Ir para o conteúdo

Resident Evil Gaiden de Game Boy Color ganhou um port nativo para PC e Android, com melhorias visuais

Resident Evil Gaiden ganhou um port nativo para Windows e Android, com melhorias visuais, controles modernos e recursos extras.

Junior Candido
Resident Evil Gaiden de Game Boy Color ganhou um port nativo para PC e Android, com texturas em HD, iluminação dinâmica e mais

Resident Evil Gaiden, o spin-off do Game Boy Color, agora roda nativamente no Windows e no Android. Sendo mais um projeto que deixa de lado a emulação, para rodar de forma nativa em PCs, tablets e smartphones.

O projeto, que se chama Resident Evil Gaiden: Recompiled, está no GitHub com o nome regaiden-recomp, e pega o binário do cartucho de 2001, traduzindo o jogo para C/C++. A versão de referência é a norte-americana, com a build atual na versão v0.2.0, com pacote para PC 64 bits e APK para Android ARM64.

Quem acompanhou o post de @yoshinokentarou, que compartilhou o projeto no X, viu que o projeto consegue entregar melhorias visuais, como widescreen 16:9 e 21:9, textura em HD, iluminação dinâmica e shaders.

A tela original do GBC enxergava 20 tiles na horizontal, com 160 pixels. Por aqui, o número sobe para 32 tiles no 16:9 (256×144) e 42 tiles no 21:9 (336×144), mas dá para voltar ao 10:9 nativo no menu. Nos corredores do transatlântico Starlight, quem joga com as novidades consegue perceber de cara as diferenças entre o jogo original e este “remaster” nativo.

Publicidade

Entre outras novidades, temos a lanterna de Barry Burton, que virou um feixe 2D em tempo real. O cone gira com o movimento, as áreas sem luz escurecem de verdade e o brilho oscila um pouco, no estilo de uma lâmpada halógena. Além disso, entram vinheta, grain, scanline de CRT e cinco perfis de cor: paleta nativa do GBC, um azul frio, bleach bypass, sépia e um modo preto e branco.

O pacote HD troca o fundo de batalha, os sprites de monstros e cenas de diálogo por arquivos PNG em resolução de monitor moderno, e dá para editar o arquivo e recarregar sem fechar o jogo. O port aceita teclado, Xbox, DualShock, DualSense e USB, e no Android também há um gamepad virtual, com layout que muda entre retrato e paisagem.

Quem quiser explorar o navio como os jogos clássicos da franquia, não precisa mais se apegar no save de bateria do portátil, encontrando savestate de 10 slots (ativos pelo F5 para salvar, e F7 para carregar) e compatibilidade com GameShark. Para jogar de forma mais solta e descompromissada, o port oferece, se o jogador quiser, vida infinita, munição infinita, one-hit kill e arma liberada. Mas o save original da máquina de escrever do jogo continua no SRAM.

Como todo projeto desta natureza, o pacote baixado não vem com nenhuma ROM. É go o jogador que precisa inserir uma ROM americana do game e fazer o patch. No Windows, o arquivo com o jogo precisa estar na pasta do executável, enquanto no Android o app procura em pastas comuns ou deixa o jogador escolher na primeira abertura. Há, ainda, uma versão para o Linux “no forno”.

Este é o Resident Evil de Game Boy Color, o Gaiden. Lançado em 2001, ele seguiu o mesmo caminho de Metal Gear Solid, Tomb Raider e tantos outras franquias de sucesso: apresentou uma história não canônica, com gameplay simplificado para o portátil e que trouxesse uma grana extra, aproveitando a popularidade do pequeno videogame da Nintendo. O jogo foi feito pelo estúdio britânico M4, formado por gente da antiga Bits Studio. Hiroki Kato, roteirista de Resident Evil Code: Veronica, escreveu a história. Shinji Mikami entrou como consultor.

Justamente por ser uma versão mais simplificada, a exploração é vista por cima, mas quando entra combate abre-se uma janela de combate em primeira pessoa, com mira, para dar um ar mais “survival” ao game. Você controla Barry, procura Leon S. Kennedy no navio e encontra a órfã Lucia. A Capcom trata o enredo como fora do cânone da série principal. E, cumpriu o seu objetivo: ser um game simples para um console portátil que expandiu a franquia para mais dispositivos da época. Não é revolucionário mas pagou alguns cafés na Capcom, enquanto a própria série evoluía para novos episódios.

Publicidade

Feito para fãs de Resident Evil, dispostos a jogar todos os jogos da série, canônicos ou não, o projeto está pronto para ser experimentado por quem quiser jogar o game no Windows e Android. O código e as builds estão em github.com/sergiomanzur/regaiden-recomp.

Aproveite que está aqui e siga o Arkade no 

O RG35XXSP tem cara de Game Boy SP, mas roda uma infinidade de jogos clássicos. Garanta o seu no AliExpress!

Aproveite Assassin’s Creed Black Flag Resynced com desconto e frete Prime na Amazon.

Ganhamos uma pequena comissão nos links compartilhados em nossos posts. Você não gastará nada mais com isso e ainda apoiará o jornalismo independente de games e cultura.

Próxima matéria Resident Evil Requiem vendeu quase metade de suas cópias pelo mundo em formato físico (menos nos EUA) PlayStation Resident Evil Requiem vendeu quase metade de suas cópias pelo mundo em formato físico (menos nos EUA) Resident Evil Requiem vendeu quase metade das cópias em mídia física no mundo, mas o formato digital lidera nos Estados Unidos.

Resident Evil Gaiden

Ficha do jogo
Junior Candido

Conto a história dos videogames e da velocidade de ontem e de hoje por aqui! Siga-me em instagram.com/juniorcandido ou x.com/junior_candido

Mais matérias de Junior Candido

Buscar no Arkade