Resident Evil Requiem rendeu mais em discos no PlayStation do que em todas as versões do Xbox somadas, segundo estimativa da Alinea Analytics
Estimativa da Alinea Analytics aponta que Resident Evil Requiem faturou mais em discos no PlayStation do que em todas as versões do Xbox.
Os discos de Resident Evil: Requiem no PlayStation faturaram cerca de 1,8 vez mais do que o jogo inteiro no Xbox, contando cópias físicas e digitais. A conta é do analista Rhys Elliot, da Alinea Analytics, e foi publicada numa newsletter reportada pela Eurogamer nesta quarta-feira (21). São estimativas do analista, não números divulgados pela Capcom ou pela Sony.
Pelos cálculos dele, Resident Evil: Requiem vendeu 1,3 milhão de cópias físicas. Isso representa 15% da receita total do jogo e 30,2% da receita só no PlayStation.
Outros lançamentos de campanha single-player ficaram abaixo dos 30% em mídia física: 007 First Light, Assassin’s Creed Black Flag Resynced e Crimson Desert. Mesmo sendo minoria, é uma fatia grande do faturamento. Marvel’s Wolverine mostra isso bem: das 2,6 milhões de cópias estimadas, 800 mil são em disco, quase um terço da receita.
No Japão, o disco pesa ainda mais
Segundo Elliot, jogos first-party da PlayStation e títulos feitos para o público japonês, como os da Capcom, vendem mais em mídia física por lá. Ele atribui isso ao fato de o disco estar “enraizado na cultura” do país.
Dois exemplos: 44% das vendas de Pragmata e 44,1% das de Onimusha: Way of the Sword foram físicas. Como o Japão responde por 11% das vendas de Pragmata e 12% das de Onimusha, o comportamento de compra dos japoneses mexe de verdade nas estatísticas globais.
É nesse cenário que a Sony lançou o PS5 Black no Japão, versão só digital e exclusiva do país, por US$ 350, com leitor de disco vendido à parte por US$ 75. Para Elliot, a ideia é “empurrar” os jogadores japoneses para a compra digital.
Esportes ficam fora da conta
O quadro muda nos jogos esportivos. O líder de vendas atual do PlayStation, FC 27, tem só 8,9% das vendas em mídia física. Ainda assim, Elliot lembra que a força do disco nos jogos de campanha ajuda a explicar a reação negativa à mudança de rumo da Sony.
Na segunda-feira (19), o criador do PlayStation, Ken Kutaragi, afirmou que o disco virou uma “metáfora para ‘possuir’ jogos” e que a irritação com o fim da mídia física provavelmente é uma “questão de mentalidade”. A Sony, por sua vez, segue batendo o pé e mantém firme a ideia de que vai manter o plano de se afastar dos discos, apesar da polêmica.
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- Plataformas
- PlayStation, Xbox, Nintendo, PC
- Lançamento
- 27 de fevereiro de 2026
- Desenvolvedora
- Capcom
- Publicadora
- Capcom
- Gênero
- Survival horror




