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Doom de 1993 simula o DLSS 5 e é o vídeo mais f*** que você vai ver hoje

Teste com IA do canal DemonDisc simula o efeito do DLSS 5 no Doom original, com luz, sangue e chão molhado, mas é só um vídeo e não dá para jogar.

Rapha
Jogador aponta a pistola para dois zumbis armados em um salão de chão molhado, em vídeo que refaz Doom com IA

O canal DemonDisc publicou em 31 de outubro de 2026 um vídeo de quase quatro minutos que refaz o Doom de 1993 em um teste com IA que simula o mesmo efeito do DLSS 5, a tecnologia da Nvidia apresentada em março de 2026 que usa inteligência artificial para dar iluminação e materiais fotorrealistas aos jogos. Salas de texturas borradas viram corredores metálicos com luz, sombra, sangue e chão molhado, como em um jogo de grande orçamento. Mas a comparação com o DLSS 5 é nossa: a descrição do vídeo não cita a tecnologia e fala em um experimento visual, não oficial, sem ligação com a id Software, que não é um remake jogável. Em outras palavras, ninguém consegue baixar isso e sair atirando em demônios por aí.

Passarela em zigue-zague sobre o ácido verde, com paredes metálicas e reflexos, em vídeo que refaz Doom com IA

O vídeo tem uma estrutura simples. Depois de uma abertura rápida, ele mostra as cenas só na versão nova, e na sequência repete tudo lado a lado com o jogo original, com o HUD clássico de um lado e a versão de IA do outro. É nessa parte que o truque fica mais claro: a passarela em zigue-zague sobre o ácido verde, as escadas, os painéis de computador e a movimentação dos inimigos seguem o que acontece na tela de 1993. O final é uma piada do próprio criador: depois da comparação, uma tela avisa “lol JK, what it actually would look like”, algo como “brincadeira, é assim que ficaria de verdade”, e entra uma briga com um Pinky Demon de olhos vermelhos e pele cheia de detalhes, uma cara que os sprites da época nunca tiveram resolução para mostrar.

O DemonDisc não é novato nesse tipo de experimento. O canal, que tinha cerca de 6 mil inscritos no dia 1º de novembro de 2026, já passou pelo mesmo tratamento Golden Axe, Altered Beast, Contra, Castlevania, Road Rash, Chrono Trigger e Ecco the Dolphin, quase sempre com a mesma fórmula de pegar um clássico e imaginar como ele seria com visual realista. O próprio criador divulga os vídeos no Reddit e, em um comentário, já explicou que não se vê como um “artista de IA”: para ele, a parte criativa está na edição e em como tudo é montado no final. A descrição deste vídeo não diz quais ferramentas foram usadas.

Clarão de tiro contra zumbis em um corredor enferrujado, ao lado de um barril verde, em vídeo que refaz Doom com IA

A postagem no Reddit rendeu mais de cem comentários, e a reação mais votada é uma velha piada da comunidade: “não é Doom se não rodar na minha geladeira inteligente”. Faz sentido, já que Doom é famoso por aparecer em qualquer coisa com uma tela, e em outubro de 2026 ele foi parar em um vape. Outra crítica popular foi o excesso de brilho no chão, com leitores brincando que a base em Fobos tem um sério problema de infiltração. Teve também quem perguntou como conseguir o jogo ou se aquilo era só um vídeo.

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Essa é a diferença para projetos como o Quake II RTX, da Nvidia, que refez a iluminação de outro clássico da id em uma versão que dá para jogar de verdade. O vídeo do DemonDisc funciona mais como um filme de como Doom poderia parecer do que como um passo em direção a um novo jogo. Já o original segue ao alcance de qualquer um desde 10 de dezembro de 1993, quando o primeiro episódio saiu de graça como shareware. Para quem ficou com vontade de ver a versão que dá para jogar, o Arkade tem um guia de como jogar Doom no navegador ou no PC de graça.

Fonte: DemonDisc no YouTube

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Doom

Ficha do jogo
Plataformas
PlayStation, Xbox, PC
Rapha

Gamer, Programador e Viajante no Tempo

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