Depois de Ocarina of Time, Zelda Majora’s Mask também roda de forma nativa no iPhone e iPad em um port homebrew

3 de agosto de 2026

The Legend of Zelda: Majora’s Mask já roda de forma nativa no iPhone e no iPad. Não é emulador. É o MaskPad, port feito pelo desenvolvedor Kahris (@chrissotraidis) em cima do 2 Ship 2 Harkinian.

Quem acompanhou a chegada do Ship of Harkinian ao iOS na semana passada já esperava por isso. Depois de Ocarina of Time funcionar nativamente com o HarkinianPad, o pedido mais comum foi exatamente o próximo passo: trazer Majora’s Mask. E ele entregou.

O MaskPad adapta o código do 2 Ship 2 Harkinian (o port nativo de Majora’s Mask feito pela equipe Harbour Masters a partir da decompilação da comunidade) para virar um aplicativo ARM64 de verdade no iOS e iPadOS. A renderização passa direto pelo Metal. Por isso, o jogo não tem simulação de hardware do Nintendo 64, não tem interpretação de ROM em tempo real e não depende de streaming de um Mac.

O resultado fica bastante superior do que o N64 conseguia entregar, funcionando como um remaster não oficial. O jogo sai dos 240p e 20 fps originais e roda em tela cheia, resolução nativa do aparelho e 60 fps. O widescreen foi adicionado e funciona de forma natural. E os controles físicos funcionam de forma prática, aceitando qualquer controle Bluetooth compatível com iOS. Mas touch, teclado e mouse também estão no pacote.

Kahris usou o Codex 5.6 Sol para montar a camada de iOS. Segundo ele, o trabalho ficou mais direto desta vez porque já existia a base do HarkinianPad. A camada de toque foi adaptada do projeto anterior e ajustada para o HUD e os esquemas de Majora’s Mask. O motor em si continua sendo o trabalho da Harbour Masters e de toda a galera da decompilação de Majora’s Mask, libultraship, ZAPDTR e OTRExporter.

Para rodar, você precisa de uma ROM original de Majora’s Mask. O app cria uma pasta no Arquivos, você joga a ROM lá e ele gera o arquivo local necessário. O código e o guia completo de build estão no GitHub: github.com/chrissotraidis/maskpad.

Ainda é um projeto em desenvolvimento, o que pode trazer ainda pequenos bugs ou problemas. O áudio funciona, por exemplo, mas tem relatos de música pulando em alguns aparelhos. O rumble, motion e reconexão de controle precisam de mais testes. O ritmo de carregamento de áreas ainda está sendo afinado. Mesmo assim, o básico já está sólido e bem funcional: o jogo abre, salva e roda liso a 60 fps.

É o mesmo caminho que vimos com Ocarina of Time. A diferença é que agora os dois grandes clássicos 3D do N64 da série estão disponíveis de forma nativa no ecossistema da Apple, com desempenho moderno e sem a necessidade de emulação. Quem já tinha o cartucho ou o dump legal consegue aproveitar Majora’s Mask no iPad ou no iPhone com uma experiência bem mais confortável do que a original.

O repositório está aberto. Quem quiser testar ou acompanhar o progresso pode seguir direto pelo GitHub.

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Junior Candido

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