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Alex Lifeson admite que quase recusou voltar a excursionar com o Rush — e hoje diz estar “completamente apaixonado” pela experiência

Alex Lifeson revela por que quase recusou voltar aos palcos com o Rush e conta como se apaixonou pela nova turnê Fifty Something.

Junior Candido
Alex Lifeson admite que quase recusou voltar a excursionar com o Rush — e hoje diz estar "completamente apaixonado" pela experiência

Alex Lifeson chegou a ter dúvidas sérias sobre voltar aos palcos com o Rush. Foi ele mesmo quem contou isso, de forma bem direta, em entrevista recente ao apresentador Tom Power, do programa “Q” da rádio canadense CBC Radio One, e transcrito pelo Blabbermouth. O motivo não tinha nada a ver com saudade da banda ou vontade de tocar — a preocupação era puramente física. E olha, faz sentido: o guitarrista já passou dos 70 anos e enfrenta artrite havia um bom tempo, então é compreensível que ele tivesse receio de saber se as mãos ainda responderiam do jeito que ele precisava em cima do palco.

A conversa, que também reuniu o baixista e vocalista Geddy Lee e o baterista Chad Smith (do Red Hot Chili Peppers), girou em torno do documentário “Neil Peart: No One’s Disciple”, que reconstrói a trajetória do baterista falecido em 2020, desde os primeiros passos como músico até a ascensão meteórica ao lado do Rush, passando pelas tragédias pessoais que ele viveu.

Do medo à paixão: o relato de Lifeson

Questionado sobre como está sendo voltar à estrada com a nova formação, que inclui a baterista alemã Anika Nilles, conhecida por acompanhar Jeff Beck em turnê em 2022, e o tecladista Loren Gold, que já passou por bandas como The Who e Chicago, Lifeson não escondeu a sinceridade. Segundo ele, os primeiros ensaios vieram carregados de insegurança: dúvidas sobre a própria condição física, sobre se as mãos aguentariam o ritmo exigido pelas músicas. Só depois de sentir confiança nos primeiros shows é que a coisa mudou de figura.

“Eu amo essas músicas, amo tocar com a Anika. Ela é uma musicista brilhante e uma pessoa maravilhosa, tem um senso de humor ótimo. A gente ficou bem próximo nesses dois anos trabalhando juntos”, disse o guitarrista, reconhecendo que, quando o retorno ainda era só uma ideia no papel, ele tinha reservas, principalmente ligadas à saúde. Resolvido esse ponto, veio a virada: “Eu simplesmente me apaixonei completamente por isso. E agora sou o cara que quer fazer mais shows.”

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Geddy Lee fala sobre o peso emocional da volta

Geddy Lee complementou o relato do parceiro de banda destacando que o retorno não foi um processo simples nem indolor. Com a idade que ambos têm, ele preferiu nem revelar o número exato, o medo de não estar à altura do próprio legado pesou bastante nos ensaios. Não se tratava apenas de tocar bem: era sobre honrar a memória de Neil Peart sem decepcionar quem foi assistir. Essa pressão, segundo Lee, foi o que tornou tudo mais desafiador do que parecia de fora.

Sobre a presença do baterista na turnê atual, mesmo já não estando mais entre eles, Geddy trouxe uma reflexão que resume bem o espírito do show: a vida após a morte, para ele, é construída por quem fica — mantendo a pessoa presente, contando histórias, lembrando dela em cada apresentação.

A turnê “Fifty Something”: de 22 para mais de 50 shows

O show de 7 de junho no Kia Forum, em Los Angeles, marcou a estreia da turnê “Fifty Something”, a primeira excursão do Rush com a formação atual, reunindo Lee e Lifeson ao lado de Nilles e Gold. O formato escolhido foi o de “an evening with”, com dois sets por noite e repertório que muda a cada apresentação, puxado de um catálogo de cerca de 40 faixas entre grandes sucessos e favoritas dos fãs.

A procura surpreendeu até a própria banda. As datas anunciadas em outubro de 2025 esgotaram quase que instantaneamente, o que levou Lee e Lifeson a dobrar a extensão da turnê e, na sequência, incluir ainda mais shows pela América do Norte.

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E o Brasil? A boa notícia para quem esperou 17 anos

E, depois de quase duas décadas sem pisar em solo nacional, o Rush confirmou cinco apresentações no país como parte da etapa sul-americana da “Fifty Something Tour”. As datas ficaram assim:

  • 22 de janeiro de 2027 — Curitiba, Arena da Baixada
  • 24 de janeiro de 2027 — São Paulo, Allianz Parque
  • 26 de janeiro de 2027 — São Paulo, Allianz Parque (data extra, após esgotar a primeira)
  • 30 de janeiro de 2027 — Rio de Janeiro, Estádio Nilton Santos (Engenhão)
  • 1º de fevereiro de 2027 — Belo Horizonte, Estádio Mineirão
  • 4 de fevereiro de 2027 — Brasília, Arena BRB Mané Garrincha

A última vez que o Rush esteve por aqui foi em 2010, mas a banda fez história pra valer em nosso país em 2002, quando gravou o clássico álbum e DVD ao vivo “Rush in Rio”, no Maracanã, um show que ficou marcado pela participação inflamada do público, que chegou a cantar até trechos instrumentais como “YYZ”. Agora, essa passagem de 2027 faz parte de uma visita maior da turnê batizado de “Fifty Something South American Tour”, que soma 23 shows em 12 países entre América do Sul e Europa.

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No Brasil, a produção é assinada pela 30e, com apresentação do Itaú, e a venda segue pela plataforma Eventim.

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Junior Candido

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