Dois smartphones de 2021 da Samsung tiveram seus suportes de software encerrados
Samsung encerra o suporte dos Galaxy Z Fold 3 e Z Flip 3 após cinco anos, deixando os dobráveis sem novas atualizações de segurança.
A Samsung encerrou o suporte de software do Galaxy Z Fold 3 e do Galaxy Z Flip 3. Os dois dobráveis de 2021 saíram da página oficial de atualizações de segurança da empresa e não devem mais receber correções regulares de sistema nem patches contra falhas novas.
Na prática, conforme o Android Central lembrou, o telefone continua ligando, abrindo aplicativos e fazendo ligações. O que muda é o risco: qualquer vulnerabilidade descoberta daqui pra frente pode ficar sem correção nesses aparelhos.
Os dois chegaram no Brasil em agosto de 2021, com Android 11 e One UI 3. A última grande atualização de sistema foi o Android 15, em 2024. Depois disso sobrou só o ciclo de segurança, que a Samsung agora deu por encerrado. A empresa cumpriu o que havia prometido na época: quatro anos de upgrade de sistema e cinco anos de patches.
Cinco anos depois do lançamento, o recado é direto. Quem ainda usa um Z Fold 3 ou um Z Flip 3 como aparelho principal, sobretudo para aplicativos de banco, WhatsApp Business, e-mail corporativo ou autenticação em duas etapas, passa a depender de um sistema que não vai mais ser atualizado e corrigido pela fabricante.
A mudança também reorganiza a fila dos dobráveis. Os mais antigos que ainda aparecem na lista oficial da Samsung são o Galaxy Z Fold 4 e o Galaxy Z Flip 4, de 2022. Os dois acabam de cair para o calendário trimestral, o mesmo ritmo que a empresa reserva para aparelhos na reta final. A expectativa, pelos prazos anteriores, é que esse par saia da lista por volta de 2027.
O contraste com a linha atual chama atenção. Flagships como o Galaxy S24 Ultra e o Galaxy S26 Ultra saem de fábrica com sete anos de suporte. A oitava geração de dobráveis, lançada no fim de julho e nas lojas no começo de agosto de 2026, segue a mesma regra: One UI 9 com Android 17 e atualizações previstas até 2034.
Quem pensou em trocar tem caminhos diferentes conforme o formato. Dono de Z Flip 3 olha naturalmente para o Galaxy Z Flip 8. No caso do Fold, o Galaxy Z Fold 8 Ultra mantém o desenho de livro mais familiar; o Galaxy Z Fold 8 comum veio com telas mais largas e mais baixas, um formato diferente do que o Fold 3 ensinou. Em ambos os Z Fold 8, a Samsung deixou o S Pen de fora.
O Z Flip 3, no Brasil, foi o dobrável que realmente saiu do nicho. Com um preço mais palatável que o do Fold, tela externa de 1,9 polegada que pela primeira vez servia para alguma coisa e taxa de 120 Hz na tela interna, foi o aparelho que motivou muita gente a testar o formato de dobra sem gastar o valor de um carro antigo usado. O Z Fold 3, por outro lado, popularizou o celular que vira tablet no bolso, mesmo com a dobra ainda bem visível e a durabilidade da película interna sempre entre os seus temas mais polêmicos.
O aparelho não virou um peso de papel, só perdeu segurança futura para quem guarda nele dados seguros, como conta em banco, token e foto da identidade. Se o seu Fold 3 ou Flip 3 ainda está inteiro depois de cinco anos de abre-e-fecha, a tela teve uma vida útil maior do que o suporte, que já havia sido prometido para esta época.
Assim, quem pretende ficar com o aparelho por mais um tempo faz bem se evitar sideload de APK duvidoso, manter o Google Play Protect ligado e não usar o telefone como único fator de autenticação em contas importantes. Dá pra usar, mas é bom manter a atenção em dia, para que a falta do suporte oficial, que já havia sido avisada e programada, não se torne em dor de cabeça.
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