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Raccoon City e Chernobyl: o que um desastre real e o surto de Resident Evil têm em comum

Especial compara Chernobyl e os surtos de Resident Evil 2 e 3, mostrando como falhas ignoradas e encobrimentos levaram às catástrofes.

Junior Candido
Raccoon City e Chernobyl: o que um desastre real e um surto fictício têm em comum

Resident Evil 2 e 3 e o acidente nuclear de Chernobyl seguem a mesma lógica de falha em cadeia: ambos os eventos contam com uma decisão corporativa ou política arriscada, um erro que poderia ter sido evitado, autoridades que escondem a gravidade, gente comum e trabalhadores expostos sem saber e, no fim, uma solução extrema para apagar o problema do mapa. A Capcom não se inspirou em Chernobyl para criar sua história, e é justamente por isso que o paralelo chama a atenção: os dois eventos chegaram a estruturas parecidas, por caminhos diferentes entre si.

Um teste mal planejado e um reator que já dava sinais; e a ganância que condenou uma cidade

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O reator 4 alguns meses após o incidente. Foto: IAEA Imagebank / Wikimedia Commons

Em 26 de abril de 1986, o reator 4 da usina de Chernobyl foi destruído durante um teste de segurança. O procedimento havia sido feito por gente que não conhecia o comportamento incomum do reator RBMK-1000 nas condições planejadas, e pelas regras da época o teste nem precisava de aprovação do projetista do reator ou do órgão regulador. Para piorar, um atraso no teste fez com que trabalhadores que haviam assumido um novo turno nem soubessem que um teste seria realizado.

A explicação oficial mudou ao longo dos anos. O relatório INSAG-1, de 1986, apontava como causa principal as ações dos operadores, enquanto o INSAG-7, de 1992, passou a colocar o projeto do reator no centro. Os dois relatórios, ambos da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), concordam num ponto: havia uma cultura de segurança deficiente em todos os níveis. E o RBMK já tinha dado avisos. Um defeito em canal de combustível em Leningrado, em 1975, e uma falha de combustível no próprio Chernobyl 1, em 1982, já indicavam fraquezas no reator.

Duas dessas fraquezas pesaram mais que as outras. O RBMK tinha o chamado coeficiente de vazio positivo: quando a água de resfriamento ferve e vira vapor, a reatividade do reator sobe em vez de cair. Além disso, as hastes de controle terminavam em pontas de grafite, e nos primeiros segundos depois de inseridas elas aumentavam a reatividade antes de reduzi-la, justamente o efeito que a pressão do botão de emergência AZ-5 provocou naquela madrugada. Esses detalhes não eram do conhecimento dos operadores.

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Em Raccoon City, o gatilho foi a ganância. A Umbrella descobriu que o pesquisador William Birkin pretendia vender o G-Vírus ao governo americano e enviou a U.S.S. (Umbrella Security Service), seu braço armado, para recuperar as amostras na operação NESTWRECKER. A missão previa entrar pelos esgotos em 22 de setembro e Birkin foi encontrado, mas acabou baleado pela própria equipe da empresa e se injetou com o G-Vírus. No meio do confronto, a maleta com as amostras se quebrou, o T-Vírus vazou e os ratos dos esgotos o levaram para a superfície. Nas primeiras horas de 23 de setembro, o vírus já estava na cidade.

Pripyat foi fundada em 1970 para abrigar quem trabalhava na usina e tinha cerca de 49 mil moradores em 1986. A relação com Raccoon City é parecida, já que a cidade americana também girava em torno de uma única empresa, a Umbrella, que era sua maior empregadora, e ambas atraíram moradores em busca de trabalho. O ponto em comum é que, nos dois casos, a catástrofe não veio de um único erro. Ela veio de riscos conhecidos e ignorados, somados a uma operação que deu errado no pior momento.

Silêncio: 36 horas em Pripyat; e uma cidade sob controle da Umbrella

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Pripyat – Jason Minshull / Domínio Público

A União Soviética não admitiu o acidente por conta própria. A evacuação de Pripyat só começou às 14h de 27 de abril, cerca de 36 horas depois da explosão, e os moradores foram avisados de que ficariam fora por apenas três dias, com ordem de levar só documentos e comida. A agência estatal TASS só mencionou o caso na noite de 28 de abril, num comunicado de poucas linhas, depois que a usina sueca de Forsmark registrou radiação anormal e a Suécia cobrou explicações. Gorbachev só falaria ao país em 14 de maio. Enquanto isso, as autoridades de Kiev, bem próxima do local, mantiveram os desfiles de 1º de maio, com crianças nas ruas, mesmo com o vento ameaçando levar radiação à capital.

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Em Raccoon City, o controle da informação era mais direto e mais local. Birkin subornou o chefe da polícia, Brian Irons, para acobertar o projeto do G-Vírus, e usava a esposa como intermediária. Irons também aparece como alguém que estava envolvido em corrupção corporativa e recebia propina da Umbrella dos Estados Unidos, para manter tudo às escondidas.

Raccoon City também recebeu avisos. Em julho de 1998, o Incidente da Mansão Spencer, nas montanhas Arklay, já tinha mostrado o que o T-Vírus era capaz de fazer, e os sobreviventes da S.T.A.R.S. relataram o que viram. O laboratório foi destruído, o caso foi abafado, e o papel desse episódio lembra o incidente de Leningrado em 1975 e o de Chernobyl 1 em 1982 no lado soviético.

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A Umbrella também foi atrás de quem sabia demais. O Nemesis-T Type foi enviado para eliminar os sobreviventes da S.T.A.R.S. que tinham presenciado o incidente da mansão, uma forma bem direta de calar testemunhas.

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A cidade tinha o seu jornal, o Raccoon Times, e apesar do veículo não ter ideia do que acontecia no obscuro da cidade, ele começou a publicar e acompanhar relatos de homicídios canibais na região das montanhas Arklay em maio de 1998, meses antes do surto. Os sinais existiam, mas mesmo com os sobreviventes da S.T.A.R.S. relatando a tragédia na mansão-laboratório, a força da propina e das conexões da Umbrella varreram tudo o que poderia ser informação sobre o caos, incluindo um plano de evacuação antecipado, para debaixo do tapete.

Minimizar o perigo: o “3,6 roentgens” e a leitura errada de Chernobyl; autoridades que diminuíram um problema grave

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O primeiro anúncio do incidente, na TV soviética

Um dos números mais citados da história do acidente é o de 3,6 roentgens por hora, e ele costuma ser mal entendido. Não era uma medição de segurança, e sim o limite máximo do aparelho. A equipe só conseguiu apurar que a radiação passava de 0,001 R/s (3,6 R/h), enquanto os níveis reais eram muito mais altos em várias áreas. Mesmo assim, o chefe de turno Alexander Akimov e o vice-engenheiro-chefe Anatoly Dyatlov seguiram sustentando que o reator estava intacto, quando na verdade ele tinha explodido.

O custo humano veio rápido. Os primeiros bombeiros chegaram à 1h28, sem saber da radiação e sem roupa de proteção adequada. Duas pessoas morreram em consequência direta da explosão, e outras 28 morreram de síndrome aguda de radiação ao longo de 1986, entre elas vários bombeiros.

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Michael Warren fez uma estátua pra si mesmo, comeu na mão da Umbrella e depois fugiu, largando a própria filha para a morte

Em Raccoon City, a minimização aparece de outra forma: as autoridades locais estavam comprometidas com a Umbrella e acabaram deixando o problema crescer antes de qualquer resposta séria. Passaram-se cerca de cinco dias entre o vazamento do vírus e o caos absoluto, e a reação que veio foi tardia e guiada pelos interesses da empresa, com o envio da U.B.C.S. e, no fim, com o míssil. A sabotagem do chefe de polícia contra a própria força de segurança piorou o quadro. Uma cidade de cerca de 100 mil habitantes acabou riscada do mapa.

Quem pagou a conta: liquidadores e a U.B.C.S.

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Liqüidadores veteranos recebendo homenagens – Tom Skipp / Wikimedia Commons

A resposta ao acidente de Chernobyl exigiu uma mobilização gigantesca. Estima-se que até 600 mil pessoas, civis e militares, tenham participado das operações de mitigação. Os registros oficiais listam cerca de 400 mil, e os dados sobre as doses recebidas são fragmentados. A dose média foi de 170 mSv em 1986. Os helicópteros que despejaram material sobre o núcleo em chamas, por sua vez, jogaram cerca de 5 mil toneladas de areia, argila, chumbo, dolomita e boro.

No telhado do prédio do reator, os robôs falharam por causa da radiação, e a retirada dos escombros de grafite sobrou para soldados e reservistas, que trabalhavam a pá em turnos de poucos minutos. Eles ficaram conhecidos como biorrobôs.

Na ficção, o equivalente são os mercenários da U.B.C.S. (Umbrella Biohazard Countermeasure Service). A Umbrella enviou 120 mercenários a Raccoon City. A missão “oficial” era resgatar civis, mas a empresa queria mesmo era dados de combate das suas armas biológicas, algo que só os supervisores sabiam. O principal desses supervisores era Nicholai Zinoviev, que acompanhou a Delta Team de perto, registrou o desempenho do Nemesis em combate e tratou os próprios colegas de equipe como fonte de dados.

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Um detalhe frequentemente errado: a força era formada por mercenários e criminosos de guerra recrutados pela Umbrella, e Carlos Oliveira, o personagem mais conhecido do grupo, vinha de um grupo guerrilheiro antigoverno, não de uma prisão. E ele mesmo disse a Jill que “os cachorros não sabem porque são enviados por seus donos”.

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A diferença entre as duas situações é de escala e de consentimento. Os liquidadores eram, em boa parte, convocados sem informação plena sobre o risco. Os soldados da U.B.C.S. eram contratados, mas não sabiam absolutamente do verdadeiro propósito da missão. Ambos só deveriam ir e cumprir seus objetivos.

Culpados: o julgamento soviético e o tribunal de Raccoon City

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O julgamento de Chernobyl – Chernobyl_Revisited

Depois de Chernobyl, veio a busca por responsáveis. No julgamento soviético, segundo o livro Midnight in Chernobyl, de Adam Higginbotham, seis homens foram acusados de negligência na condução de um experimento perigoso e não autorizado. O julgamento aconteceu em julho de 1987. O diretor Viktor Bryukhanov, o engenheiro-chefe Nikolai Fomin e Dyatlov receberam a pena máxima, dez anos em trabalhos forçados, e não houve menção a falhas no projeto do RBMK. Ou seja, a versão do processo apontava os operadores enquanto o próprio projeto do reator só entrou de forma mais clara na revisão internacional de 1992.

Um ano antes do julgamento, em agosto de 1986, o acadêmico Valery Legasov havia apresentado o relatório soviético à Agência Internacional de Energia Atômica, em Viena, culpando os operadores, versão que serviu de base ao INSAG-1. Legasov morreu em 27 de abril de 1988, dois anos depois do acidente, e deixou gravações em que criticava o sistema soviético.

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Em Resident Evil, o desfecho foi político e demorou mais a chegar. O governo americano era um dos clientes de armas biológicas da Umbrella, o que veio à tona nos chamados Raccoon Trials, o julgamento ligado à destruição da cidade. Segundo a cronologia da série, a empresa entrou em colapso por volta de 2003, mas Oswell E. Spencer, o fundador, nunca respondeu em tribunal por tudo o que fez em Raccoon. O presidente renunciou diante da pressão da imprensa sobre o míssil e informações trazidas por sobreviventes. Nos dois casos, quem pagou o preço mais visível foi quem estava mais exposto, e não necessariamente quem mais tinha poder de decisão.

Apagar do mapa: o Sarcófago, o míssil e o que veio depois

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O New Safe Confinement em 2017 – Tim Porter / Wikimedia Commons

A solução para o reator 4 foi o Sarcófago, uma estrutura de emergência. Ela foi construída em 206 dias. Nunca foi pensada para durar a longo prazo, e o concreto se deteriorou com o tempo. A solução definitiva foi o New Safe Confinement, um arco de aço que foi deslizado sobre o reator entre 14 e 29 de novembro de 2016 e que foi projetado para durar 100 anos, com financiamento internacional gerido pelo EBRD, que reuniu mais de 40 doadores e chegou a cerca de 2,1 bilhões de euros no programa completo de proteção do local, dos quais cerca de 1,5 bilhão foi só para o arco. Mas, após a invasão russa na Ucrânia, a região foi palco de conflito, e um ataque de drone russo em fevereiro de 2025 danificou a estrutura, com o EBRD alertando que, sem reparo, a vida útil projetada estaria em risco.

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Em Raccoon City, a solução foi mais drástica. Na operação de esterilização, um míssil destruiu a cidade ao nascer do sol de 1º de outubro de 1998, e a maior parte dos cerca de 100 mil habitantes não sobreviveu. Foi a “solução final” para um caos que poderia ter sido evitado muito antes, inclusive se alguém tivesse dado ouvidos aos policiais da S.T.A.R.S. que sobreviveram à Mansão Arklay, pouco mais de dois meses antes.

Os eventos de Resident Evil 2 e 3 se sobrepõem no tempo: Jill Valentine começa a fugir em 28 de setembro, Leon e Claire chegam à cidade em 29 de setembro, e o míssil cai no amanhecer de 1º de outubro.

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O detalhe mais novo sobre a cidade vem de Resident Evil Requiem (2026). O jogo, que revisita a cidade destruída, revela que uma instalação separada, a ARK, foi construída sob Raccoon City e guarda o Elpis, a criação final de Spencer, e que o míssil serviu para encobrir isso. A operação também tinha o objetivo de eliminar qualquer evidência da cumplicidade do governo com a Umbrella, entre documentos e pesquisas abandonadas. Isso muda a leitura do paralelo: enquanto o Sarcófago foi uma medida de contenção, o míssil funcionou, dentro da história, como destruição de provas. E, curiosamente, as ruínas da cidade foram colocadas em quarentena com prazo previsto para terminar em 2026, o mesmo ano em que o acidente real completou 40 anos.

Onde o paralelo termina

Raccoon City e Chernobyl: o que um desastre real e um surto fictício têm em comum (imagem 2)

Comparar não significa igualar. Chernobyl deixou consequências que a ficção não reproduz. O relatório do Chernobyl Forum, coordenado pela IAEA e pela OMS, atribuiu 56 mortes diretas e estimou que pode haver até 4 mil mortes por câncer entre as cerca de 600 mil pessoas mais expostas à radiação. Além disso, foi criada uma zona de exclusão de 30 km. Já o desastre de Raccoon City é um evento que foi saindo do submundo das pesquisas biológicas e subindo para a superfície da vida comum, saindo do controle, gerando um caos inimaginável e sendo resolvido “em uma manhã”, com um míssil que destruiu tudo e todos que estavam na cidade condenada.

O que o paralelo mostra é outra coisa: sistemas que priorizam a própria imagem e controle da informação tendem a agravar o dano quando algo dá errado. Isso vale para uma usina soviética e para uma corporação farmacêutica de videogame.

Fontes Consultadas

Resident Evil: surto, Umbrella e Raccoon City

•  Incidente de destruição de Raccoon City (vazamento, míssil de 1º de outubro de 1998, cerca de 100 mil mortos, cobertura): https://residentevil.fandom.com/wiki/Raccoon_City_Destruction_Incident

•  William Birkin, G-Vírus, propina a Brian Irons e catalisador do surto: https://residentevil.fandom.com/wiki/William_Birkin

•  NEST (laboratório subterrâneo) e vazamento do t-Vírus para a cidade: https://residentevil.fandom.com/wiki/NEST

•  Raccoon Trials / julgamento da Umbrella, colapso por volta de 2003, Operation NESTWRECKER e ratos nos esgotos: https://residentevil.fandom.com/wiki/Raccoon_Trials

•  Brian Irons, propina da Umbrella USA e abafamento do caso da mansão: https://residentevil.fandom.com/wiki/Brian_Irons

•  Incidente da Mansão Spencer (maio–julho de 1998) e S.T.A.R.S.: https://residentevil.fandom.com/wiki/Mansion_incident

•  U.B.C.S., missão “oficial” de resgate e monitores: https://residentevil.fandom.com/wiki/Umbrella_Biohazard_Countermeasure_Service

•  Carlos Oliveira (guerrilha, não prisão; cerca de 120 mercenários; diálogo sobre os “cães”): https://residentevil.fandom.com/wiki/Carlos_Oliveira

•  Nicholai Zinoviev (monitor, dados de combate): https://residentevil.fandom.com/wiki/Nikolai_Zinoviev

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•  Nemesis-T Type enviado para eliminar sobreviventes da S.T.A.R.S.: https://residentevil.fandom.com/wiki/Nemesis-T_Type

•  Cronologia sobreposta de RE2 e RE3 (Jill a partir de 28 de setembro; Leon e Claire em 29; míssil no amanhecer de 1º de outubro): https://residentevil.fandom.com/wiki/Raccoon%27s_Destruction

•  ARK, laboratório de Spencer sob a cidade: https://residentevil.fandom.com/wiki/ARK_Laboratory

•  Elpis e o uso do míssil como cobertura: https://residentevil.fandom.com/wiki/Elpis

•  Michael Warren (prefeito, relação com a Umbrella): https://residentevil.fandom.com/wiki/Michael_Warren

•  Raccoon Times e os relatos de homicídios canibais nas Arklay: https://residentevil.fandom.com/wiki/Raccoon_Times

•  Oswell E. Spencer (nunca julgado pelo que fez em Raccoon): https://residentevil.fandom.com/wiki/Oswell_E._Spencer

•  Umbrella Corporation (maior empregadora da cidade e cliente de armas biológicas): https://residentevil.fandom.com/wiki/Umbrella_Corporation

Requiem (2026): https://www.destructoid.com/resident-evil-requiem-ending-choice-explained/

Chernobyl: causa, projeto do RBMK e relatórios

•  INSAG-1 / relatório da reunião de revisão pós-acidente (Viena, 25–29 de agosto de 1986; versão que culpa sobretudo os operadores): https://www.iaea.org/publications/3598/summary-report-on-the-post-accident-review-meeting-on-the-chernobyl-accident

•  INSAG-7 (1992), que desloca o peso para o projeto das hastes e dos sistemas de segurança, mantendo a cultura de segurança deficiente: https://www.iaea.org/publications/3786/the-chernobyl-accident-updating-of-insag-1

•  PDF do INSAG-7 (Safety Series No. 75-INSAG-7): https://inis.iaea.org/records/92ygd-jqm69/preview/53074792.pdf

•  Sequência do teste (potência, ORM, AZ-5, pontas de grafite, coeficiente de vazio positivo), World Nuclear Association: https://world-nuclear.org/information-library/appendices/chernobyl-accident-appendix-1-sequence-of-events

•  RBMK, coeficiente de vazio positivo e haste com deslocador de grafite (arquivo da WNA): https://web.archive.org/web/20100619081158/http://world-nuclear.org/info/inf31.html

•  Página atual da WNA sobre o acidente: https://world-nuclear.org/information-library/safety-and-security/safety-of-plants/chernobyl-accident

Silêncio, evacuação e minimização

•  Linha do tempo (explosão 1h23, bombeiros às 1h28, evacuação às 14h de 27 de abril, Forsmark/TASS em 28 de abril, Gorbachev em 14 de maio): https://www.atomicarchive.com/science/power/chernobyl-timeline.html

•  As 36 horas, aviso de “três dias”, documentos e comida (History.com, com base em arquivos e em Serhii Plokhy): https://www.history.com/articles/chernobyl-disaster-coverup

•  Atraso da fala de Gorbachev e da evacuação de Pripyat (Los Angeles Times, 18 de junho de 1986): https://www.latimes.com/archives/la-xpm-1986-06-18-me-11180-story.html

•  O “3,6 roentgens” como teto do aparelho (1.000 μR/s = 3,6 R/h), a partir do relato de Dyatlov: https://not-toys.com/featured-projects/chernobyl-1986/3-6-roentgen-not-great-not-terrible/

Liquidadores, doses e mortes diretas

•  Até 600 mil liquidadores; dose média de 170 mSv em 1986 (OCDE/NEA): https://www.oecd-nea.org/jcms/pl_28312/

•  Chernobyl Forum, “a escala real” (até 4 mil mortes por câncer entre os cerca de 600 mil mais expostos; menos de 50 mortes então atribuídas diretamente à radiação): https://www.iaea.org/newscenter/pressreleases/chernobyl-true-scale-accident

•  Relatório de saúde do Chernobyl Forum / OMS (2005–2006): https://www.who.int/publications-detail-redirect/9241594179

•  UNSCEAR 2008, Anexo D (efeitos à saúde; 28 mortes por síndrome aguda de radiação em 1986, além das 2 da explosão): https://www.unscear.org/unscear/publications/2008_2.html

Julgamento e Legasov

•  Sentença de 10 anos a Bryukhanov, Fomin e Dyatlov (julgamento de julho de 1987; TASS; sem menção a falha de projeto): https://www.latimes.com/archives/la-xpm-1987-07-30-mn-371-story.html

•  Midnight in Chernobyl, Adam Higginbotham (fonte que o próprio texto usa para a acusação de negligência e para o processo): edição Simon & Schuster, 2019.

Sarcófago, New Safe Confinement e o ataque de 2025

•  Deslizamento do arco (14–29 de novembro de 2016), vida útil de 100 anos, cerca de €1,5 bilhão só para o arco e €2,1 bilhões no programa, mais de 40 doadores, gestão do EBRD: https://web.archive.org/web/20170126195658/http://www.ebrd.com/news/2016/unique-engineering-feat-concluded-as-chernobyl-arch-has-reached-resting-place.html

•  Página atual do EBRD sobre Chernobyl e o dano do drone de 14 de fevereiro de 2025: https://www.ebrd.com/home/what-we-do/focus-areas/nuclear-safety/making-chornobyl-safe.html

•  Avaliação de reparo e risco à vida útil projetada (World Nuclear News): https://www.world-nuclear-news.org/articles/emergency-repairs-for-chernobyl-shelter-might-top-eur100-million

•  Avaliação da IAEA após o drone: https://www.neimagazine.com/news/iaea-assesses-chornobyl-drone-damage/

Zona de exclusão e o limite do paralelo

•  Zona de 30 km, doses de evacuados e população contaminada (OCDE/NEA): https://www.oecd-nea.org/jcms/pl_28312/

•  Síntese do Forum (56 mortes diretas no conjunto usado pelo artigo; estimativa de até 4 mil cânceres no grupo mais exposto): https://www.iaea.org/newscenter/pressreleases/chernobyl-true-scale-accident

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Resident Evil 3: Nemesis

Ficha do jogo
Lançamento
22 de setembro de 1999
Desenvolvedora
Capcom
Publicadora
Capcom
Gênero
Survival horror
Junior Candido

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