Yuri Horii, criador de Dragon Quest, usou a IA para dar vida a um novo jogo de investigação gratuito
Yuji Horii, criador de Dragon Quest, lançou um jogo de investigação gratuito feito com IA em apenas 30 minutos e jogável no navegador.
Yuji Horii, criador de Dragon Quest, publicou neste fim de semana um jogo de mistério que ele montou sozinho com inteligência artificial em cerca de 30 minutos. O título, Sala de Interrogatório do Komiya (取調室の小宮), está disponível de graça no navegador e circula entre quem acompanha a trajetória do designer e as aventuras japonesas clássicas, além de curiosos, atraídos pelo o que saiu do projeto envolvendo IA.
No post, Horii lembrou do tempo em que fez Portopia Serial Murder Case (ポートピア連続殺人事件), em 1983. Naquela época, ele inventou a história, desenhou os gráficos e programou o jogo inteiro sozinho no PC. Agora, segundo o que escreveu, basta dar instruções para a IA e sai um jogo “razoável”, mesmo sem saber desenhar ou programar com as ferramentas atuais. “É realmente impressionante”, comentou. A produção do novo título, ele contou, levou “apenas uns 30 minutos”. Ainda avisou para não apertar o botão de boost, que parece aparecer só na versão da página dele.
Em Sala de Interrogatório do Komiya, você entra no papel de policial e interroga um suspeito de 72 anos chamado Komiya, ex-chaveiro, acusado de arrombar o cofre de uma casa de penhores (o caso “質店金庫荒らし事件”). O item roubado é um kakemono chamado Sansui-zu, da loja Mitsuboshi-dō. O jogo é todo em japonês e baseado em texto: você escolhe perguntas, confronta as declarações com evidências e tenta achar as contradições.
O suspeito tem dois medidores — um de agitação e outro de resistência. Quanto mais alta a agitação, mais fácil ele “quebra” e fala a verdade. Se a resistência chegar a 100, ele se cala e a sessão termina. O jogo é curto, de uns 5 a 10 minutos, com limite de movimentos, e a avaliação no final depende de quantas mentiras você conseguiu desmascarar. Algumas reportagens japonesas também notaram que o nome Komiya já aparecia em Portopia, o que pode ser uma referência interna ou uma homenagem ao próprio passado do designer.
A ideia não surge do nada. No final de 2025, durante a G-Star, Horii já tinha falado sobre o potencial de usar IA em jogos de mistério e quiz, imaginando cenários em que o jogador conversa com a máquina para resolver o caso ou pede ajuda para resumir as pistas. O experimento de 30 minutos parece uma demonstração prática dessa linha de pensamento, feita por meio de um artefato do Claude e compartilhada diretamente pelo link do post.
Para quem curte o estilo de interrogatório e contradição de aventuras clássicas japonesas, o jogo oferece uma sessão rápida e direta, sem enrolação. Horii, por sua vez, mostrou com clareza o quanto o processo de prototipagem mudou em relação aos anos 80, quando cada etapa dependia só dele.
Se quiser jogar, é só visitar este link.
Aproveite que está aqui e siga o Arkade no:
- Plataformas
- PlayStation, Xbox, Nintendo, PC




