Novo livro da Bitmap Books conta a história dos fliperamas, com muita profundidade, desde os anos 70 até 1999
The Arcade 1971, 1999 é o novo livro da Bitmap Books que reúne histórias, artes e bastidores de 120 clássicos dos fliperamas.
A Bitmap Books acaba de anunciar um lançamento e tanto para quem é fã de fliperama: o livro “The Arcade 1971–1999: The Stories Behind Classic Coin-Ops, Told by Their Creators”, já disponível para compra em todo o mundo. A obra reúne 120 jogos de arcade clássicos e promete contar, na voz de quem realmente criou essas máquinas, os bastidores de uma era que moldou a indústria dos games como conhecemos hoje.
Quem assina o livro é Paul Drury, jornalista que passou boa parte da carreira escrevendo para publicações como Edge e Retro Gamer e que já entrevistou centenas de desenvolvedores, artistas e compositores ao longo dos anos. É esse acúmulo de conversas — literalmente décadas ouvindo quem esteve dentro das empresas nos anos 70, 80 e 90 — que dá sustentação ao projeto.
E tem curiosidade boa aqui. O livro promete revelar, por exemplo, que Ms. Pac-Man teria começado como um personagem chamado Otto, antes de virar a protagonista que todo mundo conhece. Também vai destrinchar a polêmica sobre quem de fato criou Donkey Kong, contar como o Q*bert “aprendeu” a praguejar naquele idioma inventado dele, e reconstituir o que aconteceu na noite em que a primeira máquina de Pong foi instalada no bar Andy Capp’s Tavern. São desses detalhes que só saem quando alguém senta para conversar com os próprios criadores, sem intermediários.
Além dos relatos, a publicação traz fotos pessoais raras, esboços de design e anotações de código que nunca tinham vindo a público. Um dos pontos altos, aliás, são as artes conceituais licenciadas pelo The Strong National Museum of Play, mostrando os primeiros rascunhos de clássicos da Atari como Star Wars, Paperboy e Gauntlet. Para quem gosta de entender como uma ideia sai do papel até virar um jogo de arcade, esse material vale sozinho o preço do livro.
Em declaração sobre o projeto, Paul Drury resumiu bem o que motivou tudo isso: os jogos de arcade foram a porta de entrada dele, e de boa parte da geração dele, para o universo dos videogames, e poder conversar com os criadores desses títulos foi, nas palavras dele, um privilégio raro. O livro, segundo o autor, é o resultado de centenas dessas conversas com pessoas que ele considera verdadeiros heróis pessoais.
O peso do projeto também aparece nos nomes que participaram diretamente da obra. O prefácio é assinado por Nolan Bushnell, cofundador da Atari, enquanto o posfácio ficou a cargo de Eugene Jarvis, criador de Defender e Robotron. Bushnell descreveu o livro como uma forma de capturar aquela sensação quase mágica de criar algo do zero. Já Al Alcorn, o criador de Pong, elogiou a pesquisa por trás do material, chamando-a de um retrato bem apurado de como uma indústria inteira nasceu praticamente do nada. Jarvis, por sua vez, comparou os desenvolvedores a alquimistas digitais transformando uma tela em branco em ouro. E Ed Logg, responsável por Asteroids e Gauntlet, resumiu o livro como um jeito de reviver, tudo reunido num só lugar, as histórias por trás dos jogos favoritos de cada um.
No quesito acabamento, a edição segue o padrão que a Bitmap Books costuma entregar: capa dura com ilustração em relevo metalizado, encadernação costurada e cada exemplar embalado em plástico lacrado de fábrica. Internamente, o livro ainda traz ilustrações de gabinetes de arcade assinadas pelo artista Adam Rufino, dando um toque visual à altura do conteúdo.
The Arcade 1971–1999 já está à venda globalmente, com preço sugerido de R$ 244 no site oficial, sem impostos ou frete. O livro também aparece na Amazon brasileira para venda, entretanto está com sua disponibilidade programada para 1º de outubro.
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- Plataformas
- PlayStation, Nintendo, Mobile, Retrô
- Lançamento
- 31 de dezembro de 1982
- Desenvolvedora
- Atari
- Publicadora
- Gottlieb (empresa)
- Gênero
- Quebra-cabeça e plataforma




