Fórmula 1 – Lewis Hamilton considera adiar uma possível aposentadoria com a chegada do GP da África de 2030
Lewis Hamilton admite que pode adiar a aposentadoria para disputar o futuro GP da África, previsto para estrear em Ruanda a partir de 2030.
Lewis Hamilton deu um recado bem animador para seus fãs em Austin: a chegada da Fórmula 1 à África pode atrasar a aposentadoria dele para mais tempo do que muitos imaginavam.
Na coletiva antes do Grande Prêmio dos Estados Unidos, o heptacampeão da Ferrari brincou que agora está “forçado a ficar bem mais tempo” no grid. O motivo: a F1 fechou um acordo de 10 anos com Ruanda para realizar o Grande Prêmio da África no início da década de 2030, em um circuito novo que ainda vai ser construído em Bugesera, cerca de 40 km ao sul de Kigali. Para Hamilton, isso fecha um ciclo que ele mesmo vinha cobrando há anos.
“Agora sou forçado a ficar muito mais tempo porque temos uma corrida na África, e esse sempre foi o meu sonho, poder correr na África”, afirmou ele ao lado de Kimi Antonelli. O piloto da Mercedes, de 20 anos, respondeu na hora: “Então você tem que vir.” Hamilton completou que precisa continuar lutando para se manter em forma e que, se ainda conseguir bons resultados no próximo ano, a ideia é seguir em frente.
Hamilton completa 42 anos em janeiro. Se a primeira edição do GP africano sair em 2030, ele chega aos 45. Em um passado próximo poderia ser algo estranho, mas já é um número absurdo no paddock atual, já que Fernando Alonso segue na Aston Martin com a mesma idade, mas também não é trivial. O britânico já tem contrato com a Ferrari garantido pelo menos até o fim de 2027 e, segundo relatos, uma opção que pode levá-lo a 2028. Estender isso até o início da próxima década depende de desempenho, vontade do piloto e também da própria equipe.
Ele não prometeu nada de forma definitiva. A fala foi leve, quase de brincadeira, mas o contexto é antigo. Hamilton já disse publicamente, mais cedo em 2026, que não queria sair da categoria sem ter corrido no continente africano. Nos últimos anos ele fez reuniões repetidas com o CEO da F1, Stefano Domenicali, tanto em Londres quanto em fins de semana de corrida, além de contatos com autoridades de vários países africanos. A última prova da categoria no continente foi o GP da África do Sul de 1993, em Kyalami.
O projeto em Ruanda envolve um circuito permanente de padrão FIA Grade 1, desenhado com participação de Alex Wurz, e faz parte de um desenvolvimento maior que inclui o novo aeroporto internacional da região. A F1 e a FIA anunciaram o acordo em meados de outubro, destacando que o esporte passará a ter etapas em todos os continentes habitados. A data exata da primeira corrida ainda não foi definida, dependendo da conclusão da pista e da infraestrutura ao redor.
Para Hamilton, o valor vai além de um fim de semana de corrida. Em entrevistas anteriores ele falou da importância de mostrar a cultura e os países do continente ao público da F1, algo que ele vinha defendendo nos bastidores há bastante tempo. A presença dele no grid, se realmente acontecer, seria a de um piloto que já carrega o recorde de sete títulos e que, desde a estreia em 2007, se tornou o único campeão negro da história da categoria.
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