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Rock in Rio 2026 – Foo Fighters é o primeiro headliner a tocar no novo Palco Mundo, em mais um show competente

Rock in Rio 2026 estreia o novo Palco Mundo e recebe o Foo Fighters em uma noite marcada por shows de rock e atrações imersivas.

Junior Candido
Rock in Rio 2026 – Foo Fighters é o primeiro headliner a tocar no novo Palco Mundo, em mais um show competente

O Rock in Rio 2026 começou nesta quinta-feira, 4 de setembro, com o novo Palco Mundo coberto por 2.400 m² de painéis de LED de alta definição. Foi a primeira coisa que o público viu ao entrar na Cidade do Rock. A equipe da Rock World recebeu os primeiros fãs com aplausos, como já é tradição no festival. E para fechar a primeira noite, o Foo Fighters voltou ao festival depois de sete anos (além da visita ao The Town em 2023) e fechou o dia no palco principal.

Roberto Medina, presidente e criador da Rock World e do próprio festival, descreveu a abertura como o momento em que o festival de fato acontece. “A gente passa meses imaginando cada detalhe, mas é só quando o público entra que o Rock in Rio realmente acontece”, disse. Ele falou da emoção de ver o novo palco e a nova Cidade do Rock ganharem vida na frente das pessoas.

Novo Palco Mundo e a volta do Foo Fighters

Rock in Rio 2026 – Foo Fighters é o primeiro headliner a tocar no novo Palco Mundo, em mais um show competente (imagem 2)

Pela primeira vez a estrutura frontal inteira do Palco Mundo virou um único painel de LED. Mônica Souza, 51 anos, administradora de Niterói e frequentadora de outras edições, resumiu o efeito, para a organização do festival: “Parece que você está dentro do palco, muito perto do artista. O LED envolve a gente.”

Depois de The Flight, a Nova Twins abriu o palco com “Cleopatra” e “N.O.V.A.”. The Hives entrou em seguida. O vocalista falou português e puxou “Main Offender”, “Hate to Say I Told You So” e “Tick Tick Boom”. O Rise Against manteve o ritmo com “Savior”, “Prayer of the Refugee” e “Ready to Fall”, enquanto rodas punks se formavam no meio da pista.

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O Foo Fighters, com Dave Grohl, tocou “All My Life”, “The Pretender”, “Times Like These”, “My Hero”, “Learn to Fly”, “Monkey Wrench” e “Best of You”. Terminou com “Everlong”, o momento que muita gente esperava.

Sunset: encontro de gerações do rock brasileiro

Rock in Rio 2026 – Foo Fighters é o primeiro headliner a tocar no novo Palco Mundo, em mais um show competente (imagem 2)

No Palco Sunset o primeiro dia misturou épocas. Di Ferrero abriu com músicas do NX Zero (“Cedo ou Tarde”, “Daqui pra Frente”, “Razões e Emoções”) e faixas do disco “S7te”, como “Deixa Sonhar”. Danilo Cutrim, do Forfun e do Braza, subiu ao palco. Também teve cover de “Come as You Are”, do Nirvana, e “Aonde Quer Que Eu Vá”, dos Paralamas.

Detonautas chamou o Biquini (que agora não tem mais o Cavadão no nome). Juntos tocaram “Zé Ninguém”, “Vento Ventania”, “Só por Hoje” e “Quando o Sol Se For”, além de músicas do álbum “Rádio Love Nacional”. Hot Milk representou a nova leva britânica, enquanto o Capital Inicial fechou com a participação de Dado Villa-Lobos. O set passou por “Veraneio Vascaína”, “Natasha”, “Primeiros Erros” e “Tempo Perdido”. O público cantou junto o repertório ligado a Renato Russo.

ECCO: a estreia fora dos palcos

Rock in Rio 2026 – Foo Fighters é o primeiro headliner a tocar no novo Palco Mundo, em mais um show competente (imagem 4)

A novidade que mais chamou atenção longe dos palcos foi o ECCO, em parceria com a LightWire. O espetáculo ocupa uma arena própria e dura cerca de 20 minutos. A proposta é uma jornada 360 graus com luz, som, aromas, corpo e projeções, contando uma história inspirada na floresta como origem do som — vento, água, raízes e fogo virando música.

Ana Carolina Silva, 28 anos, guia turística do Rio e na segunda edição do festival, começou o dia por lá. “A parte da água e da queda da cachoeira achei incrível. É um momento completamente diferente dos shows.” Luísa Faria, na quinta edição, levou o filho Pedro, de 11 anos, na primeira vez dele no Rock in Rio. Os dois também começaram pelo ECCO. “Muita gente vem só pelos shows e não sabe que existe isso”, disse ela.

O espetáculo usa trilha original, áudio surround, holografia, projeções mapeadas e figurinos tecnológicos. O PixelWear tem mais de 1.500 pixels de LED controlados um a um. O NewDress usa 1.000 metros de fibra óptica iluminada.

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New Dance Order ganhou cenografia nova

A pista do New Dance Order estreou estrutura de 56,50 metros de largura por 22,5 metros de altura, com 502 m² de painéis de LED. Na abertura aconteceu o movimento Dancing for a Better World: um minuto de reflexão, balé, pirotecnia, vídeo e uma bandeira gigante erguida pelo público.

Felipe Mourão, 23 anos, estudante de Brasília na primeira vez no festival, estava lá. “Foi uma abertura surreal. Acho que é um assunto importante para a gente falar.”

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Cat Dealers fez o special opening. Depois vieram ATKÖ e o encontro de GIU com Carola. Steve Angello fechou a pista.

Outros palcos e a ação contra a fome

No Espaço Favela, Hitmaker transformou a área em pista e chamou a filha para o palco. Rodrigo do CN encerrou no clima de baile. No Supernova, Chady abriu, Rock in Gil com Larissa Luz homenageou Gilberto Gil, Venere Vai Venus e Diogo Defante completaram a programação.

No Global Village, Giovanna Moraes começou com “Luluzete”, “As Minas no Poder” e “Finalmente Seja Ouvida”. Laura Alves, 32 anos, acompanhou do início ao fim. A Leela tocou “Sou Assim”, “Garota Espelho” e “Ver o Que Faço”. Arnaldo Brandão, pai do guitarrista, subiu e cantou Cazuza. O baterista Guilherme Dourado lembrou que a banda estava 12 anos sem tocar no Rio. Paulinho Moska fechou com “A Seta e o Alvo”, “Admito que Perdi”, “Namora Comigo”, além de “Esse Tal de Rock n Roll”, de Rita Lee, e “Fullgás”, de Marina Lima.

Em 2026 o festival ampliou a frente Por Um Mundo Melhor com a Ação da Cidadania. A parceria começou com a doação de 500 mil pratos de comida. A meta desta edição é chegar a 2 milhões. Karoline Campanelli, 32 anos, da Barra da Tijuca, passou pelo estande com a filha de 15 anos e as amigas da escola. “Fiz questão de colaborar para ensiná-las sobre solidariedade.”

O ECCO e as novas estruturas seguem nos próximos dias. O primeiro dia já deixou claro o tamanho da mudança visual no Palco Mundo e o Foo Fighters, uma das bandas que já possuem a cara do festival, fizeram um show bem à vontade como sempre, mostrando que, apesar do palco novo, eles se sentem em casa. Pois mesmo com várias visitas ao país, sempre trazem um show variado, competente e divertido.

O Rock in Rio continua hoje, com o Avegend Sevenfold como o grande nome de um dia que ainda terá Bring Me The Horizon, um dos show de despedida do Sepultura e mais.

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Todas as fotos: MORIVA / Rock in Rio

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