a configuração e os patches. Ele não inclui o jogo, os assets, o código traduzido nem um .exe pré-compilado do título. A ISO fica a cargo do jogador, enquanto o launcher confere a imagem, baixa as ferramentas e o código pinado do ReXGlue, extrai o disco, gera a tradução localmente e compila o executável no próprio PC.

O projeto, em sua fase inicial só funciona com o disco de varejo dos EUA, serial MS-2505, title ID 4D5309C9. Imagens de outra região, dumps mal feitas ou ISO modificadas são recusadas na verificação. E diferente de outros projetos, este é um pouco mais exigente, obrigando o uso de Windows 10 ou 11 em x64 e uma GPU com DirectX 12. A primeira compilação leva de 20 a 60 minutos e pede cerca de 25 GB livres.

A “não-emulação” que faz diferença

A diferença em relação ao Xenia importa, uma vez que o emulador clássico traduz o PowerPC do 360 em tempo real, com JIT. O ReXGlue, kit usado pelo Pinyon Shift e atualizado aqui da 0.9.0 para a 0.10.0, lê o XEX, gera C++ à frente do tempo e deixa o compilador nativo fazer o resto. Depois do patch, o jogo começa a rodar como um programa do Windows.

E também é preciso lembrar que o projeto tem apenas o fim de tornar o game jogável no Windows, e não em uma versão “definitiva” do Festival Horizon. O autor deixa explícito que a prévia pública não tem intenção de trabalhar na iniciativa como um remaster.

O que já dá para aproveitar no PC

A interface gráfica cuida do fluxo inteiro: conferir o disco, instalar o toolchain do Windows se faltar, extrair, gerar e compilar. A permissão de administrador só aparece se o Visual Studio Build Tools precisar ser instalado. O launcher ainda não é assinado digitalmente, então o SmartScreen pode “apitar”, mas é seguro. O projeto pede para baixar só o PinyonShift-Launcher.zip da página de Releases e conferir o SHA-256 publicado.

Na versão 0.1.0 já existem controles para experimentos gráficos como a escala de resolução 2x, filtro anisotrópico e escolha de pós-processamento. O motion blur em volta do carro do jogador voltou depois de um conserto nas previews. O menu no estilo Xbox aceita Espaço ou clique esquerdo.

A preview também adicionou mapeamento nativo do 8BitDo Ultimate 2C Wired em DirectInput. A ISO abre só para leitura. Se o setup falhar no meio, dá para rodar de novo: downloads e extração já conferidos são reaproveitados.

O primeiro Forza Horizon saiu doa loja digital do Xbox em 2016 e ficou preso ao 360, à retrocompatibilidade do Xbox (se o jogador tiver garantido o game no passado) e ao Xenia. Uma recompilação estática com launcher próprio muda tudo, já que mesmo em uma versão ainda inicial, é possivel, enfim, curtir a velocidade de Forza Horizon em um PC de forma nativa. E aguardar o avanço do projeto, com ainda mais melhorias.

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Junior Candido

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