Shawn Layden, ex-chefe da PlayStation, diz que o fim dos discos em 2028 é um golpe significativo para a marca
Shawn Layden critica o fim dos discos de PlayStation em 2028 e alerta para impactos na posse de jogos e na imagem da Sony.
Shawn Layden, que passou 32 anos na Sony e deixou a empresa em 2019, afirmou que a decisão de parar de fabricar discos de PlayStation a partir de janeiro de 2028 machuca a imagem da marca. A opinião saiu no podcast The Expansion Pass e foi destacada pelo Wccftech. Pelo que Layden contou, ele não estava na sala quando a escolha foi feita, mas acredita que o argumento financeiro pesou bastante.
O que Layden disse sobre o fim dos discos
Ele começou dizendo que ficou triste com a notícia. Sem acesso aos bastidores, Layden imagina que a medida nasceu de uma planilha: um corte de custos que também aumenta a margem de lucro. Mesmo assim, discorda do caminho escolhido.
O argumento central é que o público de mídia física, embora menor, tem um peso desproporcional. Layden estima, em números aproximados que ele mesmo deixa em aberto, algo como 80% de jogadores no digital e 20% no físico. Esses 20%, segundo ele, são os mais fiéis, aqueles que às vezes compram duas cópias do mesmo jogo, uma para jogar e outra para guardar lacrada, no estilo de quem coleciona quadrinhos. Para ele, colecionar e exibir a prateleira faz parte do que move quem joga.
A questão de posse que ele considera mais séria
Layden reconhece que baixar um jogo é mais cômodo do que levantar do sofá para colocar um disco no console. O que o preocupa é outra coisa: a conversa deixa de ser sobre ter um jogo e passa a ser sobre ter acesso a um item digital. Quem não pode revender não é dono, e quem não é dono, lembra ele, acaba pagando por acesso, algo que soa bem menos atraente. Na visão dele, o público tende a imaginar o pior cenário, e isso rende desgaste de reputação.
Um histórico de previsão errada
Há um detalhe curioso. Em fevereiro de 2025, o próprio Layden havia dito que a Sony não abandonaria os discos, porque atua em mercados onde o varejo físico ainda é forte. A empresa anunciou o contrário em 1º de julho de 2026, com o PS6 no centro de um futuro sem mídia física, e a reação negativa nas redes foi grande. Até agora, a Sony não recuou e tem demonstrado uma atitude de “bater o pé” quando se manifesta sobre este assunto.
O que a Sony diz na Justiça
O Wccftech aponta também que a ideia de acesso em vez de propriedade não é nova, e que a própria Sony usa esse raciocínio em um processo coletivo: segundo a empresa, um consumidor razoável já sabe que o software é licenciado, não vendido. Agora, conforme 2028 vai se aproximando, é ver se a Sony vai realmente manter esta postura e, se sim, como será o resultado desta decisão, não só nas planilhas de acionistas.
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