Donkey Kong Country 2 é mais um clássico que sai do Super Nintendo e chega aos PCs de forma nativa e melhorada
Donkey Kong Country 2 ganha versão nativa para Windows e macOS, com widescreen, save state, rewind e melhorias visuais no PC.
Donkey Kong Country 2 do Super Nintendo é mais um clássico que passou a rodar nativo no Windows e no macOS. O projeto independente DKC2Recomp, publicado no GitHub pelo desenvolvedor elliotttate, recompila o código do cartucho de 1995 e entrega o jogo completo no PC, com direito a tela larga, save state, rewind e fast-forward.
A compilação mais recente, v0.0.5 Refresh 2, foi liberada em 3 de setembro com builds para Windows x64 e Mac com chip Apple Silicon. O autor afirma ter testado a campanha inteira, fase a fase.
Como sempre, em projetos desta natureza, a página de download não traz a ROM. Quem quiser jogar precisa apontar uma cópia da versão norte-americana USA v1.0, de 4 MB. O launcher confere o arquivo antes de abrir a partida. Sem a ROM, o programa não funciona.
A diferença para um emulador comum está no método. Em vez de interpretar o processador 65816 o tempo todo, o DKC2Recomp traduz boa parte do programa original para C nativo, com 3.475 variantes compiladas antecipadamente. PPU, áudio SPC700, DMA e o mapeamento do cartucho continuam no runtime compartilhado, baseado no framework snesrecomp. Na prática, o jogo vira um aplicativo nativo, permitindo recursos adicionais próprios e pensados exclusivamente para ele.
Isso ajuda a explicar o pacote de funções que o SNES nunca teve. Dá para jogar em 16:9 ou 16:10, sem esticar a imagem original em 4:3. O modo widescreen tenta reconstruir margem, terreno e objetos a partir do estado ao vivo da fase, e ainda passa por uma auditoria determinística de rota. O upscaler experimental Reconstruct decodifica os ruídos intencionais da imagem original. Mas, quem preferir o visual de sempre, também pode encontrar filtros CRT, Composite e Trinitron.
Os Assist Tools liberam cinco slots de save state, rewind e avanço rápido. O SRAM do cartucho segue separado, então o save “de verdade” e o save instantâneo funcionam de forma separada. Tem também um script para marcar fases, abrir o Lost World, além de ajustar Kremkoins e Banana Coins. No Mac, o app nativo ganhou menu AppKit, ícone no Dock e pacing amarrado ao refresh da tela.
Ports não oficiais com build nativa de Mac ainda são lançados em menor número. A maior parte desse tipo de projeto para no Windows e deixa o resto para que o Wine resolva. Mas aqui o pacote macOS já vem como DKC2Recomp.app. A assinatura é ad-hoc, sem notarização da Apple, então o Gatekeeper pode “reclamar” na primeira abertura, mas confirmando o jogo abre tranquilamente.
No Windows o caminho é mais direto: baixa o ZIP da v0.0.5-r2, extrai tudo junto (o SDL2.dll e a pasta de assets precisam ficar ao lado do .exe) e roda o DKC2Recomp.exe. O launcher em Dear ImGui pede a ROM, deixa mapear teclado ou controle e guarda as opções.
O mesmo autor mantém outros projetos “irmãos”. DKC1Recomp trata do primeiro Donkey Kong Country. DKC3Recomp cobre Dixie Kong’s Double Trouble!. Os três partem da mesma família de engine da Rare no SNES e do mesmo pipeline de recompilação. O que significa que a trilogia toda está disponível neste formato.
O código, as notes da v0.0.5 Refresh 2 e os ZIPs de Windows e Mac estão em github.com/elliotttate/DKC2Recomp.
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- Lançamento
- 20 de novembro de 1995
- Desenvolvedora
- Rare
- Publicadora
- Nintendo
- Gênero
- Plataforma




