NBA 2K27 rodando com DLSS 5 vazado inaugura a era dos jogos ultrarrealistas
Arquivos do DLSS 5 encontrados em NBA 2K27 permitiram testes não oficiais da tecnologia de renderização neural da Nvidia em outros jogos, mas o melhor resultado apareceu no próprio jogo de origem.
Um vídeo de pouco mais de um minuto, gravado dentro da versão early access de NBA 2K27, virou a demonstração mais comentada do DLSS 5 antes mesmo do lançamento oficial da tecnologia. O clipe foi publicado no fórum r/nvidia pelo usuário LoveHerMore com o título “a melhor demonstração do DLSS5 é o jogo de onde o .DLL vazou”, e passou de 1,3 mil votos positivos. Na publicação, o autor descreve a cena como a primeira vez que um jogo pareceu transmissão real de basquete, e credita o resultado à quantidade de fotos e vídeos de jogadores e ginásios reais que já existem para treinar esse tipo de rede neural.
O DLSS 5 foi anunciado oficialmente pela Nvidia em março de 2026, durante a GTC, como o maior salto da empresa em computação gráfica desde a chegada do ray tracing em tempo real. Diferente das versões anteriores, voltadas para aumentar a taxa de quadros, essa tecnologia usa um modelo de inteligência artificial para reinterpretar a iluminação e os materiais de uma cena inteira: pele, cabelo, tecidos e reflexos passam por uma renderização neural que aproxima o visual do jogo do acabamento de uma produção de cinema, mantendo a cena fiel ao que os artistas originais desenharam. Segundo a empresa, o recurso roda em tempo real e a até 4K de resolução.
A Nvidia já confirmou parceria com estúdios como Bethesda, Capcom, Ubisoft e Warner Bros. Games, e confirmou suporte a jogos como Starfield, Resident Evil Requiem, Assassin’s Creed Shadows e The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered, com chegada oficial prevista para o outono do hemisfério norte. Entre as demonstrações oficiais divulgadas pela própria empresa estava EA Sports FC, o único título esportivo da lista. Depois do vazamento, jogadores que testaram o DLSS 5 por conta própria notaram um padrão parecido: o efeito costuma ficar mais natural em jogos baseados em atletas e pessoas reais.
O vazamento em NBA 2K27 aconteceu porque a build early access do jogo já trazia um arquivo chamado nvngx_dlssnr.dll, sem nenhuma opção visível nos menus para ativá-lo. A comunidade RenoDX, já conhecida por mods de HDR em outros jogos, usou esse arquivo junto com o ReShade para ligar o recurso dentro de Control, e depois repetiu o processo em jogos como Cyberpunk 2077 e The Last of Us Part II Remastered. A versão vazada funcionava apenas em placas RTX série 50, até um modder conhecido como Uncle Burrito trocar os binários internos e destravar o recurso também em placas RTX série 40.
Rodar esse recurso não oficial tem um custo alto: testes da comunidade mostraram quedas de até metade do desempenho em uma RTX 5090, e um teste de Cyberpunk 2077 com path tracing caiu de 71 para 45 quadros por segundo depois de ativar o DLSS 5 não oficial. A qualidade também variou muito de jogo para jogo, já que nenhum estúdio ajustou o efeito manualmente: em Oblivion Remastered, cenas noturnas ficaram claras demais, e em The Last of Us Part II Remastered, rostos já cuidadosamente modelados pela Naughty Dog mudaram de aparência de um jeito perceptível.
É nesse contraste que o próprio NBA 2K27 se destaca. O jogo de basquete da Visual Concepts, publicado pela 2K, foi construído em cima de rostos e peles escaneados de jogadores reais, exatamente o tipo de material que a rede neural do DLSS 5 foi treinada para interpretar. NBA 2K27 chega às lojas em 3 de setembro de 2026 por US$ 69,99 (R$ 349,00), sem qualquer confirmação da Nvidia de que o título vai receber a tecnologia de forma oficial: por enquanto, ela está ali apenas como resultado de arquivos que vazaram antes da hora.




