Ace Combat 04: Shattered Skies ganha port nativo para PC com até 360 FPS e resolução de 8x
Ace Combat 04: Shattered Skies recebe port nativo para PC com até 360 FPS, resolução 8x e melhorias gráficas baseadas no jogo de PS2.
Ace Combat 04: Shattered Skies, lançado originalmente para PlayStation 2, ganhou uma versão nativa para Windows, que segue em desenvolvimento. O projeto se chama ProjectStonehenge, é obra do desenvolvedor Onaga00 e está no GitHub. Ele roda o jogo s direto no PC, mas exige que você tenha a sua própria cópia do disco, convertida em arquivo ISO.
Segundo o projeto, o port é mais um que parte de uma decompilação do executável original do PS2 (o arquivo ELF). O código do jogo foi traduzido função por função para C++ e roda direto em x86_64, o que explica por que o autor descarta tanto a emulação quanto a recompilação estática. Lógica, física, inteligência artificial e regras das missões devem se comportar como no original.
Por enquanto, só a versão norte-americana (NTSC-U, código SLUS-20152) é aceita. Na abertura, o port confere o ISO por um hash SHA-1 e pelo tamanho exato do arquivo, 3.554.705.408 bytes. Outras regiões e revisões podem chegar depois, mas não há prazo.
O que muda em relação ao PS2
Apesar de ser um game que se comporta exatamente como na versão original em um PS2, a parte gráfica concentra as novidades mais visíveis:
- Taxa de quadros liberada, com limites de 60, 120, 144, 240 e 360 FPS. A renderização é separada da lógica e interpolada, enquanto física e IA continuam a 59,94 Hz, a frequência do original.
- Resolução interna de 1x a 8x, de 512×448 (nativa) até 4096×3584, o que inclui saída em 4K.
- Antisserrilhado com FXAA e SMAA, além de V-Sync, janela ou tela cheia sem bordas.
- 16:9 por padrão em monitores largos, já na opção SCREEN RATIO do próprio jogo.
- Cutscenes ampliadas com FSR 1, a tecnologia de upscaling da AMD, para acompanhar a resolução interna.
- Uma página GRAPHICS dentro de OPTIONS → SCREEN SETTINGS.
Nos controles, o port aceita teclado e gamepad via SDL3, com vibração e teclas configuráveis no arquivo settings.json. Há ainda dois tipos de controle extras na tela CONTROLLER SETUP, com L1/L2 e R1/R2 trocados, o que deixa o acelerador nos gatilhos. Os esquemas originais continuam disponíveis.
Quem já jogou no emulador pode levar o progresso junto. O port usa o formato de cartão de memória em pasta do PCSX2, e a troca funciona nos dois sentidos. O autor classifica essa compatibilidade como beta e recomenda fazer backup do save original antes de qualquer transferência.
Também tem o que a Namco deixou de fora do jogo final
O port traduziu também o código que ficou inacessível na versão comercial, num total de 272 funções. Entre elas estão duas cenas sem uso e o suporte a HD (o HDD do PS2). Na build padrão esse material continua fora de alcance, como no console, mas o depurador integrado deve conseguir acionar parte dele em versões futuras. O projeto também planeja um catálogo e um mapa completo desse conteúdo cortado.
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