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Cine Arkade Review – Busca Implacável 3

Resenha de Busca Implacável 3 avalia a atuação de Liam Neeson, o roteiro previsível e as confusas cenas de ação do filme.

Henrique Gonçalves

Esta matéria é de 2015 e pode estar desatualizada.

Cine Arkade Review - Busca Implacável 3

A longa série estrelada por Liam Neeson retorna mais uma vez em Busca Implacável 3. Confira agora a nossa resenha deste filme!

A franquia de Busca Implacável conta a história de Bryan Mills e sua vida aposentada cheia de complicações e pessoas morrendo, já vimos o nosso protagonista matar e ameaçar caras maus pelo telefone em diversas partes do mundo, e como um filme de ação ele sempre tentou fazer o máximo para ser divertido e bem explosivo.

O primeiro filme teve um conceito interessante e foi bem aceito pelos críticos, além de conseguir atingir um sucesso comercial ao ponto de termos uma continuação. Busca Implacável 2 procurou criar um enredo que consiga encaixar no original mas a crítica especializada viu como um rápido declínio em um filme que já poderia ter parado no primeiro.

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Mesmo assim, chegamos em sua terceira parte, a suposta conclusão da franquia intitulada Busca Implacável 3, contando com o elenco já conhecido de Liam Neeson, Famke Janssen e Maggie Grace, além de adicionar alguns atores novos, como Forest Whitaker e Dougray Scott.

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O enredo, assim como todos os filmes roteirizados por Luc Besson, tem uma proposta simples com o pretexto de colocar cenas excitantes e cheias de adrenalina. Em Busca Implacável 3, Liam Neeson é incriminado pela morte de um personagem e ele precisa fugir da polícia enquanto procura algum jeito de limpar o seu nome procurando o mal feitor que fez isso. Sim, o filme é parecido – até demais – com o clássico O Fugitivo, estrelado por Harrison Ford.

Infelizmente, o Luc Besson que já trabalhou em clássicos como O Quinto Elemento, Carga Explosiva e O Profissional está cada vez mais distante, mostrando que o seu melhor trabalho é criar histórias originais sem continuações, como foi o caso das sequências de Carga Explosiva e agora, Busca Implacável, criando filmes que funcionam bem sendo uma experiência única, não precisando de sequências.

No entanto, o filme consegue divertir em alguns momentos, em sua maior parte durante a interpretação de Liam Neeson como Bryan Mills, ele é um personagem cativante que faz da luta algo divertido, além de ser um cara bem ameaçador com a sua atitude.

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Infelizmente não é o que posso dizer dos outros personagens apresentados no filme, incluindo até Forest Whitaker, que interpreta o Inspetor Franck Dotzler, que traz uma performance repetitiva e não dá peso algum em Busca Implacável 3. A mãe e filha, interpretadas pelas atrizes Famke Janssen e Maggie Grace, respectivamente, fazem um trabalho sólido sem colocar nada de novo a mesa, mostrando mais uma vez que existe um imenso vazio em Busca Implacável 3.

Este vazio se alia a confusão do diretor Olivier Megaton, responsável pelos filmes Colombiana, Carga Explosiva 3 e Busca Implacável 2. O retorno de Olivier na cadeira de diretor nesta franquia se torna um desserviço ao filme, conseguindo intensificar suas falhas ainda mais nesta segunda tentativa de dirigir um filme.

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Olivier Megaton dirige seus filmes em dois estilos: Em cenas panorâmicas da cidade onde a câmera trabalha fielmente para mostrar o que precisa, e em cenas frenéticas separadas em sete a oito takes diferentes manuseadas por pessoas que tem um severo caso de tremedeira.

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Busca Implacável 3 é um filme que consegue te deixar nauseado por causa da maneira em que ele é desenvolve as cenas de ação. Filmes desse gênero precisam remover a tática da câmera que se move mais que o normal por cenas que nos deixa realmente ver algo, e mostrar que uma câmera tremendo freneticamente não aumenta a sensação de imersão e na verdade ela só consegue deixar tudo ainda mais confuso para o espectador.

E para esfregar sal na ferida, a cena de ação é vista em uma média de sete takes diferentes, cada uma delas mostrando uma perspectiva diferenciada da cena, e sabe qual é o resultado? Uma cena caótica em que você não tem a menor ideia do que está vendo, se tornando uma grande decepção que desvaloriza o trabalho de dublê e da coreografia de luta.

Filmes de ação não procuram gastar muito tempo desenvolvendo seus personagens com o intuito de deixar o foco no combate que entretém o público, seja por uma coreografia impecável, um tiroteio, uma perseguição de carro ou até uma variedade de explosões que deixam os seus olhos brilhando querendo mais.

E por todos estes motivos eu entendo quando um filme de ação prefere gastar o seu tempo nisso, o problema em Busca Implacável 3 é a dificuldade de se importar com os personagens, salvo o protagonista, surpreendendo de uma forma negativa ao mostrar uma franquia que está em seu terceiro filme mas ainda não deixou seus personagens coadjuvantes interessantes a ponto de alguém se importar com eles.

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No final, Busca Implacável 3 é um filme que beira a sessão da tarde, naqueles momentos em que você não tem nada para fazer e está mudando de canal até encontrar o primeiro filme que te interessar. No meio de tantos filmes que podem te fazer apaixonar pelo cinema, Busca Implacável 3 não está entre eles, e se você quer ver um filme de ação que seja bem dirigido, com cenas bem coreografadas e com algum conteúdo de verdade, sugiro que assista os filmes indonésios The Raid: Redemption e sua continuação, Raid 2: Berandal, além do longa estrelado por Keanu Reeves, De Volta Ao Jogo, lançado no ano passado.

Busca Implacável 3 estreia em todo Brasil no dia 22 de janeiro.

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