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Um programador veterano está levando Doom para o Commodore 64 e o projeto já mostra um interessante progresso

O programador Steve McCrea mostra o progresso de seu port de Doom para o Commodore 64, com elevadores, portas, armas e vários níveis.

Junior Candido
Um programador veterano está levando Doom para o Commodore 64 e o projeto já mostra um interessante progresso

Steve McCrea, conhecido como Kweepa, divulgou um vídeo com o andamento de um port de Doom para o Commodore 64. Ele mesmo fez o vicdoom no VIC-20 anos atrás e agora está repetindo a façanha em uma máquina um pouco mais generosa. O que aparece no vídeo já inclui pisos e tetos em alturas diferentes, janelas, elevadores, portas que abrem e armas visíveis na tela do jogador. A maior parte das mecânicas principais já funciona, inclusive.

A diferença em relação ao trabalho anterior fica bem evidente, quando colocados lado a lado. No VIC-20, o port precisava cortar boa parte da variação de altura dos mapas originais para caber no hardware. Já no C64, computador que foi muito popular na Europa nos anos 80 e 90, o jogo ganha camadas que lembram mais o Doom que a gente conhece: você sobe e desce, explora andares em níveis distintos e usa a geometria a seu favor. Ainda não está pronto para jogar do zero ao fim, mas o motor já entrega o básico do gameplay.

McCrea não é novato na programação. Além dos ports caseiros, ele trabalhou como lead engineer em Resident Evil 4 para o Quest e trabalhou em Metroid Prime 1, 2 e 3. Essa bagagem aparece na forma como ele aborda as limitações do Commodore 64: em vez de forçar tudo de uma vez, vai encaixando peça por peça e testando o que o hardware aguenta de verdade.

No post que ele fez, fica explícito o que ainda falta. Precisa de arte decente e trilha sonora que combine com o clima do jogo. Algumas otimizações também estão na fila. Ele deixou aberto o convite para quem curte pixel art ou música chiptune e quiser ajudar. Projetos assim costumam andar mais rápido quando a galera da cena retrô entra junto.

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O que chama atenção é ver o Doom ganhando forma em uma máquina de 8 bits sem depender de expansões pesadas ou gambiarras tecnológicas, isso sem falar nas milhares de formas diferentes que a comunidade coloca o clássico para rodar.

É claro que ainda tem caminho pela frente, mas o que já roda mostra que o motor está no rumo certo. Quem acompanha a cena de ports caseiros sabe que esses projetos vivem de iterações: uma semana o elevador funciona, na outra as texturas ganham escala, e de repente o jogo inteiro começa a fazer sentido.

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Se você curte acompanhar esse tipo de desenvolvimento ou ainda tem um Commodore 64 guardado, vale dar uma olhada no vídeo que ele postou.

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Doom

Ficha do jogo
Plataformas
PlayStation, Xbox, PC
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