Gears of War: E-Day usa o SSD do Xbox Series S como memória extra para manter o mundo do jogo intacto
Gears of War: E-Day usa o SSD do Xbox Series S como memória extra para manter cidades detalhadas e buscar 60 FPS.
Gears of War: E-Day roda no Xbox Series S sem reduzir o tamanho nem o nível de detalhe do mundo, e o motivo é um sistema próprio da The Coalition que trata o SSD NVMe do console como uma espécie de memória adicional. O corte aconteceu em outro lugar: os reflexos Lumen ficaram de fora para o jogo conseguir mirar os 60 FPS. A análise vem da Digital Foundry e foi destacada pelo Notebookcheck.
O jogo, que já está com sua análise completa aqui no Arkade, já está em acesso antecipado no Xbox Series X, no Series S e no PC, com lançamento geral marcado para 6 de outubro. Entre as três plataformas, o Series S era o que mais dava trabalho ao estúdio, porque tem bem menos memória que o irmão “mais forte”. Ele tem 10 GB de GDDR6 compartilhada, e uma cidade cheia de detalhes consome isso rápido.
Para resolver, a The Coalition trabalhou com a equipe de plataforma do Xbox e com o Advanced Technology Group e montou um sistema sob medida que usa o NVMe como se fosse RAM. O estúdio aproveitou um ponto em comum entre os dois consoles: ambos têm armazenamento NVMe, e é justamente a velocidade dele que viabiliza a ideia.
A técnica em si não é novidade. Memória virtual funciona assim há décadas: quando a RAM enche, páginas de memória que não estão em uso vão para o armazenamento (o chamado paging, ou swapping) e voltam quando alguém precisa delas. Com um NVMe, essa ida e volta é muito mais rápida do que seria num SSD comum ou num HD. O que diferencia o caso de Gears of War: E-Day é a implementação, pensada para que essa troca não derrube o desempenho no meio do jogo.
Na prática, os dados mais pesados das cidades ficam guardados no NVMe, e só os trechos que os desenvolvedores consideram necessários sobem para a RAM. Segundo a Digital Foundry, a conta teórica é que alguns gigabytes no NVMe rendem cerca de 1 GB de memória extra. Quem decide o que sobe e o que desce são heurísticas avançadas da The Coalition, que acompanham os padrões de acesso e observam o que foi usado mais recentemente. Memória que não aparece em um quadro, ou numa sequência de quadros, vira candidata a ir para o SSD; o que é usado com frequência continua na RAM.
Nada disso sai de graça. Além do limite de memória, o Series S tem uma CPU mais lenta, e foi por isso que a The Coalition tirou os reflexos Lumen para segurar a meta de 60 FPS. O resultado é um jogo visualmente abaixo do que se vê no Series X ou num PC com configuração equivalente. O desempenho, embora elogiado na análise, também apresentou quedas abaixo da taxa-alvo nos diferentes modos de performance.
Quem fala em nome do estúdio é a diretora técnica Kate Rayner, que afirma que Gears of War: E-Day está entre os primeiros jogos a usar esse tipo de tecnologia e que outros estúdios já demonstraram interesse. Dependendo de como for aplicada, essa memória virtual personalizada pode abrir caminho para jogos futuros em hardware com pouca memória, o que interessa de perto a quem desenvolve para o Series S.
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- Lançamento
- 6 de outubro de 2026
- Desenvolvedora
- The Coalition
- Publicadora
- Xbox Game Studios
- Gênero
- Tiro em terceira pessoa




