Fórmula 1 – A Mercedes começou 2026 com tudo, viu seus rivais se aproximarem, mas quer se manter no topo

Kimi Antonelli lidera o campeonato com 59 pontos de vantagem sobre George Russell e a Mercedes mantém 79 pontos de frente para a Ferrari no meio da temporada 2026. O time de Brackley tem o melhor carro das novas regras e a maior chance de título desde 2021, e tudo poderia estar às mil maravilhas, mas a confiabilidade virou o principal adversário, além dos rivais que estão se aproximando.
O W17 mostrou sua força logo de cara, conforme lembrou a Fórmula 1. Na abertura, na Austrália, Russell e Antonelli fecharam uma dobradinha com mais de 15 segundos de diferença para as Ferraris. O britânico venceu a primeira corrida e o italiano, de 19 anos, respondeu com uma sequência forte: vitórias na China, Japão, Miami, Canadá, Mônaco e Bélgica. Seis triunfos no total, que fez o piloto vencer não só a sua primeira corrida, como se tornar o líder mais jovem da história do campeonato, mostrando maturidade suficiente em circuitos diferentes, inclusive no Principado em Mônaco, onde aguentou dois Safety Cars e uma bandeira vermelha para bater Lewis Hamilton.
Russell, do outro lado, viveu uma montanha russa de emoções. Além da Austrália, venceu também na Áustria e aproveitou os dias ruins do companheiro (Barcelona e Grã-Bretanha, onde Antonelli zerou) para subir ao pódio. Ainda assim, o confronto direto favorece o italiano: 7 a 4 tanto em classificação quanto em corrida. Antonelli tem seis poles e Russell tem quatro.
O pior momento da equipe até agora em 2026 veio no Canadá. Russell largou na pole do Sprint, venceu a prova curta, fez a pole da corrida principal e liderava quando a unidade de potência falhou na volta 30. A vitória escapou e o britânico saiu de pista abalado. Antonelli também teve de abandonar enquanto estava em segundo em Barcelona. Em praticamente todas as etapas pelo menos um carro prateado subiu ao pódio, mas os DNFs por problemas mecânicos e elétricos tiraram pontos importantes.
Mesmo assim, a Mercedes chega à pausa de verão na liderança dos dois campeonatos. Porém o que poderia ser uma vantagem confortável se transformou em tensão, pois a Ferrari melhorou o ritmo com upgrades e Hamilton está a apenas nove pontos de Russell na tabela de pilotos. Toto Wolff já admitiu que a situação de confiabilidade “não é boa o suficiente”. O time precisa resolver as falhas mecânicas, ajudar Russell a recuperar consistência e continuar desenvolvendo Antonelli. A vantagem existe, mas sem confiabilidade, corridas podem ser zeradas e se transformar em vantagens para seus rivais.
O restante da temporada vai mostrar se o pacote da Mercedes consegue transformar potencial em títulos, levando novamente a estrela de três pontas para o triunfo, ou se as quebras continuam abrindo a porta para a concorrência e levando uma temporada que tinha tudo para ser tranquila em um drama com duas, ou até três equipes brigando pelo topo.
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