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Melhores Jogos do Ano Arkade 2016: Dark Souls III

A equipe Arkade se reuniu para eleger os Melhores Jogos de 2016. E é claro que o incrível Dark Souls III merece um lugar nesta lista!

Fernando Floriano

Esta matéria é de 2016 e pode estar desatualizada.

Melhores Jogos do Ano Arkade 2016: Dark Souls III

Hidetaka Miyazaki é um gênio. O artigo poderia resumir-se a tal afirmação e não haveria nenhuma contestação sobre, pois só uma mente a frente de seu tempo seria capaz de conceber um universo tão complexo e maravilhoso quanto o da série Souls.

Sendo uma continuação praticamente direta do primeiro game, Dark Souls III refina basicamente todos seus elementos e consegue algo raro em termos de jogabilidade porque mantém o que o tradicional jogador de Souls gosta, mas da mesma forma implementa elementos oriundos de Bloodborne, trazendo assim um novo frescor a franquia.

A história é altamente subjetiva, sendo que nossas certezas acerca do lore (ou mitologia) são fragmentos do que entendemos como verdade absoluta, se é que isso é possível, dentro do enredo. Digo isso porque entre tantas versões da verdade de como Miyazaki criou Dark Souls, uma me parece mais factível e tem a cara da trilogia.

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O jovem Miyazaki era amante de literatura inglesa, mas como ainda não compreendia a língua muito bem, ao ler seus romances ele começava uma frase, a compreendia, já a próxima ele não conseguia concebê-la, então pulava só pelos trechos que entendia e no fim tinha uma interpretação subjetiva do todo. Por que não um game assim? Onde a mitologia pode ser tão complexa e misteriosa quanto o game design?

E assim surgiu Dark Souls. Ou não. E essa metáfora demonstra porque a série é jogada por milhares de pessoas e fez um sucesso inesperado no ocidente desde o longínquo Demon’s Souls. Falando mais especificamente do terceiro capítulo da franquia, provavelmente seja o game design menos imponente, pois os mapas são relativamente menores do que seus antecessores, mas por outro lado há uma coesão que impressiona, especialmente em como as áreas são interligadas.

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Os chefes são uma parte interessante, pois são desafiadores e as quests dos personagens não jogáveis talvez sejam as mais complexas de realizar, praticamente impossíveis sem algum tipo de guia em minha opinião.

Outro fator que acha digno de nota é o fator replay, porque somando todos os finais possíveis, as quests secundárias, a busca por todas as magias e itens, armaduras (importantíssimas, diga-se de passassem, pois a descrição dos itens diz muito, mas muito mesmo sobre a lore do jogo), você vai ter que jogar ao menos três ou quatro vezes para conseguir a famigerada platina.

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Para finalizar, entre os “cinco games da franquia” é provável que Dark Souls III seja a melhor porta de entrada para novatos, mas ainda assim é difícil. Bem difícil. Difícil a ponto de você amaldiçoar várias gerações do Miyazaki… sem deixar de admirar a genialidade de seu trabalho.

Confira nossa análise completa de Dark Souls III neste link.

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Dark Souls III

Ficha do jogo
Plataformas
PlayStation, Xbox, PC
Lançamento
24 de março de 2016
Desenvolvedora
From Software
Publicadora
Bandai Namco Entertainment, From Software
Gênero
RPG eletrônico de ação e soulslike
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