“Lars e Ozzy me ligaram quase ao mesmo tempo”: Robert Trujillo conta como foi convidado para o Metallica
Robert Trujillo relembra as ligações de Ozzy Osbourne e Lars Ulrich que o fizeram escolher entre Ozzy e o Metallica.
Robert Trujillo conta como, em um intervalo de 48 horas, recebeu chamadas de Ozzy Osbourne e de Lars Ulrich quase ao mesmo tempo — e precisou escolher o futuro dele no rock.
No podcast Trying Not To Die, apresentado por Jack Osbourne e Ryan Drexler, o baixista do Metallica relembrou o momento em que deixou a banda de Ozzy para entrar no grupo. A história, segundo ele, e conforme transcrito pelo Blabbermouth, tem um lado bem estranho.
“Foi parecido com o jeito que eu entrei na banda do Ozzy”, disse Trujillo. “Demorou um tempo até eu entender o que estava acontecendo. Nessas situações as decisões não caem de uma hora pra outra. Às vezes passam três meses e você fica se perguntando: o que tá rolando?”
Ele explica que o processo com o Metallica também se arrastou por um tempo. A banda estava gravando, resolvendo questões de vida e de negócios. Até que, de repente, as coisas se aceleraram.
“Seu pai (o Ozzy) ligou e falou que ia voltar pra estrada com o Ozzfest. ‘Vamos embora’. Eu respondi: ‘Bora’. No dia seguinte o Lars ligou: ‘Cara, a gente quer que você suba pra San Francisco. Precisamos conversar’. Em 48 horas, dois dos caras mais poderosos do rock estavam me procurando.”
Trujillo foi até a Califórnia. Lá o Metallica ofereceu o posto de baixista, que tinha ficado vago depois da saída de Jason Newsted. Ele lembrou aos três membros que ainda tinha compromisso com Ozzy e queria cumprir a turnê.
A resposta da banda foi direta: “O trem está andando e está andando rápido”. O grupo tinha álbum novo saindo e a agenda já estava em movimento.
“Foi um daqueles momentos raros em que duas coisas incríveis acontecem ao mesmo tempo e você precisa decidir o futuro”, contou. “De um jeito estranho as coisas coincidem e não tem como explicar. Seu pai não ligava pra mim todo dia. Aí ele ligou. E o Lars ligou. Foi isso.”
A história completa um fato que já aparecia no documentário Some Kind of Monster, de 2004. Na época Trujillo ainda estava com Ozzy quando o Metallica o chamou para as audições. O processo durou meses. Ele chegou a beber até as cinco da manhã com Lars Ulrich na véspera de tocar com a banda, acordou com uma ressaca pesada e ainda assim tocou Battery de um jeito que impressionou o grupo.
Hoje, mais de 20 anos depois, ele continua no Metallica e mantém contato próximo com a família Osbourne. A coincidência das duas ligações, no entanto, continua sendo o detalhe que ele destaca quando fala sobre como tudo começou.
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