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A imprensa veio com suas críticas “profundas” com um filme que não se leva a sério como Street Fighter, mas a audiência adorou a proposta

O público aprovou o novo filme de Street Fighter, enquanto a crítica especializada dividiu opiniões sobre o tom e a história.

Junior Candido
A imprensa veio com suas críticas narrativas com um filme que não se leva a sério como Street Fighter, mas a audiência adorou a proposta

A audiência já abraçou o novo filme de Street Fighter. Nos primeiros dias em cartaz, a adaptação live-action da Legendary Pictures e da Paramount Pictures, feita com apoio da Capcom, marcou 83% de aprovação no Rotten Tomatoes com mais de 250 críticas de público, conforme a Eurogamer. O tom geral é de gente que curtiu a diversão da adaptação, mesmo com alguns poréns, o que já era esperado conforme os trailers foram aparecendo.

Quem viu e gostou descreve o filme como uma versão divertida do jogo, pra “desligar o cérebro” e curtir sem nenhum compromisso. Não é um consenso absoluto, claro. Parte dos fãs acha que o filme ficou “tonto até demais”, que as cenas de ação acabam rápido demais e que o excesso de piadas ás vezes pesa em alguns momentos. Ainda assim, entre as mais de 250 avaliações, a recepção positiva domina.

É fácil perceber que o público entendeu a ideia do filme, diminuiu a régua crítica para aproveitar o filme, e gostou de ver o que o filme oferece de luta, referências e visual.

Mas do lado da crítica especializada a história muda. A média no Rotten Tomatoes fica em torno de 45%. Uma das críticas aponta algo como “que o filme se segura até a metade e depois perde o rumo quando acumula linhas narrativas”. Há quem avaliou o filme como “divertido, mas com história chata”, ou “visualmente impressionante, mas estúpido”.

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Ou seja: a régua crítica se manteve procurando elementos técnicos o suficiente para um filme que desde seu primeiro trailer, era notório que se posicionaria mais como uma versão fanfarrona de filmes “ruins mas bons” dos anos 90, como uma epopéia que tivesse a pretensão de concorrer ao Oscar.

A produção tem direção de Kitao Sakurai e conta com o selo de aprovação interna da Capcom, algo que a empresa já vinha reforçando em conversas anteriores sobre o projeto. O elenco mistura nomes conhecidos de ação e luta, e a proposta parece ser entregar o espírito do jogo dos anos 90 sem tentar transformar tudo em “um drama intrigante”. Se a audiência continuar respondendo assim nos próximos dias, o contraste com a crítica pode virar o principal ponto de conversa sobre o filme.

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Street Fighter

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Junior Candido

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