Doom chegou no NES, com um clone da engine do clássico sendo colocada com monstros, tiros e música dentro do mundo 8-bits
Doom ganhou um clone jogável no NES, com monstros, tiros, música e uma engine própria em desenvolvimento para o console de 8 bits.
Além de um monte de “coisa” que roda o game, dá para jogar uma versão de Doom no NES também. O Doom NES, de NancyGold, é um clone do motor do clássico da id Software que roda em uma ROM de apenas 144 kB (o arquivo doom.nes). Foi publicado no itch.io e está marcado como em desenvolvimento. O download é no esquema “pague quanto quiser”, incluindo nada. Mas que vale a pena, se possível, incentivar o criador.
A demonstração mostra a E1M1, com desvanecimento de cores conforme a distância e até a possibilidade de fazer circle strafing. Um comentarista na própria página, o usuário Mindbleach, chegou a dizer que o projeto passou o port de SNES em fluidez, o que dá uma ideia do nível da coisa para um console de 8 bits.
O motor original de Doom usa BSP (árvores de partição do espaço) para decidir o que desenhar. Segundo NancyGold, um nível inteiro com BSP não cabe nos 256 bytes de página do NES e ainda sairia caro demais para o processador. A saída foi usar um sistema de portais, mais parecido com o de Duke Nukem 3D, algo que Mindbleach já havia suspeitado ao notar que, na beirada de um setor, o setor seguinte não era desenhado.
Para ter espaço de ROM suficiente e contar as linhas de varredura, o projeto adotou o mapeador MMC3, que tem justamente um contador de scanlines. Mindbleach também descreveu o motor como de altura fixa, no estilo de Chasm: The Rift, e foi por aí que ele explicou por que a altura do jogador não muda ao andar sobre o piso rebaixado azul.
Nos comentários, NancyGold relata que já corrigiu o pulo de tela, travamentos (um deles acontecia quando a música terminava, e Mindbleach descreveu a trilha como uma versão “bem Konami” de At Doom’s Gate), falhas visuais e o problema do jogador cair entre setores. Os monstros agora têm animação, atiram projéteis e podem ser mortos, ou matar o jogador.
NancyGold diz que pretende liberar o código-fonte mais adiante. A ideia é que desenvolvedores otimizem o motor e o levem para outros sistemas. Ela ainda precisa definir como converter os mapas originais para o formato de portais sem perder o visual autêntico, e promete a jogabilidade completa “em breve”, sem data.
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