Preview Arkade – Call of the Elder Gods aposta em quebra-cabeças divertidos e uma história mais profunda

23 de abril de 2026

Call of the Elder Gods, o novo título de aventura narrativa em primeira pessoa da Out of the Blue Games, chega como sequência direta de Call of the Sea, de 2020. O jogo mantém o foco em exploração, observação e quebra-cabeças ambientados em um universo inspirado por H.P. Lovecraft.

Aqui você vai conferir as primeiras impressões envolvendo os três primeiros capítulos do game, com a co-protagonista Evangeline Drayton e o professor Harry Everhart em uma trama que envolve sonhos estranhos, artefatos antigos e segredos que desafiam a sanidade.

Prólogo: sonho, telefonema e sessão de terapia

Tudo começa com Evangeline Drayton, estudante da Universidade Miskatonic, atormentada por sonhos impossíveis sobre um artefato descoberto há uma década. Após isso, já temos uma expectativa de encontro entre ambos, e os primeiros passos da história.

A introdução, além de voltar ao passado, inclui ainda uma sessão de terapia que ajuda a apresentar os dois personagens, algumas motivações, e o tom de horror cósmico. Esses momentos iniciais servem diretamente para conectar o game com os eventos de Call of the Sea, agora 30 anos depois, e preparam o terreno para a jornada em busca de respostas do passado, e do futuro.

Mansão Everhart: exploração e introdução ao gameplay

Ao chegar na Mansão Everhart, em New England, o jogo abre espaço para o estilo de jogabilidade principal. Chegou a hora de andar em uma grande mansão, examinando documentos espalhados, coletando itens e resolve os primeiros quebra-cabeças baseados em observação.

É aqui, também, que o título mostra como alternar entre Harry Everhart e Evangeline Drayton para resolver problemas que envolvem tempo e espaço. A mansão funciona como um tutorial orgânico, com seus livros ocultos, pistas espalhadas pelo ambiente, uma pequena dose de Latim e mecânicas de interação com o cenário deixam claro que o progresso depende de atenção aos detalhes, sem pressa.

Cavernas colossais e relíquias antigas: a jornada ganha força

A partir do segundo e terceiro capítulos, a história avança para cavernas enormes e ambientes com relíquias antigas. Os puzzles ficam um pouco mais elaborados, exigindo que o jogador combine observação, lógica e a troca entre os dois protagonistas.

Além de explorar misterios na profundeza das águas e também em um item de tecnologia e idiomas muito diferentes, mas que tem todo o sentido por aqui.

A conexão com os mistérios centrais do jogo se aprofunda, e o enredo começa a revelar camadas maiores sobre o artefato e as forças além da compreensão humana. Esses espaços entregam a sensação de escala e estranheza que fãs de narrativas lovecraftianas esperam.

Sociedade da Sabedoria Estrelada: grupo central no enredo

E após superar as cavernas, esses capítulos iniciais também servem para apresentar a Sociedade da Sabedoria Estrelada, uma organização cheia de segredos que se torna parte fundamental da trama.

Seus membros aparecem em documentos e diálogos, adicionando camadas extras de mistério ao que o jogo já apresenta. A sociedade ajuda a explicar partes da lore, aprofunda o jogador ainda mais no enredo, e motiva as ações de Evangeline e Harry Everhart, que seguem nas buscas por respostas.

Visual e puzzles: essência preservada com toques novos

O visual de Call of the Elder Gods continua fiel ao antecessor. Os ambientes, renderizados no Unreal Engine 5, vão de uma mansão com iluminação leve sobre livros, quadros e mui ué a madeira, até paisagens mais exóticas, como areias vermelhas e terras congeladas. A trilha sonora, novamente composta por Eduardo De La Iglesia, reforça o clima de tensão sutil.

Os quebra-cabeças são interessantes e fazem a mente trabalhar, mas tendem são mais acessíveis que em outros jogos do gênero. Quem curte os puzzles de Resident Evil ou aventuras semelhantes vai encontrar aqui um bom equilíbrio entre desafio e satisfação. Não é necessário ser expert para progredir, mas prestar atenção aos detalhes sempre vale a pena.

Mas se tiver qualquer dificuldade, o jogo oferece um sistema de dicas graduais no menu de pausa. Elas começam com pequenos esclarecimentos e só avançam até a solução completa se o jogador continuar olhando tais dicas.

Essas dicas não afetam conquistas nem o progresso, mas limitam um pouco a experiência de descoberta, sendo interessantes usar elas apenas depois de tentar a solução por bastante tempo, mantendo o prazer de resolver sozinho, o grande trunfo do jogo.

Call of the Elder Gods entrega, nesses capítulos iniciais, uma conexão sólida com Call of the Sea, puzzles divertidos e uma história lovecraftiana de qualidade. Você pode, por enquanto, aproveitar a demo disponível do jogo, enquanto ele não chega.

O game está com lançamento agendado para o dia 12 de maio, para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC.

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Junior Candido

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