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Emulador de Game Boy reconstrói os jogos clássicos do portátil como se fossem dioramas em 3D

Emulador de Game Boy transforma Super Mario Land e Metroid II em dioramas 3D jogáveis no navegador, usando dados reais dos ROMs.

Junior Candido
Emulador de Game Boy reconstrói os jogos clássicos do portátil como se fossem dioramas em 3D

Um emulador de Game Boy que roda no navegador está reconstruindo fases clássicas como se fossem dioramas em 3D. Em vez de só esticar a tela 2D, ele lê o terreno e os dados de colisão do ROM enquanto o jogo roda de verdade e reconstrói plataformas, blocos e moedas num espaço tridimensional. Por enquanto, só Super Mario Land e Metroid II: Return of Samus entram nessa lista.

A descoberta circulou nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, num post de Yoshino (@yoshinokentarou), que costuma vasculhar projetos obscuros de hardware e software retrô. O vídeo que ele compartilhou dura pouco mais de 12 segundos e já dá para entender o truque. No começo, Mario corre pela primeira fase de Sarasaland com o chão virado em volume, palmeiras e pirâmides no fundo, blocos de interrogação saindo da parede e a câmera girando em volta da fase como se alguém tivesse montado um cenário de papelão e ligado o cartucho. Pouco depois a cena muda para as cavernas de SR388: Samus Aran anda sobre plataformas que agora têm espessura, o HUD monochromático continua colado na base da tela e o ângulo se inclina até mostrar o corredor de lado.

O ponto que diferencia isso de um filtro qualquer é o método. O emulador não “inventa” um mapa 3D por cima da imagem. Ele emula o ROM, consulta o que o jogo já usa internamente para saber onde o personagem pisa e o que é sólido, e a partir daí trabalha o cenário. Moeda, bloco, chão e parede viram geometria. Os sprites dos personagens, pelo menos no recorte mostrado, seguem planos, tipo recortes de papel em pé no diorama. A paleta continua aquela do Game Boy original, verdinha, o que deixa o resultado mais nostálgico do que “moderno”.

Quem já brincou com o 3dSen, da Geod Studio, vai reconhecer a ideia. Lá o alvo é o NES: o programa lê o ROM, aplica um perfil 3D e transforma fases de Super Mario Bros. 3, Zelda II ou Castlevania em dioramas jogáveis, inclusive em VR. Um comentário no próprio post do Yoshino apontou essa semelhança. A diferença prática é o hardware de origem e o recorte atual. O Game Boy tem tela menor, menos cores e outra forma de organizar tilemap e colisão. Por isso, no estágio em que o projeto foi apresentado, só dois jogos respondem bem a essa leitura: o game de Mario de 1989 e o Metroid de 1991.

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Isso também explica por que a lista é curta. Cada jogo do Game Boy lida com o seu mundo de um jeito. Super Mario Land trabalha com fases laterais relativamente regulares, blocos e inimigos previsíveis. Metroid II mistura corredores, desníveis e um mapa mais aberto, o que no vídeo vira um labirinto com volume, mas ainda preso à lógica 2D original. Outros clássicos do portátil — Kirby’s Dream Land, The Legend of Zelda: Link’s Awakening, Tetris — pediria outro tipo de interpretação. Um puzzle de peças caindo, por exemplo, não ganha grande coisa virando diorama.

Se o autor expandir a lista de ROMs, o próximo passo natural seria títulos semelhantes aos dois primeiros jogos apresentados. Enquanto isso, o que circula é um vídeo curto, verde e estranhamente convincente: dois jogos de Game Boy rodando no navegador como se alguém tivesse construído o cenário com blocos e deixado o jogo original funcionando de forma diferente.

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Metroid II

Ficha do jogo
Plataformas
Nintendo, Retrô
Lançamento
novembro de 1991
Desenvolvedora
Nintendo Research & Development 1
Publicadora
Nintendo
Gênero
Metroidvania e ficção científica
Junior Candido

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