The Sinking City 2 mergulha de vez no survival horror lovecraftiano e chega hoje aos PCs e consoles

A Frogwares está de volta às águas nada convidativas do horror lovecraftiano. The Sinking City 2 chega nesta terça-feira, 18 de agosto, para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, abandonando boa parte da estrutura investigativa que definiu seu antecessor para assumir de vez a identidade de um survival horror em terceira pessoa. Desta vez, a história nos leva até Arkham, uma cidade portuária da Nova Inglaterra dos anos 1920 que está literalmente afundando graças a uma enchente sobrenatural. Ruas inundadas, prédios Art Déco deteriorados, hospitais suspeitos e mercados de peixe que parecem vender coisas que definitivamente deveriam continuar no fundo do oceano compõem o cenário.
Apesar do número 2 no título, a Frogwares não está simplesmente repetindo a fórmula de The Sinking City, lançado originalmente em 2019. O novo protagonista é Calvin Rafferty, um aventureiro ligado ao ocultismo que chega a Arkham durante uma situação particularmente complicada. Um ritual fracassado aprisionou a alma da mulher que ele ama nas chamadas Dreamlands, enquanto forças sobrenaturais roubaram seu corpo. A busca para recuperá-la acaba levando Calvin cada vez mais fundo na origem da inundação e, naturalmente, para perto das criaturas que habitam suas águas. Antes do lançamento, a Frogwares chegou a disponibilizar no Steam uma demo com aproximadamente uma hora, cobrindo justamente o começo dessa jornada.
A principal mudança está no próprio gênero. A Frogwares construiu boa parte de sua história produzindo aventuras de investigação, incluindo diversos jogos de Sherlock Holmes, e o primeiro The Sinking City carregava bastante desse DNA. The Sinking City 2 coloca o survival horror no centro da experiência, trabalhando com recursos limitados, gerenciamento de inventário, quebra-cabeças, exploração e combates nos quais fugir também pode ser uma boa estratégia. É uma direção que aproxima o projeto de jogos como Resident Evil e Silent Hill, mas sem jogar fora completamente a especialidade do estúdio. Investigações continuam existindo, só que agora aparecem como conteúdo opcional capaz de abrir caminhos mais seguros, revelar suprimentos e liberar melhorias.
Arkham também foi construída para incentivar exploração e retornos a locais anteriores. O jogador poderá circular tanto a pé quanto de barco, encontrar atalhos entre áreas inundadas e revisitar regiões depois de conseguir novos recursos. No caminho aparecem criaturas inspiradas diretamente no imaginário de H.P. Lovecraft, incluindo os Deep Ones, além dos Slither, capazes de animar cadáveres, e entidades chamadas Shadows, que distorcem o espaço ao redor do jogador. O sistema de progressão permite ajustar a build de Calvin e melhorar armas, enquanto locais seguros servem como momentos de preparação antes de novas incursões. No Xbox Series X|S, a página oficial também lista suporte a 4K, ray tracing e modos acima de 60 quadros por segundo.
Talvez o aspecto mais interessante de The Sinking City 2 seja justamente observar a Frogwares tentando transformar sua experiência com investigação em outra coisa. Em vez de simplesmente fazer uma aventura policial com monstros, o estúdio usa pistas, documentos e pequenos casos como ferramentas de sobrevivência dentro de um jogo mais voltado ao horror e ao combate. Tudo isso continua cercado pelo tipo de horror cósmico no qual descobrir a resposta para uma pergunta normalmente cria três problemas novos. The Sinking City 2 está disponível a partir de hoje para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, com interface e legendas em português brasileiro no PC. Para quem prefere testar a temperatura dessas águas antes de mergulhar, a versão de Steam também conta com uma demo gratuita.








