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Com membros que vieram do Skank e Penélope, banda Cápsula lança seu novo single, Dopamina

A banda Cápsula, com integrantes de Skank e Penélope, lança Dopamina, single que mistura pop, rock e reggae para retratar a ansiedade digital.

Junior Candido
Com membros que vieram do Skank e Penélope, banda Cápsula lança seu novo single, Dopamina

À Capsula acabou de colocar o single Dopamina em todas as plataformas de streaming. A distribuição ficou com a OneRPM, e a música já está disponível pra quem quiser ouvir.

A faixa mistura pop, rock e reggae. Tem o groove da bateria de Haroldo Ferretti, do Skank, o baixo de Lelo Zaneti, também do Skank, as guitarras de Fernando Americano, que toca no thesurfmotherfuckers e na Penélope, e a voz de Érika Martins, da Penélope. O resultado soa denso, sem enfeite desnecessário.

A letra funciona como uma crônica do momento: exaustão digital e a ansiedade que as notificações constantes provocam.

A história do grupo começou de um jeito bem característico de Belo Horizonte. Num almoço de família, rolaram conexões entre vizinhos, parentes e músicos que frequentavam os mesmos círculos havia anos, mas nunca tinham tocado juntos. Em algum momento alguém soltou a ideia: vamos fazer um som.

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O convite foi aceito e eles passaram um ano inteiro trabalhando nas músicas. Sem pressa, sem divulgação intermediária. Os encontros aconteciam no Estúdio Bamboo, montado na casa de Haroldo Ferretti em Nova Lima, cercado de montanhas. Lá trocavam arquivos até de madrugada, testavam timbres, desmontavam e reconstruíam as faixas até ficarem satisfeitas.

A diferença em relação ao que se vê por aí é clara. Enquanto muita música atual é feita pra durar poucos segundos numa rolagem, o Capsula seguiu o caminho oposto. Gravaram com tempo de convivência, com presença física no estúdio e espaço pras pequenas imperfeições que surgem quando quatro pessoas tocam de verdade no mesmo lugar.

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O som do quarteto transita entre pop, pós-punk, dub, indie rock e rock mais adulto. As letras falam de ansiedade digital, relações que parecem líquidas, cansaço emocional e aquela hiperconexão que nunca desliga. São retratos urbanos de uma geração que carrega o peso das telas o dia inteiro.

Num cenário em que boa parte da produção musical serve pra alimentar métricas e tendências rápidas, o projeto aparece como algo construído com outro critério. Feito por pessoas reais, gravado com atenção ao que acontece quando elas estão no mesmo espaço físico.

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