Fórmula 1 – A Ferrari melhorou muito em 2026, voltou a vencer, mas ainda quer mais

Lewis Hamilton e Charles Leclerc já venceram em 2026 pela Ferrari. Depois de um 2025 sem vitórias e com o heptacampeão sem nenhum pódio em sua temporada de estreia no time, a Scuderia voltou a subir no degrau mais alto duas vezes neste ano: Hamilton em Barcelona e Leclerc em Silverstone.
A decisão de focar cedo no novo regulamento que começaria em 2026 custou caro no ano passado, mas começou a dar frutos. Os dois pilotos chegaram ao meio da temporada com uma vitória cada, uma briga interna saudável e a equipe ainda na disputa pelo título de construtores, atrás da Mercedes.
O duelo interno
Nos classificatórios, conforme a Fórmula 1, Leclerc leva 6 a 5 sobre Hamilton. Nenhum dos dois conquistou pole até agora, com o melhor resultado de ambos sendo o segundo lugar.
Nas corridas, a história é outra. Hamilton terminou à frente em seis oportunidades, enquanto Leclerc venceu seu rival em cinco. Os números de pódio também favorecem o britânico: cinco contra quatro. Leclerc já abandonou duas vezes. Hamilton, por outro lado, pontuou em todas as etapas até aqui.
É uma disputa bem equilibrada. Os dois entregam bom ritmo e os carros estão próximos o suficiente para qualquer um dos lados puxar o placar.
As duas vitórias que mudaram o tom
Hamilton quebrou o jejum em Barcelona. Foi a primeira vitória dele de vermelho e a primeira desde a Bélgica de 2024, ainda na Mercedes. Depois de um 2025 difícil, o momento carregou peso emocional. O próprio piloto falou em “se desconectar da matrix” durante o inverno para se recuperar.
Duas etapas depois, Leclerc venceu em Silverstone. O resultado pegou o time de surpresa. A Ferrari não esperava ser competitiva naquele circuito. O monegasco não subia no degrau mais alto desde Austin, em 2024. “O feeling voltou para onde precisa estar”, disse ele depois da corrida.
As duas vitórias vieram com méritos próprios, sem aquela “sorte” de corridas caóticas, que empurram “qualquer um” para a ponta. A Ferrari mostrou de novo que tem ritmo para brigar na frente.
O tombo na Áustria
Mas o pior momento veio logo depois do alto de Barcelona. Em Spielberg a equipe chegou com otimismo e largou bem: Leclerc em segundo e Hamilton em terceiro. Porém, no domingo, o calor e o desgaste de pneus viraram o jogo. Os dois carros fizeram estratégia de três paradas e isso rendeu um quinto lugar para Hamilton e um oitavo lugar para Leclerc. Pouco para quem vinha de pódios e vitórias.
Hamilton chamou de “choque de realidade”, enquanto Leclerc admitiu que estava “sofrendo bastante”. Mas Fred Vasseur foi direto: a Ferrari não tinha o ritmo dos rivais e estava “muito focada na Mercedes”, entendendo que o fim de semana serviu de lição.
O que vem pela frente
A equipe melhorou o carro com upgrades e diminuiu a distância para a Mercedes. Mas, ao mesmo tempo, McLaren e Red Bull também evoluíram seus carros, em uma briga de desenvolvimento que está cada vez mais apertada.
O foco da segunda metade na Scuderia é continuar trazendo atualizações e voltar a brigar por vitórias. Vasseur prometeu que a Ferrari voltará mais forte em Zandvoort. Hamilton, que está em segundo no campeonato de pilotos, fala em “várias oportunidades pela frente”.
A primeira metade mostrou progresso real depois de um 2025 complicado. Agora a pergunta é se a Scuderia consegue sustentar o ritmo e não deixar os rivais se aproximarem demais. Para garantir mais vitórias e, quem sabe, até sonhar com o título de construtores, que não vem desde 2008.
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