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Crash Bandicoot 2 também entrou na festa dos jogos adaptados para o Windows, e agora roda nativamente no PC com direito a widescreen

Projeto de fã recompila Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back para Windows, com widescreen, saves rápidos e suporte à imagem original do PlayStation.

Junior Candido
Crash Bandicoot 2 também entrou na festa dos jogos adaptados para o Windows, e agora roda nativamente no PC com direito a widescreen

Um projeto de fã conseguiu rodar Crash Bandicoot 2 nativamente no Windows, sem emulação, traduzindo o jogo original de PlayStation direto para código C.

O projeto se chama Crash2Recomp, está no GitHub sob a conta Zumbo06 e já passou dos 20 commits, somando 22 estrelas na plataforma. A ideia central é simples de explicar, mas complexa de executar: em vez de emular o PS1 rodando Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back, o programa recompila o jogo — pega o código original da imagem de disco e o transforma em C nativo, que roda direto no seu PC, sem passar pela camada de emulação. É a mesma técnica que já rendeu resultados que chamaram atenção da galera em outros clássicos recompilados nos últimos anos.

Vale reforçar logo de cara: é um projeto de fã, e o repositório não distribui nenhum dado do jogo — nem código, nem áudio, nem conteúdo do disco. Quem quiser rodar precisa ter a própria mídia ou a imagem em mãos.

O fluxo é direto, segundo a documentação do repositório. Você abre o launcher, vai até a aba Setup e escolhe sua imagem de disco — formatos .cue com .bin junto, ou .chd. O launcher confere se as trilhas estão completas, se os setores batem e se o serial de boot é o correto (o alvo é a versão norte-americana, serial SCUS-94154). Depois é só apertar Build the game: o processo traduz o jogo para C e compila tudo, com o log aparecendo em tempo real na tela. Terminado isso, a aba Play libera o jogo.

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Como funciona na prática

O requisito de sistema é modesto para os padrões atuais: Windows 64-bit, versão 10 ou superior, cerca de 3 GB livres durante a compilação (que cai para uns 100 MB depois de pronto) e um build inicial que leva entre cinco e vinte minutos. Um detalhe interessante é que não precisa de BIOS original do PlayStation — o projeto já embute o OpenBIOS, um substituto gratuito com licença MIT.

O que já funciona (e o que ainda não)

Segundo a página do repositório, o jogo é jogável do início ao fim. Ainda existem problemas pontuais de som e gráficos, e os próprios desenvolvedores pedem para tratar o estado atual como uma prévia, não como versão final: “espere arestas por polir”, diz o texto.

Enquanto joga, dá para contar com recursos que o Crash Bandicoot 2 original nunca teve: quick save e quick load nas teclas F5 e F9, slots de save state em F7, rewind em F8 e até um indicador de performance em tela, ativado pela tecla F. O menu de pausa (tecla Home ou Guide/Start+Select no controle) permite reiniciar, ajustar proporção de tela e encaixe de imagem.

Para quem gosta de mexer por baixo do capô, existe um modo desenvolvedor, escondido em Configurações → Performance. Ele libera uma aba avançada com servidor de debug via TCP, fallbacks de interpretador e rastreamento de execução — ferramentas para investigar bugs que, segundo o próprio aviso do projeto, deixam o jogo mais lento e ficam desligadas por padrão.

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A festa dos clássicos chegando ao PC

Recompilação de jogos antigos virou uma tendência que vem ganhando força na comunidade de preservação e modding — o objetivo é rodar títulos clássicos com desempenho e compatibilidade muito superiores ao de um emulador tradicional, aproveitando hardware moderno sem depender de camadas de tradução em tempo real. O Crash2Recomp segue essa linha usando o psxrecomp como base do recompilador e runtime, distribuído sob licença PolyForm Noncommercial — ou seja, uso e compartilhamento livres, mas venda ou uso comercial ficam de fora.

Para quem tem curiosidade técnica, o próprio código-fonte está disponível para quem quiser compilar manualmente via Python 3.11+ com PySide6, além de scripts de build específicos para o runtime. As mudanças no núcleo do emulador ficam documentadas num arquivo de notas que registra o que já foi testado, o que funcionou e o que não deu certo — uma prática rara de transparência em projetos desse tipo.

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Plataformas
PlayStation, Retrô
Lançamento
1 de novembro de 1997
Desenvolvedora
Naughty Dog
Publicadora
Sony Interactive Entertainment
Gênero
Plataforma
Junior Candido

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