O primeiro Legend of Zelda ganhou um port homebrew para o Master System
The Legend of Zelda ganhou um port homebrew jogável no Master System, com exploração de Hyrule, combate e código aberto no GitHub.
The Legend of Zelda, o primeiro jogo da série de NES, já roda em um Master System. Obviamente, o port não teve a mão nem da Nintendo nem da Sega, sendo um homebrew jogável, ainda em desenvolvimento, feito pelo brasileiro Haroldo de Oliveira Pinheiro e publicado no GitHub como zelda-js-sms.
A ROM tem 112 KiB, e funciona em emulador e no hardware original via Everdrive. Quem viu o vídeo compartilhado pelo perfil do X de Yoshino Kentarou (@yoshinokentarou) no começo de setembro de 2026 encontrou exatamente o que jamais poderia ter acontecido nos anos 80: ver Link andando por Hyrule no 8 bits da SEGA.
Mas o game não usou o game original de NES como base para o seu port. E o fez com um bom motivo.
De um clone em JavaScript para o Z80 da Sega
A base não é o jogo do NES. Haroldo partiu do zelda-js, um clone em JavaScript puro do primeiro The Legend of Zelda criado por Matthew-SA. A lógica do overworld, da colisão e do combate foi reescrita em C com devkitSMS (SMSlib, do sverx) e o compilador SDCC.
Isso permitiu que o game pudesse ser reescrito para o Master System de forma mais prática, aproveitando uma evolução da própria comunidade, para partir dali o início da conversão.
Quem acompanha o cenário homebrew da SEGA já conhece Haroldo (haroldo-ok / Haroldoop). O desenvolvedor independente tem anos de roms para Master System, de Pong Master a ferramentas como o SMS Puzzle Maker. Este Zelda entra na mesma linha do que ele já fez, ampliando seu catálogo.
O que já dá para jogar
O mundo aberto inteiro está lá: grade de 16×8 telas, o mesmo recorte do Hyrule do NES. Link anda nos quatro sentidos com animação, golpeia com a espada em qualquer direção, lança pra trás quando atingido e pisca no período de invencibilidade. Inimigos no estilo Octorok nascem em chão livre, vagam pelas telas, acertam o jogador e morrem na espadada. O jogo até conta as mortes.
O HUD traz a famosa barra de vidas (com coração cheio em vermelho, e vazio em cinza) e um minimapa da grade 16×8, com a posição de Link marcada. Já tem tela de título, game over e restart.
Ainda falta o que o próprio zelda-js já admitia não ter: cavernas, masmorras, itens coletáveis e o elenco completo de inimigos. É o mundo aberto pronto pra explorar com espada, não o cartucho de 1986 inteiro. Ainda.
O projeto é curioso, pois Nintendo e Sega nunca lançaram jogos exclusivos de cada uma, como The Legend of Zelda, em consoles rivais, como o Master System. O que chegou mais perto no mundo SEGA, em 1991, foi Golden Axe Warrior: um action-adventure top-down da própria SEGA, claramente desenhado para ocupar o espaço do Zelda no catálogo. Mas, anos depois, a cena de romhack chegou a trocar sprites do Warrior por visuais de Hyrule, em patches como o GAWtoZelda / A Little Touch of Hyrule.
Se quiser conferir, o código e detalhes do projeto estão em github.com/haroldo-ok/zelda-js-sms.
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- Plataformas
- PlayStation, Xbox, PC, Mobile, Retrô
- Lançamento
- 27 de janeiro de 1989
- Desenvolvedora
- Sega
- Publicadora
- Virgin Interactive
- Gênero
- Hack and slash




