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Análise Arkade – Alien Breed 35th Anniversary Collection a história de uma boa franquia, mas desconhecida no Brasil

Analisamos Alien Breed 35th Anniversary Collection, coletânea com seis clássicos do Amiga, extras históricos e melhorias para PC e consoles.

Junior Candido
Análise Arkade – Alien Breed 35th Anniversary Collection a história de uma boa franquia, mas desconhecida no Brasil

A Alien Breed 35th Anniversary Collection é uma boa porta de entrada para a série da Team17: a coletânea reúne os seis jogos lançados para o Amiga entre 1991 e 1996, com controles modernos, save states e um acervo de bastidores bem completo. A coleção saiu em setembro de 2026 para PC (Steam, Epic Games Store e GOG), PlayStation 5 e Xbox Series X|S, e a versão para Nintendo Switch aparece como “em breve” na página da própria Team17.

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O que é Alien Breed, para quem nunca ouviu falar

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Se você não teve um Amiga em casa, é bem provável que Alien Breed tenha passado batido. Esse computador da Commodore foi febre na Europa, sobretudo no Reino Unido, mas teve presença pequena no Brasil, onde o público se dividia entre MSX, Atari, Mega Drive, Super Nintendo e PC. O resultado é que muita gente só conhece a série de nome, ou nem isso.

A série nasceu em 1991 pelas mãos da Team17, estúdio britânico que depois ficaria famoso por Worms. A inspiração vem sem disfarce dos filmes Alien e Aliens: você controla um soldado numa estação espacial tomada por criaturas, vê tudo em uma visão superior, procura cartões de acesso para abrir portas novas e atira em tudo o que se mexe, com munição e dinheiro para gerenciar entre uma fase e outra. O clima de corredor apertado, alarme tocando e bicho vindo de todos os lados é uma homenagem direta ao cinema de ficção científica dos anos 1980, e funcionou tão bem que a franquia virou um dos nomes mais lembrados do Amiga. E rendeu uma nova série, que fez sucesso no sistema.

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Os seis jogos da coleção

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Os quatro primeiros são os top down de ação, e é neles que a coleção brilha. Alien Breed (1991) é o original, e o Alien Breed Special Edition ’92 é a versão revisada, que acerta ainda mais no desenho das fases e na distribuição dos encontros com os aliens. Como o game fez muito sucesso lá fora, o pessoal que jogou o game e tem o contexto dos tempos do Amiga na memória considera o Special Edition o melhor jogo do pacote e, para muitos, o melhor da série. Vêm depois Alien Breed II: The Horror Continues (1993), com as versões ECS e AGA (versões de chips diferentes dos Amiga), e Alien Breed: Tower Assault (1994), com as versões de Amiga e de CD32. Os dois ampliam o arsenal, os inimigos e a dificuldade, e o Tower Assault ainda deixa o caminho menos linear, com mais de uma saída em certas fases.

Os dois últimos jogos mudam completamente de rumo. Alien Breed 3D (1995, aqui na versão de CD32) e Alien Breed 3D II: The Killing Grounds (1996) trocam a visão de cima pela primeira pessoa, no embalo do sucesso de Doom. E refletem a máxima da indústria dos games: a chuva de clones quando um jogo faz sucesso. E a vontade de fazer dinheiro era tanta, que até as limitações do hardware ficavam de lado em nome da ideia de fazer o Amiga ter o “seu próprio Doom”.

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O primeiro game, por exemplo, sofria no hardware do Amiga, com gráficos ásperos e taxa de quadros baixa, enquanto o segundo conseguiu ser mais jogável, e tem definição melhor, mas ainda soa genérico. Hoje, os dois valem mais como documento histórico, para ver como a Team17 tentou acompanhar a moda, do que como shooters para zerar com empolgação.

No PS5, inclusive, Alien Breed 3D roda de forma muito limitada, mas não por culpa do console e nem da equipe que tocou a coletânea: é o próprio game que não ajuda, entregando imagens totalmente granuladas e esquisitas na telona; o segundo já roda melhor, e serve para compreender melhor as intenções da época.

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O que melhorou para os consoles e o PC atuais

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Segundo a Team17, a coleção traz suporte total a twin-stick tanto nos jogos 2D quanto nos 3D, além de mouse e teclado nos 3D. Os framerates foram melhorados de forma considerável, o que ajuda bastante nos FPS, e há save states com vários slots, útil num jogo que originalmente cobrava muita paciência.

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O visual pode ser ajustado entre a proporção clássica 4:3 e a moderna 16:9, com filtros de CRT (scanlines, CRT TV e “Mega CRT”) e molduras de tela opcionais. Existe ainda um menu global de personalização de vídeo, áudio e jogabilidade que vale para todos os títulos.

No multiplayer, o co-op local foi preservado como era, e a coleção ganhou co-op online entre dois jogadores. Há também dois modos novos: o Rush Mode, co-op online sem saves e sem continues, e o Horde Mode, uma sobrevivência solo contra ondas de aliens.

O museu é o grande diferencial

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Boa parte do valor da coleção está nos extras. O The Vault reúne no pacote arte conceitual, embalagens e material dos lançamentos originais, enquanto a The Timeline traz entrevistas com a equipe original e vídeos retrospectivos. Há, ainda, material de jogos cancelados da franquia, mostrado pela primeira vez, e um minidocumentário sobre a história da série. Tudo isso é apresentado dentro de uma interface que imita uma nave espacial, o que combina com o tema.

Um livro em forma de jogo com um capítulo interessante da história dos videogames

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Para quem gosta de jogos de tiro por cima ou clones de Doom, de história dos videogames ou de curiosidades do Amiga, vale bastante. O pacote traz um bom museu, à preservação fiel dos jogos e ao Special Edition. Mas se você espera cinco ou seis jogos que se sustentam, vale a pena esperar um pouco, para pegar a coletânea numa promoção. De qualquer forma, quem quer entender de onde veio uma das séries mais lembradas do Amiga, com a conveniência de jogar no console e no PC, isso o pacote entrega, e entrega muito bem.

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