Agora é o Silent Hill do PlayStation que ganhou melhorias visuais e até visão em primeira pessoa em um port de fã para PC

Silent Hill de PlayStation se tornou mais um clássico que agora roda no PC sem emulador, em uma versão nativa. O site japonês Renpou destacou nesta quinta (27) a novidade, trazendo as melhorias que os jogadores poderão aproveitar no computador.
O projeto, chamado Silent Hill PC Port, compila o código descompilado do original de 1999 e gera um executável nativo para Windows, o que faz com que o game não seja nem um remake e nem um jogo emulado. Quem toca o trabalho é Chris Hardin (SlickAmogus / KushAstronaut), usando a camada PsyCross por cima da descompilação do PS1. O jogo em si continua sendo o de 1999, mas agora com opções para quem quiser melhorar o visual do game.
A Konami nunca lançou o primeiro Silent Hill no computador. O 2 e o 3 tiveram versões de PC na época, mas o primeiro game ficou preso no PlayStation. Por isso há muito interesse no port: quem tem o CD original ou a ISO do game consegue jogar o clássico com tela 16:9, resolução alta, FPS solto e, se quiser, escolher a câmera em terceira ou primeira pessoa.
O que o port muda em relação ao clássico de 1999
No modo “fiel”, a câmera fixa, o passo do Harry, o combate e o nevoeiro seguem o PS1. Mas o restante entra como opções extra.
Dá para ligar widescreen 16:9 (e proporções mais largas), aumentar a resolução, tirar o limite de frames e ativar PGXP, a correção de perspectiva que reduz aquele “wobble” típico de polígono de PlayStation. Tem filtro de textura, MSAA, grain, scanline e até mapeamento de sombra na lanterna, se a pessoa quiser ir longe nisso.
A opção alternativa de câmera é o que mais chama atenção além do suporte ao disco japonês. Além das câmeras originais, o port oferece visão em terceira pessoa, over-the-shoulder e primeira pessoa, com FOV ajustável. O mouse funciona no menu e na câmera livre. O game também ganhou quick save e quick load, disponíveis nas teclas F6 e F8. Há ainda gerenciador de mods para pack de textura, substituição de arquivo e possibilidade de troca de modelo e áudio.
Idioma e região importam neste caso. O launcher detecta discos USA, PAL/EUR (inglês, francês, alemão, italiano e espanhol) e NTSC-J. A versão japonesa carrega fonte com kanji e o texto da história. Traduções de fã também entram pelo seletor de disco. Em agosto o projeto ainda registrou suporte a chinês em cima do NTSC-J, pack em russo e polonês, e um seletor para jogar com 14 personagens.
O download, como sempre, só traz o executável, cabendo ao jogador colocar o dump do CD ou a ISO na pasta gamedata. Sem o disco, o port não funciona.
Estado atual
O site do projeto e o repositório no GitHub descrevem o jogo como jogável do começo ao fim: mapas, chefes, cutscenes e finais. Mas ainda é um projeto beta, pois sobram problemas pontuais conhecidos — o trecho de Nowhere e o chefe final aparecem nas listas de detalhes para serem corrigidos — e builds de Linux/macOS seguem instáveis, sendo o Windows o caminho mais seguro. Há também builds experimentais para Xbox original, Android e iOS, além de ports em desenvolvimento para outras plataformas.
O desenvolvimento usa assistência de IA (modelos Claude e Fable) na camada de PC, não para reescrever o jogo. O código do Silent Hill original permanece o mais intacto possível. Quem quiser acompanhar a atualização pode visitar o sh1pc.com ou o repositório SlickAmogus/silent-hill-decomp.
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