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Hideo Kojima diz que não gosta da ideia de a IA tirar trabalho e controle dos artistas, mesmo achando que ela vai virar padrão

Hideo Kojima explica por que teme que a IA altere decisões artísticas sem controle humano, apesar de acreditar que a tecnologia será padrão.

Junior Candido
Hideo Kojima diz que não gosta da ideia de a IA tirar trabalho e controle dos artistas, mesmo achando que ela vai virar padrão

Em uma conversa no podcast Koji10, Hideo Kojima afirmou ter sentimentos mistos em relação à inteligência artificial e deixou claro que, para ele, a tecnologia não tem lugar decidindo sozinha o que muda em uma obra. O comentário vem na esteira da polêmica com o DLSS 5, da Nvidia, que acabou envolvendo Death Stranding 2 e, segundo o GamesRadar+, deixou um gosto ruim no criador de Metal Gear Solid sobre a utilidade dessas ferramentas.

Kojima, conforme trazido pela GamesRadar, não fechou a porta para a IA. Ele reconhece que ela funciona bem para dar vida a fotografias antigas ou colorir imagens, e chegou a especular que, um dia, talvez a indústria deixe de fazer remakes. O raciocínio parte de um exemplo concreto: hoje, filmes antigos ainda são restaurados em 4K na mão, por equipes inteiras, e uma IA daria conta do serviço com facilidade.

O ponto central: a IA não entende a intenção do artista

O problema, para ele, aparece quando a tecnologia mexe no que foi decidido de propósito. Como autor de obras originais, Kojima diz que não gostaria de ver alguém alterando demais o resultado final, e dá o exemplo da iluminação: havia um motivo para ele ter escolhido determinado esquema de luz. A conversa muda de figura, segundo o próprio diretor, se a IA for capaz de compreender essas intenções, algo que ela ainda não demonstra.

Quando a entrevista levantou a hipótese de a IA “fazer mudanças” por conta própria, a resposta foi direta: ele não gostaria disso. Kojima abre uma exceção que, na prática, resume a posição dele, que é a de usar a ferramenta com ele no comando. Se fosse ele controlando a IA no próprio trabalho, a história poderia ser outra, mas o diretor admite que não sabe ao certo.

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Padrão no futuro, mas com gente por trás

Kojima admite que isso provavelmente vai se tornar padrão, ao menos em alguma medida. Ele lembra que remasterizar música e restaurar filmes antigos continua dependendo de engenheiros e equipes de produção, que usam a IA para agilizar o processo. Em algum momento, talvez a máquina faça tudo sozinha, e daqui a cem anos a resolução poderá ser ainda maior. Mesmo assim, ele resume que “não gosta muito da ideia”.

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Plataformas
PlayStation, PC
Lançamento
26 de junho de 2025
Desenvolvedora
Kojima Productions
Publicadora
Sony Interactive Entertainment
Gênero
Ação
Junior Candido

Conto a história dos videogames e da velocidade de ontem e de hoje por aqui! Você pode me seguir em instagram.com/juniorcandido ou x.com/junior_candido E para contatos, envie sua mensagem para o e-mail [email protected]

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