Fórmula 1 – Decisão de terminar a temporada na Europa pode trazer um elemento inesperado: a neve
Fórmula 1 pode terminar 2026 em Imola, na Europa, se Qatar e Abu Dhabi forem cancelados, com risco de chuva e neve.
Stefano Domenicali explicou que, se as corridas de Qatar e Abu Dhabi não acontecerem por causa dos conflitos atuais no Oriente Médio, a temporada 2026 da Fórmula 1 terminará na Europa. E a opção mais cotada, segundo fontes, é Imola.
O CEO da categoria falou, conforme a ESPN, depois do GP da Hungria. As duas provas finais estão marcadas para 29 de novembro no Qatar e 6 de dezembro em Abu Dhabi, mas a situação na região (a mesma que já tirou Bahrein e Arábia Saudita do calendário em abril) continua complicada. A decisão definitiva só sai em meados de setembro. Até lá, as duas corridas seguem confirmadas e, segundo ele, já estão com ingressos esgotados.
“Se não for possível, o final da temporada será na Europa, porque não podemos ir a outros lugares”, disse Domenicali. Fontes ouvidas pela mesma ESPN apontam Imola, no norte da Itália, como a principal alternativa. O circuito, terra natal do próprio Domenicali, voltou ao calendário na pandemia e ficou até o ano passado. Agora pode voltar de novo, só que em dezembro, como o “Grande Prêmio da Emilia-Romanha”.
Mas aí entra um detalhe que muda toda a iniciativa de se ter uma corrida na Europa no fim do ano. Com o inverno batendo na porta, a temperatura média na região nessa época do ano fica entre 6 e 8°C, com chuva pesada e chance real até de neve. Domenicali não fugiu do assunto:
“A única possibilidade é terminar na Europa. Estou torcendo para não ter neve… a Pirelli não vai estar pronta para pneus de neve de inverno. Mas, sério, acho que o clima deve permitir a gente correr na Europa mesmo no começo de dezembro.”
Ele ainda comparou com Las Vegas. Pelas estatísticas, a temperatura na Europa nesse período costuma ser menos fria do que a média do GP americano. “Ninguém sabe como vai estar o tempo de verdade”, completou.
E os Estados Unidos não terão mais uma corrida no ano, com as portas para essa “corrida de substituição” já fechadas: não vai ter corrida extra nos Estados Unidos. Nem segunda prova em Las Vegas, nem nada em Austin e principalmente Miami, que estará com os Dolphins disputando a NFL. Inclusive, a liga de futebol americano, com jogos entre setembro e fevereiro, é o que motiva a F1 a ficar longe dos EUA nesta época. “Garanto que não faremos outra corrida nos EUA. Estamos competindo com a NFL e não queremos estragar uma joia que está crescendo.”
Enquanto isso, o GP do Bahrein já tem novo endereço: circuito de Sepang, na Malásia, no fim de semana de 2 a 4 de outubro. Foi o jeito encontrado para manter o número de etapas depois do cancelamento por causa do conflito. Mesmo com a corrida malaia recebendo o nome oficial de “GP do Bahrein”.
O calendário 2026 já tinha 24 corridas. Se Qatar e Abu Dhabi saírem da temporada, a Fórmula 1 precisa rearranjar pelo menos uma por causa dos contratos comerciais com equipes e transmissores das corridas. Europa virou a única saída prática, e Imola aparece como a escolha mais lógica no momento.
A decisão oficial só chega em setembro.
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