Análise Arkade – MARVEL MaXimum Collection resgata a rica história dos heróis nos games lá nos anos 80 e 90

A Marvel sempre teve uma boa presença nos games, em especial nos anos 80 e 90, quando diferentes estúdios exploravam os personagens da editora com os jogos mais variados.
Foram anos em que os heróis distribuíram pancadas beat ‘em up, poderes em um “quase shooter”, pulavam plataformas e até saíram na porrada mano a mano.
Para contar parte desta história, MARVEL MaXimum Collection chega hoje, trazendo vários clássicos feitos para originalmente para vários sistemas do passado, mas contando com a praticidade e recursos adicionais dos consoles atuais.
Disponível agora para PC no Steam, PlayStation, Nintendo Switch e Xbox, a coletânea reúne seis títulos principais com múltiplas versões de console e portáteis, totalizando 13 experiências diferentes.

Desenvolvida pela Limited Run Games em parceria com Marvel Games e Konami, a iniciativa busca preservar o catálogo inicial da Marvel nos videogames, reunindo jogos que marcaram arcades, 8-bit e 16-bit e que agora ganham recursos modernos para quem quer revisitar com a praticidade de comprar e jogar ou conhecer pela primeira vez.
O destaque, claramente. fica com X-Men: The Arcade Game, um clássico beat ‘em up de 1992 que coloca até seis jogadores no controle dos mutantes contra o exército de Magneto. Nesta versão, o gabinete gigante dá lugar para um multiplayer online com rollback netcode permite partidas estáveis pela internet, trazendo um jeito novo de se curtir um clássico.
O game, que foi um daqueles da Konami que não teve versão para consoles na época (salvo uma versão para PSN e Xbox Live Arcade no passado), se destaca na coletânea por representar o auge dos beat ‘em ups da época, com combates fluidos e a chance de jogar com personagens como Wolverine, Ciclope, Tempestade e outros. Em seus trajes do final dos anos 80, que deixa tudo mais legal.

Em seguida vem Captain America and The Avengers, presente nas versões de arcade, Mega Drive e NES. Aqui, o jogador controla Capitão América, Homem de Ferro, Gavião Arqueiro e Visão em uma campanha contra vilões como Ultron e o Caveira Vermelha.
A edição de arcade tem uma ideia mais cinematográfica, com vozes na cutscene e toda a tecnologia possível em 1991, enquanto a de NES traz um estilo de plataforma mais simples, enquanto a versão de Mega Drive tenta simular a experiência do arcade. Sua inclusão faz sentido porque mostra como a Marvel mantinha seus heróis ocupados em vários consoles, de váries formas diferentes.
Spider-Man/Venom: Maximum Carnage e sua sequência Venom/Spider-Man: Separation Anxiety formam o núcleo dos beat ‘em up baseados nas famosas histórias em quadrinhos dos anos 90, época na qual o Aranha era um dos heróis mais populares das bancas e casas de quadrinhos.

Os dois títulos, lançados para Super Nintendo Mega Drive, acompanham o Homem-Aranha e Venom enfrentando ameaças nas ruas de Nova York, com trilhas sonoras de rock 16-bit que ainda funcionam bem. A versão de Super Nintendo tem cores mais vivas, já a de Genesis traz um tom mais sombrio, mas você pode jogar as duas aqui. Elas estão aqui porque capturam o clima dos quadrinhos da Marvel naquela época, com porradaria franca e aquela aura rock ‘n roll da época.
Já Spider-Man/X-Men: Arcade’s Revenge aparece com versões de Super Nintendo, Genesis, Game Boy e Game Gear. O jogo mistura ação de plataforma com elementos de beat ‘em up dentro do “Murderworld” do vilão Arcade.
As edições portáteis nos lembram de épocas as quais as produtoras de games adaptavam seus jogos para o portáteis, onde eles perderiam em recursos, mas ainda entregariam diversão em qualquer lugar, mesmo com limitações técnicas.

E, por fim, temos Silver Surfer, lançado apenas do NES, que é um shooter vertical BASTANTE desafiador com uma das melhores trilhas sonoras dos 8-bits. Controlar o Surfista Prateado contra ondas de inimigos, como um jogo de navinha tando vertical quanto horizontal exige precisão, e tendo que tomar cuidado com tudo na tela, pois um hit e já era. Ele representa a variedade de heróis explorados pela Marvel e as dificuldades absurdas dos tempos do Nintendinho.
Mas, como estamos em 2026, cada game conta com recursos úteis para facilitar a experiência de quem quer apenas reviver os clássicos, sem dor de cabeça. Há um arquivo digital com scans em alta resolução de capas originais, manuais e anúncios vintage. Um player de música reúne todas as trilhas chip-tune das diferentes versões.
Além disso, todos os jogos contam com opção de rewind, opções de salvamento e cheats em todos os jogos, que ajudam a superar partes mais difíceis, com invencibilidade e vidas infinitas. Jogos de fliperama conta com a possiblidade de fichas infinitas, o que vale como um “cheat”também, e filtros de tela permitem escolher entre pixels nítidos ou efeito CRT com scanlines, mantendo a aparência original ou adaptando para telas modernas.
E para quem quer mais desafio, além de jogar os games sem cheats, ainda é possível conquistar troféus e conquistas na coletânea, mostrando ser o melhor em todos os games com uma platina ou 1000g em seu status.
No geral, MARVEL MaXimum Collection entrega um pacote direto para quem curte história dos jogos ou simplesmente quer ação retro sem caçar cartuchos antigos. Os clássicos ainda funcionam bem hoje, especialmente com as melhorias de qualidade de vida, e o conjunto serve como uma porta de entrada prática para o lado antigo dos heróis da Marvel nos videogames.
E, como eu sempre falo em reviews desta natureza: estes jogos não chegam para aqueles que “já jogam estes jogos em emuladores”. Estes projetos chegam para quem quer algo mais prático usando seus próprios consoles para isso, e ainda querem curtir estes jogos com amigos ou família, de forma simples e “ligar e jogar”. Para estes, temos aqui jogos bem interessantes, muitos deles com gameplay coop, que ampliam ainda mais a diversão.
Se você cresceu jogando em arcade ou console dos anos 90, ou quer ver de onde veio parte do DNA dos games atuais de super-heróis, vale a pena conferir o game, que já está disponível.
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