Analogue anuncia Super Nt+ e Mega Sg+, com gameplay “premium” de 16-bits incluindo FPGA, Bluetooth e USB-C
Analogue anuncia Super Nt+ e Mega Sg+, consoles FPGA para cartuchos de Super Nintendo e Mega Drive com Bluetooth, USB-C e saída em 1080p.
A Analogue apresentou o Super Nt+ e o Mega Sg+, versões atualizadas dos consoles FPGA que rodam cartuchos originais de Super Nintendo e Mega Drive em 1080p. Cada um custa US$ 219,99, a pré-venda abre em 19 de outubro de 2026, às 8h (horário do Pacífico) na loja oficial, e o envio está previsto para dezembro de 2026, segundo as páginas de produto da empresa.
O que muda em relação aos consoles originais
O núcleo continua o mesmo: um chip Altera Cyclone V que reproduz o hardware de cada sistema, sem emulação por software. A Analogue afirma que o foco segue sendo precisão e ausência de lag. A mudança está no entorno, e a empresa lista as novidades assim:
- Bluetooth e 2.4 GHz embutidos, com botão de pareamento dedicado. Dá para conectar controles da 8BitDo, incluindo arcade sticks, e a empresa cita o SN30 (Super Nt+) e o M30 (Mega Sg+), vendidos à parte por US$ 29,99. O suporte é de até dois controles.
- Alimentação por USB-C, com fonte e cabo na caixa, e uma porta USB-A voltada ao Analogue DAC (saída analógica para TVs de tubo e monitores profissionais) ou à recarga de controles. A própria Analogue avisa que ela não serve para controles USB com fio.
- Troca de cartucho sem desligar: é só sair do jogo pelo menu e trocar.
- Ligar e desligar pelo controle no jogador 1, apertando Start ou ligando um controle sem fio pareado.
- Prioridade para controle com fio: ao plugar um, ele substitui o sem fio.
- Novo design industrial, embalagem refeita e sistema operacional atualizado.
Detalhes de cada modelo
O Super Nt+ roda a biblioteca de mais de 2.200 jogos de Super Nintendo e Super Famicom, sem trava de região. Vem em três versões: Classic, SF e Black.
O Mega Sg+ cobre Mega Drive e Genesis, além de Master System (o adaptador vem na caixa). Game Gear, My Card, Mark III e SG-1000/SC-3000 funcionam com adaptadores vendidos separadamente. O console mantém o conector de Mega CD/Sega CD, mas é preciso ter o periférico original. Há três versões regionais: USA, EU e JP. Também dá para escolher o chip de som de cada modelo do Mega Drive, com áudio digital de 48 kHz e 16 bits.
Especificações em comum
- Vídeo: saída HDMI em 480p, 720p e 1080p (NTSC) ou 576p, 720p e 1080p (PAL)
- Imagem: proporções 8:7, 4:3 e 1:1, filtros de HQ2x a HQ4x e scanlines ajustáveis
- Áudio: 48 kHz, 16 bits, via HDMI
- Armazenamento: cartão SD (FAT16 ou FAT32) para firmware e sistema
- Na caixa: console, cabo HDMI, cabo USB-C, fonte de 30 W compatível com 100–240 V e dois limpadores de cartucho
O que ficou de fora
Esta parte pesa na decisão de compra. Segundo a Analogue, nenhum dos dois consoles tem suporte ao openFPGA, a plataforma aberta do Analogue Pocket. Eles também não trazem os recursos do Analogue 3D, como save states, overclock e capturas de tela. E diferente dos originais, não vêm com jogo embutido: o Super Turrican Director’s Cut (Super Nt) e o Ultracore (Mega Sg) ficaram de fora.
Quanto aos limpadores de cartucho, a empresa avisa que contatos sujos em cartuchos com mais de 30 anos causam falhas, e por isso inclui dois na caixa.
Vale esperar a pré-venda?
Quem já tem um Super Nt ou um Mega Sg não ganha ganho de imagem ou de compatibilidade, já que a Analogue diz que a precisão original foi mantida. O que muda é a comodidade: controle sem fio, USB-C e troca de cartucho sem reiniciar. Para quem ainda não tem nenhum dos dois e tem cartuchos físicos guardados, a nova geração é o ponto de entrada mais direto. Ainda não há informação sobre venda ou preço no Brasil, então importação, frete e impostos entram na conta por conta do comprador.
A pré-venda abre na segunda-feira, 19 de outubro, no site da Analogue.
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