O MacBook Neo da Apple surpreende ao rodar jogos com desempenho razoável, mas com óbvias limitações

16 de março de 2026
Imagem: Andrew Tsai

O MacBook Neo da Apple entrega desempenho em jogos que vai além do esperado para um notebook de US$ 599, e também dentro do ecossistema dos Macs. Ele lida bem com títulos nativos do macOS e até com produções AAA em configurações baixas, graças ao processador A18 Pro – o mesmo chip do iPhone 16 Pro e iPhone 16 Pro Max.

A limitação clara aparece na memória RAM de apenas 8 GB, que atrapalha principalmente na hora de rodar jogos mais pesados.

Como mostrado pelo Notebook Check, a escolha do A18 Pro ajudou a Apple a manter o preço baixo (dentro dos padrões Apple), sem abrir mão de poder para tarefas do dia a dia e jogos leves. Testes independentes mostram resultados práticos em 1080p e 720p com upscaling via MetalFX.

No Brasil, o notebook custa R$ 7.299, bem mais caro que um Acer Nitro V15, que custa R$ 5.699 na Amazon, e o Steam Deck OLED com 512GB, que está sendo vendido por R$ 5.300. Mas bem mais barato que o MacBook Air, cuja versão mais barata sai por R$ 13.999 no site oficial da Apple.

Segundo o criador de conteúdo Andrew Tsai, o MacBook Neo mantém Cyberpunk 2077 acima de 40 FPS em 720p com ajustes mínimos (upscaled de 360p). Já Control chega perto de 50 FPS em 1080p/low (upscaled de 540p). Resident Evil 2 Remake fica próximo dos 60 FPS em 1080p com gráficos padrão e upscaling de 540p. Jogos menos pesados, como Minecraft, entram facilmente na faixa de altos quadros por segundo.

O ponto de atenção fica na RAM de 8 GB. Ela vira gargalo quando o notebook precisa rodar emuladores ou softwares como CrossOver, que permite executar aplicativos Windows no macOS. Nesses casos, o desempenho cai bastante.

Elden Ring, por exemplo, fica na média de 20 e poucos FPS em 450p/low via CrossOver, com travamentos perceptíveis. O mesmo não acontece com Dark Souls Remastered, que roda estável em 60 FPS com poucos engasgos. Na emulação do Nintendo Switch, jogos mais pesados como The Legend of Zelda: Breath of the Wild apresentam variações de frames. Títulos mais leves do console tendem a se sair melhor.

No geral, o MacBook Neo funciona como opção acessível para uso diário e jogos casuais, como os da Apple Arcade, que geralmente não exigem tanto do computador e rodam até em Macs mais antigos.

Títulos otimizados nativos do macOS rodam com limitações, mas são os que entregam a experiência mais fluida. Já emulações de Windows ou Nintendo Switch dependem muito do jogo específico e exigem ajustes para evitar limitações da memória.

O que nos leva a conclusão, de acordo com os testes, que o MacBook Neo, embora não seja um produto vendido como algo para jogos, até que entrega um desempenho interessante para quem quer um produto no ecossistema da Apple, mas não quer (ou não precisa) um dispositivo mais caro.

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Junior Candido

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