Os onze jogadores reais que inspiraram a Seleção Brasileira de International Superstar Soccer

6 de julho de 2025

International Superstar Soccer chegou em um tempo especial para nós brasileiros, pois além do embalo que o futebol mundial ganhou com a Copa do Mundo de 1994, fomos nós os campeões daquele torneio.

E como o jogo da Konami chegou na hora certa, nós fomos marcados por uma seleção brasileira especial. Em tempos no qual os times dos games de futebol não possuíam os direitos para colocar os nomes reais dos jogadores, atletas “lendários”, como Gomez, Paco, Beranco e, principalmente, Allejo, marcaram toda uma geração, com uma seleção especial.

Assim, vamos juntos, com as informações levantadas pelo NeoSeeker, conferir um a um, os jogadores reais que inspiraram a lendária seleção brasileira de International Superstar Soccer.

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Veja também:

1 – Da Silva / Taffarel

Cláudio Taffarel, o goleiro do tetra, teve um papel importante na conquista da Copa do Mundo de 1994. Titular absoluto, ele participou de todos os jogos do torneio, destacando-se pela segurança e defesas importantes, especialmente na final contra a Itália.

Na decisão por pênaltis, Taffarel foi decisivo ao defender a cobrança de Daniele Massaro, ajudando na vitória por 3×2 nos penais. Sua atuação na competição consolidou sua reputação como um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro.

6 – Ferreira / Leonardo

Leonardo, um dos grandes laterais-esquerdos da história do futebol brasileiro, teve uma carreira marcante na seleção, sendo um dos convocados para a Copa, após ser um dos destaques do São Paulo de Telê Santana, o time bicampeão mundial.

Convocado para sua primeira Copa, ele foi titular na campanha do tetracampeonato, mostrando versatilidade, habilidade e apoio ofensivo pelo lado esquerdo.

Apesar de uma expulsão na partida contra os Estados Unidos nas oitavas de final, que o tirou do restante do torneio, sua contribuição nas fases iniciais foi fundamental para a solidez da equipe de Carlos Alberto Parreira. Mesmo sem terminar o torneio, ele deu sua contribuição.

Leonardo não era o 6 dessa seleção, mas sim o 16. O dono da camisa 6 era o Branco, que também ficou marcado neste torneio, pois ao substituir o jogador, expulso do restante da Copa, marcou o famoso gol salvador contra a Holanda nas quartas e fez o seu gol de pênalti na disputa contra a Itália.

4 – Vincento / Márcio Santos

Márcio Santos, zagueiro brasileiro, também teve uma passagem marcante pela seleção brasileira, sendo peça fundamental na conquista do tetracampeonato.

Titular ao lado de Aldair na defesa, ele se destacou pela solidez, força física e precisão nas bolas aéreas, contribuindo para a consistência do sistema defensivo do Brasil.

Márcio jogou cinco partidas no torneio, incluindo a final contra a Itália, onde quase marcou na prorrogação, mas teve um pênalti desperdiçado na decisão por cobranças.

Márcio jogou o torneio com a camisa 15, já que a 4 era de Ronaldão, outro zagueiro que estava no grupo campeão.

3 – Paco / Ricardo Rocha

Ricardo Rocha foi outro zagueiro que marcou seu nome entre os campeões com a amarelinha. Convocado como um dos melhores defensores do país, ele deu sua contribuição, mesmo que pequena, durante o campeonato.

Ele era o titular absoluto e dono da 3, mas jogou apenas na estreia, contra a Rússia, quando se machucou e passou o resto da Copa de fora, dando lugar a Aldair. Mas ao menos esteve no banco na final contra a Itália e comemorou o tetra com seus companheiros.

Ricardo Rocha, com sua trajetória em clubes como São Paulo e Vasco, trouxe segurança à zaga brasileira nos jogos que participou, contribuindo para o sucesso da equipe comandada por Carlos Alberto Parreira, desde as Eliminatórias.

2 – Cicero / Jorginho

Jorge de Amorim Campos, o Jorginho, foi um dos pilares da Seleção Brasileira na conquista do tetracampeonato mundial de 1994, sendo o dono da lateral-direita em todos os jogos da campanha nos Estados Unidos.

Convocado enquanto jogava pelo Bayern de Munique, destacou-se pela solidez defensiva e apoio ofensivo, contribuindo com assistências decisivas, como o cruzamento para o gol de Romário na semifinal contra a Suécia.

Apesar de uma lesão que o tirou da final contra a Itália, sendo substituído por Cafu, Jorginho participou de 89 partidas pela Seleção principal entre 1987 e 1995, marcando três gols e conquistando também a Copa América de 1989.

Sua atuação na Copa de 1994, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, foi marcada pela qualidade técnica e tática, ajudando a quebrar um jejum de 24 anos sem títulos mundiais para o Brasil.

5 – Roca / Mauro Silva

Mauro Silva foi um pilar fundamental da seleção brasileira na conquista da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Como volante, o camisa 5 destacou-se pela solidez defensiva, marcação implacável e capacidade de recuperar bolas, formando uma parede firme com Dunga no meio-campo.

Sua atuação na final contra a Itália, onde neutralizou jogadores como Roberto Baggio, foi decisiva para o empate em 0 a 0 e a posterior vitória nos pênaltis, garantindo o tetracampeonato mundial ao Brasil.

Mauro participou de todos os sete jogos do torneio, consolidando-se como peça-chave na campanha vitoriosa.

8 – Santos / Dunga

Carlos Caetano Bledorn Verri, conhecido como Dunga, foi o líder daquele time e responsável por erguer a taça. Como volante e capitão da equipe, Dunga destacou-se pela liderança, determinação e solidez defensiva, sendo o pilar do meio-campo no esquema tático de Carlos Alberto Parreira.

Sua garra e disciplina foram essenciais para a conquista do tetracampeonato mundial, especialmente na final contra a Itália, que acabou com um jejum de 24 anos sem títulos mundiais.

A atuação de Dunga em 1994 consolidou sua imagem como um dos grandes líderes da história do futebol brasileiro.

9 – Pardilla / Zinho

Zinho foi um meio-campista habilidoso, e também teve papel importante na Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo. Jogou todos os jogos como titular, sendo peça importante da campanha.

Conhecido por sua versatilidade e visão de jogo, Zinho controbuiu com sua experiência e qualidade técnica para o esquema tático que levou o Brasil ao tetracampeonato, mesmo jogando de forma diferente da qual esteva acostumado no Palmeiras.

Sua participação, ainda que diferente da esperada, foi valorizada no contexto de um time que desempenhou um bom torneio, com nomes como Romário e Bebeto.

10 – Beranco / Raí

Raí, um dos maiores ídolos do São Paulo, teve uma passagem pela seleção brasileira com menos impacto do que no clube que o consagrou, mesmo assim fez parte do elenco campeão.

Ele foi convocado com a importante camisa 10 e, no início do torneio, Raí era, além de capitão nos três primeiros jogos, peça central no esquema do técnico Carlos Alberto Parreira, trazendo liderança e qualidade técnica ao meio-campo.

Ele participou da estreia contra a Rússia, onde marcou um gol de pênalti, e jogou vindo do banco contra Holanda e Suécia.

Apesar de perder a titularidade para Mazinho na reta final devido a questões táticas, Raí foi importante para a conquista do tetracampeonato mundial, contribuindo com sua experiência e talento em momentos decisivos, e sentindo o gosto de fazer um gol em uma Copa do Mundo.

11 – Gomez / Romário

Romário foi o nome principal na conquista do tetracampeonato. Com um faro de gol único e habilidade excepcional, o atacante marcou cinco gols no torneio, sendo um dos artilheiros da competição e decisivo em momentos cruciais, como na fase final, onde deu um passe açucarado para Bebeto contra os EUA, participou, direta ou indiretamente, dos três gols contra a Holanda e ainda, mesmo baixinho, faz de cabeça contra a Suécia, na semifinal.

E deixou o seu na disputa de pênaltis na final contra a Itália, onde o Brasil venceu nos pênaltis. Sua parceria com Bebeto formou uma dupla ofensiva histórica, e Romário foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA naquele ano, consolidando sua importância para o título.

7 – Allejo / Bebeto

José Roberto Gama de Oliveira, conhecido como Bebeto, teve uma carreira marcante na seleção brasileira, com destaque para esta Copa do Mundo, onde foi peça fundamental na conquista do tetracampeonato.

Atuando como atacante, formou uma dupla letal com Romário, combinando velocidade, habilidade e faro de gol. Bebeto marcou três gols no torneio, incluindo um gol crucial nas quartas de final contra a Holanda, e ficou eternizado pelo gesto de embalar um bebê, em homenagem ao nascimento de seu filho, após o gol contra os holandeses.

Sua técnica e contribuições em campo foram essenciais para o Brasil encerrar um jejum de 24 anos sem títulos mundiais, consolidando seu legado como um dos grandes jogadores da história do futebol brasileiro.

O reflexo de um tempo vitorioso

É claro que ao criar um game, os desenvolvedores vão se inspirar no mundo real. E o Brasil teve muita influência para entregar aos desenvolvedores da Konami.

Jogadores não faltavam para isso, pois além dos 11 citados, a seleção tetracampeã ainda tinha nomes como Aldair (que assumiu a zaga após a lesão de Ricardo Rocha), Mazinho (que assumiu o lugar de Raí por opção técnica), Branco (que foi decisivo após a expulsão de Leonardo) e um ataque reserva com Viola, Muller e Ronaldo (que na época era o Ronaldinho e ainda não era o fenômeno).

Isso sem falar que logo após o tetra, uma nova geração que também contava com Giovanni, Roberto Carlos, Cafu e tantos outros, que acabariam “aparecendo” com outros nomes em jogos como ISSS Deluxe, ou em ISSS 64, quando Allejo, por exemplo, deixou de “representar” Bebeto para “ficar careca”, receber a 9 e “dar lugar” para o Ronaldo Fenômeno.

O que nos leva para um momento especial. Seria hipocrisia falar que a torcida estava “junto” da seleção antes da Copa, porque a relação estava bem abalada. O desempenho do Brasil na Copa de 90 foi pífio e a classificação para 94 foi dramática, com direito a uma derrota para a Bolívia, e uma “final” contra o Uruguai onde Romário, já prevendo o que faria na Copa, ajudou a carimbar a participação no torneio.

Mas, mesmo assim, a seleção comemorou o tetra, e viu uma fase de domínio no futebol nascer, com três finais de Copa seguidas e partidas históricas, como a final contra a Itália em 1994, a semi-final contra a Holanda em 1998 ou às quartas contra a Inglaterra, em 2002.

Momentos esses que foram eternizados nos games. Especialmente por International Superstar Soccer, representante máximo de uma época muito especial do futebol. Tanto o futebol brasileiro quanto o virtual.

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Junior Candido

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