Capcom mostra o REX, atualização do RE Engine pensada para a era da IA
Capcom apresenta o projeto REX, atualização do RE Engine com novas ferramentas, melhor desempenho e suporte a processos de desenvolvimento com IA.
A Capcom está atualizando o RE Engine aos poucos, com o projeto REX (sigla de RE neXt Engine), para deixar o motor mais rápido e mais fácil de usar com ferramentas de inteligência artificial. O programador Satoshi Ishida apresentou os detalhes em 2 de outubro de 2026, na Capcom Open Conference RE:2026, realizada no Ariake Convention Hall, em Tóquio. As informações vêm do Notebookcheck, que se baseou em relatos do GameBiz, do Techtroduce e do SBBIT.
O que muda no RE Engine
O REX não substitui o motor. A Capcom anunciou o projeto em 2023, e a palestra mostrou que ele chega em etapas, com componentes novos entrando ao longo do tempo. Os alvos são desempenho, ferramentas, eficiência de desenvolvimento e testes de qualidade (QA).
O RE Engine estreou em Resident Evil 7, em 2017, e já foi usado em mais de 27 jogos da empresa. Hoje, praticamente todos os desenvolvedores da Capcom, mais de 2.000 pessoas, trabalham com ele. Segundo Ishida, três pressões motivam a mudança: os jogos ficaram tão grandes que iterar ficou mais lento, o time de desenvolvimento está mais diverso, e a IA avança rápido.
Os componentes do REX
Todos levam o prefixo “RE:” no nome:
- RE:Dox: converte formatos de dados diferentes para uma estrutura comum, o que acelera o processamento.
- RE:UI: deixa a interface das ferramentas de desenvolvimento mais leve e economiza memória ao separar aparência e estado.
- RE:Flows: ferramenta visual para montar a lógica de gameplay, com conversão automática para uma linguagem de programação padrão.
- RE:Runtime: lida de forma mais eficiente com grandes quantidades de personagens.
- RE:Log: refaz o sistema de registros e comunicação, reunindo os logs num repositório central onde os desenvolvedores podem fazer buscas.
Onde a IA entra
Ishida descreveu a meta como um motor de jogos para a geração da IA. Para chegar lá, o sistema inteiro passou a seguir as regras de uma linguagem de programação bastante difundida, o que deve facilitar a leitura do código por modelos de IA. O programador também citou um cenário em que a IA entende o código, escreve programas e roda testes para achar bugs sozinha.
Vale separar bem as coisas: isso tudo é objetivo de desenvolvimento, não um recurso pronto, e a Capcom não informou quando chega aos jogos. Pelo que foi relatado, o foco está em ferramentas de desenvolvimento e testes.
Parte do REX já está aberta
A empresa já publicou algumas tecnologias do REX, como o RE:Dox e o RE:Log, de forma pública na internet. A ideia, segundo o relato, é dar mais material para as ferramentas de IA aprenderem. Isso não faz do RE Engine um motor aberto ao público, já que só esses componentes saíram.
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