The Legend of Zelda: The Wind Waker é mais um game da Nintendo que está rodando nativamente no iPhone e iPad
BlueWake leva The Legend of Zelda: The Wind Waker ao iPhone e iPad com compilação nativa, melhorias visuais e suporte a mods.
The Legend of Zelda: The Wind Waker já roda nativamente no iPhone e no iPad. O BlueWake, publicado nesta segunda-feira (28) por Chris Sotraidis, é o primeiro port público de recompilação estática do clássico de GameCube para iOS e iPadOS.
Para entregar o jogo rodando sem emulação, o código PowerPC do disco é traduzido no Mac e compilado para ARM64 antes da partida começar. No celular ou no tablet o jogo executa nativo, com uma camada de compatibilidade derivada do Dolphin cuidando de memória, timing, áudio DSP e gráfico em Metal.
O anúncio veio com vídeo e o repositório aberto no GitHub. Quase dois meses de idas e vindas, segundo o próprio autor, até o jogo ficar estável o bastante para mostrar Outset, o Grande Mar e Windfall com upscale e mods.
O que o BlueWake entrega na prática
Dá para subir a resolução até 4×, usar o widescreen 16:9 de fábrica e carregar packs de textura no estilo Dolphin. O autor cita o trabalho de Hypatia, aquele pack antigo que refez quase o jogo inteiro em alta resolução e ainda é o favorito de quem joga Wind Waker no PC.
O outro ingrediente que muda o ritmo é o Better Wind Waker, do WideBoner. Ele traz para o original de 2002 vários ajustes que o HD da Wii U popularizou: Swift Sail no lugar da vela comum (vento a favor e barco mais rápido), texto instantâneo, gancho e rolamento mais ágeis, baús do Tingle sem o tuner, câmera invertida e um bocado de cortes de espera. Quem já zera o jogo de tempos em tempos sabe o quanto isso tira o peso da navegação.
Para os controles, o game tem editor de touch (posição, tamanho, opacidade), suporte a controle e teclado, remap de botões e inversão de câmera. No iPhone os botões virtuais ficam nas faixas pretas ao lado da imagem.
Saves usam o formato de memory card do próprio jogo e aceitam importação de save do Dolphin da versão americana.
Como funciona — e o que você precisa ter
A regra é clara, como sempre: traga o seu disco. O builder só aceita a versão americana de GameCube, código GZLE01, revisão 0. Outras regiões e revisões são recusadas. Não existe IPA pronto para baixar. Você clona o repositório, aponta o ISO no Mac com Apple silicon e o script traduz o executável principal mais 415 módulos REL, gera um perfil de otimização rodando um pedaço do jogo no próprio Mac e empacota o app.
A primeira compilação passa fácil de uma hora. Nas seguintes o processo reaproveita etapas prontas. Depois é feito o sideload (AltStore, SideStore, Sideloadly ou Xcode), para copiar o mesmo ISO para o aparelho e importar na primeira abertura.
O projeto se apoia no tradutor e no runtime do ExpansionPak (DolRecomp), no RecompCore, no Dolphin e no renderer Aurora. Sotraidis também usou o Codex na integração, no debug e na parte de app iOS. Sem esses blocos, segundo ele, o port não saía.
Desempenho e o que ainda não foi testado
No iPad Pro 12,9” com M2 o jogo segura 30 fps na velocidade original, que é o frame rate do GameCube. Uma sessão de 44 minutos teve registrado só 14 segundos abaixo de 29 fps, quase tudo em troca de área. No iPhone 14 (A15) a maior parte do tempo também fica em 30; cenas cheias e o overflight da tela-título caem para 25–27.
Para quem tem o ISO americano, um Mac com processador atual da Apple e paciência de compilação, o Grande Mar agora cabe também no tablet de forma direta. É só visitar, conhecer e baixar o que precisar: github.com/chrissotraidis/bluewake.
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